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Tecnologia que interessa!

Tecnologia da informação aplicada - por Christian Guerreiro.

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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Organize seu inventário do VMware vCenter com o vSphere Client

Uma das funcionalidades mais importantes do VMware vCenter é o seu inventário, onde Data Centers virtuais, clusters, hosts, máquinas virtuais e outros elementos podem ser organizados de maneira flexível e que facilite a visualização e configuração do ambiente virtualizado.

Defina como você irá configurar o seu ambiente virtual


Uma implementação grande da suite vSphere pode conter vários centros de dados virtuais com um arranjo complexo de hosts, clusters, pools de recursos e redes.

Implementações menores podem exigir somente um centro de dados virtual único com uma topologia muito menos complexa.

Independentemente da dimensão do seu ambiente virtual, considere como as máquinas virtuais vão ser utilizadas e administradas.

Aqui estão perguntas que você deve responder à medida que vá criando e organizando um inventário de objetos virtuais:
  • Será que algumas máquinas virtuais vão exigir recursos dedicados?
  • Será que algumas máquinas virtuais vão experimentar picos de carga de trabalho periódicos? 
  • Será que algumas máquinas virtuais vão ter que ser administradas como grupo?
  • Você vai querer usar múltiplos vSphere Switches padrão, ou você prefere ter um único vSphere Switch distribuido por cada centro de dados?
  • Você quer usar vMotion e Distributed Resource Management com certas máquinas virtuais, mas não com outras?
  • Será que alguns objetos virtuais vão exigir um conjunto de permissões de sistema, enquanto outros objetos vão requerer um conjunto diferente de permissões?

O painel esquerdo do cliente vSphere Client exibe o seu inventário.

Você pode adicionar e organizar objetos com flexibilidade, mas há algumas restrições:
  • O nome de um objeto de inventário deve ser exclusivo;
  • Nomes vApp devem ser exclusivos dentro da visualização de máquinas virtuais;
  • Permissões do sistema são herdadas e distribuidas em cascata.

Tarefas para organizar o seu inventário

Povoar e organizar o seu inventário envolve as seguintes atividades:
  • Criar centros de dados;
  • Adicionar hosts aos centros de dados;
  • Organizar objetos do inventário em pastas;
  • Configurar o sistema de rede para usar switches virtuais padrão ou distribuĩdos;
  • Configurar os sistemas de armazenamento e criar os objetos de inventário de armazenamento para fornecer recipientes lógicos para os dispositivos de armazenamento dentro do seu inventário;
  • Criar clusters para consolidar os recursos dos vários hosts e das máquinas virtuais. Você pode habilitar vSphere HA e vSphere DRS para aumentar a disponibilidade e dispor de uma gestão de recursos mais flexível;
  • Criar pools de recursos para fornecer uma abstração lógica e uma gestão flexível dos recursos da suite VMware vSphere. Os pools de recursos podem ser agrupados em hierarquias e serem usados para particionar hierarquicamente os recursos disponíveis de CPU e memória.

Conclusão

Organizar o inventário virtual é uma tarefa simples, mas extremamente importante no processo de implantação da suite de virtualização VMware vSphere, pois esta configuração define questões fundamentais do ambiente virtualizado, como a maneira de segregar os recursos dos ambientes de produção e desenvolvimento, a funcionalidade utilizada para garantir recursos exclusivos para determinado conjunto de máquinas virtuais, dentre outros aspectos que são determinantes no nível de flexibilidade obtido para distribuição de recursos entre as máquinas virtuais.

Portanto, não subestime a atividade de organização do seu inventário virtual.

E aí ? O que você prefere usar para distribuir recursos entre as máquinas virtuais ? vApps ? Resource Pools ? Clusters ? Fala aí!


Informação importante pra você profissional que lida com virtualização de servidores!

Este texto é uma pequena amostra do Guia de Operação do VMware vSphere que será parte do material integrante da nova versão dos 10 passos para a Virtualização Completa do Datacenter! Se inscreva já e garanta acesso ao material atualizado!
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segunda-feira, 22 de junho de 2015

4 apps pra ganhar uma grana extra (com algum esforço, mas nem tanto)...

Como diria Sílvio Santos:

- Quem quer dinheiro ?

Tá bom... prometo que não vai ter nenhuma outra piadinha infame neste texto :)

O fato é que neste mundão da web há tanta picaretagem que já havia desistido de encontrar alguma informação realmente confiável sobre ganhar dinheiro honestamente na web, mas de maneira inteligente, relativamente fácil e até mesmo divertida.

Mas a Forbes me mostrou que há esperança.

Duvida ?

Então confira a lista abaixo.

Pact app ganhar dinheiro atividade física

O Pact é um app que quando foi lançado eu pensei: "Santa ingenuidade Batman! Quem vai colocar seu rico dinheirinho em risco num app dessa forma?".

Eu estava errado.

O app que remunera pessoas que se exercitam com grana de quem não se exercita já virou (quase) plano de saúde, e tudo indica que tem potencial pra criar uma bela reviravolta num mercado altamente lucrativo, oferecendo descontos para os usuários do app que comprovarem hábitos saudáveis.

Surpreendente, não ?

Inbox Dollars Ganhe Dinheiro Respondendo Pesquisas
O app que já remunerou com mais de 30 milhões de Obamas os seus usuários, e que (revoltantemente) não é suportado nos meus dispositivos, infelizmente, permite faturar um extra respondendo pesquisas, navegando na web e (loucura!) jogando... JO-GAN-DO... isso mesmo.

Fronto alugue tela bloqueio smartphone ganhe dinheiro


O Fronto é um app que paga pra "alugar" a tela de bloqueio do seu smartphone. Sim, você pode ganhar uma verba a mais, um troquinho, permitindo a exibição de propaganda no seu smartphone, o que não é nada demais, afinal dá pra contar nos dedos de uma mão os apps que não exibem propaganda. A que ponto chegamos, hein ?


App Trailers Ganhe Dinheiro Assistindo Jogando


O App Trailers tem uma abordagem mais "tradicional" diante dos outros apps listados aqui. Simplesmente assista a trailers de apps, jogos, etc e ganhe créditos que podem ser convertidos em grana no Paypal, cupons de desconto da Amazon e mais.

Conclusão


Pois é pessoal.

Dinheiro muito não vem fácil (experimente colocar uma vírgula na frase :P).

Mas dinheiro pouco sem tanto esforço assim dá até pra conseguir.

Depois da recente polêmica em torno do Ad Block Plus (até o The Next Web se revoltou alegando que o plugin de bloqueio de propaganda prejudica muitos profissionais e até exagerou chamando este tipo de software de imoral), a idéia de remunerar diretamente o indivíduo que se predispõe a ver um anúncio nem parece absurda.

E na esteira destas questões morais, éticas e filosóficas novos modelos de negócio surgem, com apps que buscam capitalizar estas oportunidades.

E você, já conhece/usa algum app pra ganhar uma grana ? Conta aí pra gente!
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terça-feira, 16 de junho de 2015

10 hacks incriveis que você não conhecia (a 5ª é inacreditável!)

Mais um dia... mais uma dica valiosa que obtenho através do Quora.

Não canso de repetir.

É impressionante como diariamente encontro algo interessante lá.

Desta vez são dicas obtidas do site do Carl Cheo.

Ele relaciona 100 hacks lá, eu descrevo aqui os 10 que mais me chamaram a atenção.

Vamos a eles!

1 - Use o Chrome como bloco de notas

Como usar o Chrome como bloco de notas

A imagem é auto explicativa, mas não custa enfatizar que o recurso é bem curioso. Digite “data:text/html, [menor] html contenteditable [maior]” na barra de endereço do navegador e veja se transformar num bloco de notas.

Nota: substitua [menor] e [maior] pelo sinal de menor e sinal de maior. Este trecho do post estava tornando todo o blog "editável" e prejudicando os links (obrigado Roque por me ajudar a resolver!).

2 - Descubra qualquer senha salva no navegador


Descubra qualquer senha salva no navegador

Este recurso pode parecer inútil, afinal você tem acesso às senhas salvas através do próprio navegador, correto ? Mas e se não se tratar do seu computador ? Se estiver precisando descobrir uma senha e não tiver a senha do Google da pessoa ? Certamente você já notou que isto tem um lado ruim, mas pode ser útil em situações específicas.


3 - Descubra o nível de carga da bateria soltando-a no chão


Descubra o nível de carga da bateria soltando-a no chão

Essa foi uma das dicas mais surpreendentes pra mim. Interessante, hein ?

4 - Pesquise “[comida] vs [comida]” no Google pra comparar valores nutricionais de alimentos


O termo "vs" é um verdadeiro coringa em buscas, como já vimos aqui. Este é mais um dos muitos usos deste termo comparativo. Mas não consegui fazer funcionar no meu Chrome. Testem aí.

5 - Selecione, copie, traduza e modifique texto em imagens (!)


Esta é simplesmente ES-PE-TA-CU-LAR! A extensão Project Naptha permite extrair texto de imagens e manipulá-lo como desejar. Incrível mesmo, não ? Simplesmente instale a extensão e veja o texto de qualquer imagem se tornar selecionavel. Apenas clique e arraste para selecioná-lo, depois clique com o botão direito e veja a "mágica" acontecer.

6 - Assista vídeos com restrição de idade no Youtube


Apenas adicione nsfw antes de Youtube. Isso faz com que você use o site nsfwyoutube.com para assistir o vídeo, o que pode ser um risco se você (como eu) não confia em qualquer site por aí. Para nossa sorte, a alternativa de substituir o "watch?v=" por "/v/" no endereço do vídeo também funciona!

7 - Saiba quanto tempo será necessário para ler um livro


Acesse http://howlongtoreadthis.com e digite o nome do livro para saber em quanto tempo conseguirá lê-lo.

8 - Descubra se seu email foi hackeado usando um email falso


Adicione um email falso (ou com erro) na sua lista de contatos. Se começar a receber mensagens de erro de entrega para este endereço, já viu né ?

9 - Descubra o risco de acessar um site


Antes de acessar qualquer site que não confie plenamente, digite "safebrowsing:[endereço do site]", e veja o relatório do Google sobre os últimos 90 dias de acessos ao site, indicando se há risco de contaminação por malware ao acessar.

10 - Converta vídeos do Youtube em GIFs animados


Simplesmente use o site gifyoutube.com para obter uma versão GIF do vídeo. Pra facilitar, acesse o vídeo no Youtube e depois inclua o gif antes de youtube, na URL da página.

11 - Bônus! Edite imagens da web diretamente no Paint


Pois é, o menosprezado editor de imagens do Windows consegue acessar imagens diretamente pela URL. Clique em abrir arquivo e cole o endereço web da imagen. E pronto!

Conclusão


A web é mesmo uma caixinha de surpresas, não é mesmo ?

Quanto mais ficamos atentos às possibilidades que a Internet oferece, mais podemos aproveitar pra tornar nossa vida mais produtiva, divertida e segura.

E você, já conhecia estas dicas ? Fala que eu te escuto :)
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terça-feira, 9 de junho de 2015

Novidades do VMware vCenter 6 (e uma dica valiosa pra você!)


O lançamento do VMware vSphere 6.0 trouxe modelos de implementação simplificados para o vCenter. Os componentes da instalação do vCenter Server foram agrupados em dois tipos: incorporado e externo. 

O incorporado se refere a uma implementação na qual todos os componentes – não necessariamente inclui a base de dados – são instalados na mesma máquina virtual.

O externo se refere a uma implementação na qual o vCenter Server é instalado em uma máquina virtual e a Plataforma de Controle de Serviços é instalada em outra máquina. A plataforma é nova para o vCenter Server 6.0 e inclui o vCenter Single Sign-On, Licensing, e VMware Certificate Authority (VMCA).

As instalações incorporadas são recomendadas para ambientes isolados nos quais há apenas um sistema de vCenter Server e a replicação para outra Plataforma de Controle de Serviços não é necessária. Se é necessário a replicação para outras Plataformas Controladoras de Serviços, e se há mais de uma solução habilitada de vCenter Single Sign-On, implementar uma ou mais Plataformas Controladoras de Serviços em uma ou mais máquinas virtuais separadas (através de implementação de um vCenter Server) será necessário.

Requisitos para implementação do vCenter 6


Alguns requisitos são para ambas as instalações tanto do vCenter Server em Microsoft Windows quanto da implementação do vCenter Server Appliance. Certifique que todos esses pré-requisitos estão prontos antes de seguir adiante efetuando uma nova instalação ou upgrade.

DNS – certifique-se que a resolução está funcionando para todos os nomes de serviços através de via nomes de domínios completamente qualificados (FQDN), nome curto (nome do host), e endereço IP (lookup reverso);

Tempo – Certifique-se que o tempo está sincronizado através do ambiente;

Senhas – As senhas do vCenter Single Sign-On devem conter apenas caracteres ASCII; extensões ou caracteres não ASCII não são suportados.

Implementando o vCenter em Windows


Instalar o vCenter Server 6.0 em um Windows Server requer um Windows 2008 SP2 ou superior de 64 bits. Duas opções estão disponíveis: usar a conta local do sistema ou usar uma conta de domínio do Windows. Certifique-se de que é um membro do grupo do administrador do computador local e que ele foi delegado corretamente os direitos “Logar como serviço” e “Atuar como parte do sistema operacional”. 

A instalação do Windows pode usar tanto uma base de dados externa compatível ou um base de dados PostgreSQL local que está instalada com o vCenter Server e limitada a 20 hosts e 200 máquinas virtuais. Bases de dados externas compatíveis incluem o Microsoft SQL Server 2008 R2, SQL Server 2012, SQL Server 2014, Oracle base de dados 11g e o Oracle base de dados 12c. Quando fizer o upgrade para o vCenter Server 6.0, se o SQL Server Express foi usado na instalação anterior, ele será substituído com o PostgreSQL. Bases de dados externas precisam de um DSN 64-bit . DSN aliases não são suportados.

Quando fizer o upgrade do vCenter Server para o vCenter Server 6.0, apenas versões 5.1 e mais recentes são compatíveis. Se o sistema do vCenter Server que está sendo atualizado não está na versão 5.1 ou superior, será necessário atualizar para esta versão primeiro, num processo de duas fases.

Implementando o vCenter Server Appliance


O vCenter Server Appliance pode usar tanto uma base local de dados PostgreSQL que é feita dentro do aplicativo que é recomendado, ou uma base externa de dados. Diferente do suporte do Windows para o PostgreSQL, vCenter Server Appliance pode ser compatível com mais de 1000 hosts ou 10000 máquinas virtuais. As bases de dados externas se restringem a Oracle 11g e 12c. Esse é o último lançamento que possibilita o uso de bases de dados externas com o vCenter Server Appliance.

Quando implementando o vCenter Server Appliance, o host alvo deve ser o ESXi 5.0 ou mais recente. Além disso, pré-checagens como conectividade a uma base de dados externas, servidor NTP, servidor DNS  e assim por diante, devem ser feitas no cliente implementando o aplicativo ao invés de no do que no host alvo, e na porta do grupo de destino. Isso não irá garantir que que toda a conectividade requisitada está disponível do ESXi host e da porta de destino do grupo do vCenter Server Appliance. Os usuários devem se certificar que o ESXi host e a porta do grupo vem a conectividade necessária.

Conclusão


Vejo um movimento da VMware no sentido de "se livrar" da dependência do Windows para o vCenter, o que é bom, mas ainda é necessário melhorar muito o Appliance e o Web Client para que tenhamos o mesmo nível de funcionalidade do vSphere Client em Windows.

E você, já está testando o vSphere 6 ? O que achou das mudanças ?

Informação importante pra você profissional que lida com virtualização de servidores!

Este texto é uma pequena amostra do Guia de Implementação do VMware vCenter que será parte do material integrante da nova versão dos 10 passos para a Virtualização Completa do Datacenter! Se inscreva já e garanta acesso ao material atualizado!
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segunda-feira, 25 de maio de 2015

5 provas de que você não vai crescer na carreira de TI (a menos que faça algo a respeito JÁ!)

Profissional frustrado - erros que te impedem de crescer na carreira de TI

Diante da repercussão do artigo sobre a situação do mercado de TI na Bahia, que pode ser semelhante a outros locais do país (em especial o norte/nordeste), resolvi "colocar o dedo na ferida" e provocar você, profissional de TI.

Faça uma reflexão.

Veja se está realmente fazendo tudo que está ao seu alcance para ser o melhor profissional que pode ser.

E, acima de tudo, use melhor sua energia...

Reclame menos...

Aja mais...

Pode ter certeza de que os resultados vêm...

Talvez até mais rápido do que você imagina...

Quando tiver a atitude certa!

Talvez você esteja cometendo um dos erros abaixo...

Saiba o que pode fazer a respeito.

Sem perder tempo!

1 - Você não sabe inglês

O Problema


provamos por A+B que inglês é fundamental para profissionais de TI (como se você não soubesse), indicamos várias maneiras de aprender o terceiro idioma mais falado no mundo, e ainda assim muitos profissionais insistem em reclamar quando precisam consultar informações em inglês.

A Solução

Obviamente a solução é começar a aprender inglês.

Imediatamente!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou uma certificação ? Faça o curso de inglês!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou uma pós graduação ? Faça o curso de inglês!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou um Mestrado ? Faça o curso de inglês!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou [coloque aqui uma capacitação qualquer]? Faça o curso de inglês!

Por que o inglês deve vir primeiro ?

Simples.

O inglês vai te ajudar muito, no que quer que venha a fazer depois, seja facilitando o acesso a "test dumps" para sua certificação profissional Microsoft, Cisco, Java, ITIL ou qualquer outra.

Sem contar na diferença absurda que faz quando você pode pesquisar artigos científicos das melhores universidades do mundo para basear seus trabalhos na pós graduação, etc.

Além disso, seu orientador de Mestrado ou Doutorado, sem a menor dúvida, vai exigir de você a leitura de pelo menos uma dezena de artigos científicos em inglês.

Ah! E tem o seu trabalho atual!

Sabendo inglês você terá condições de acessar grupos do LinkedIn, Facebook, fóruns e outros locais com muita informação de qualidade e menos "sangue-sugas" que aqui no Brasil, onde grande parte dos usuários sugam toda a informação que abnegados voluntários fornecem e não são capazes sequer de agradecer (e ainda há os trolls que fazem questão de criticar e diminuir a qualidade da informação que você disponibiliza na web, gratuita e voluntariamente, no intuito de ajudar).

Reconheço que rolou uma mágoazinha deste blogueiro aqui com alguns trolls que encontrei pelos caminhos da web ao longo dos anos :)

2 - Você não usa a Internet a seu favor

O Problema

Você tem o controle da sua presença na web ?

Pesquisa regularmente seu nome completo, email, apelidos (mesmo aqueles que gostaria de esquecer)?

Toma cuidado com o que posta nas redes sociais ?

Potencializa Facebook, LinkedIn, Twitter, GooglePlus e outros serviços para aumentar sua rede de contatos, fazer networking, e consequentemente ampliar seu acesso a oportunidades ?

Sem isso, suas chances no mercado podem diminuir consideravelmente.

A Solução


Outro dia estava conversando com amigos e um deles reclamou que treinadores e jogadores de futebol no Brasil ganham dinheiro demais.

Então fiz a seguinte pergunta:

Quantas pessoas vêem o trabalho deles ?

E o seu ?

Percebeu a diferença ?

Como diz o ditado, quem não é visto não é lembrado.

E no mundo atual, é mais simples do que nunca ser visto.

Por milhares...

Milhões...

Até bilhões de pessoas, como no caso dos treinadores e jogadores de futebol mais famosos do mundo.

Por isso, use a Internet de maneira inteligente e veja as oportunidades aumentarem gradativamente.

O processo é lento, mas é simples. E o melhor, funciona!

Eu disse simples, não fácil :)

Já comentei aqui que após alguns anos blogando, fui contactado por uma empresa conhecida mundialmente interessada em colocar uns trocados no blog em troca de um banner.

Dê uma checada na publicidade do blog e você vai descobrir rapidinho que empresa é essa.

Hoje mesmo, minutos antes de revisar este texto pra publicar, vi uma mensagem no facebook de um potencial anunciante.

Portanto, comece já a usar a Internet a seu favor, e tenha resultados profissionais melhores.

Muito melhores.

3 - Você não coloca seus conhecimentos em prática

O Problema

Quantos cursos você fez no último ano ?

Quanto do conhecimento adquirido colocou em prática ?

Um estudo famoso sugeriu que 10 mil horas de prática são suficientes para se tornar um mestre em qualquer coisa. Note que são MUITAS horas de prática.

Embora haja questionamentos sobre o estudo, a importância da prática é inegável.

Estudar gera melhores resultados quando praticamos o que aprendemos.

Portanto, não fique só na teoria.

A Solução


Monte um laboratório em casa (ou na nuvem), e tente aplicar ao máximo os conhecimentos que aprender.

Busque sempre fazer cursos alinhados com suas necessidades profissionais e seus interesses pessoais.

Com isso você terá a obrigação de praticar (porque o trabalho exige) e a motivação pra praticar (porque é algo que você se interessa de verdade).

Vejo muitos profissionais se limitando pelo que a empresa exige deles.

Mesmo que você trabalhe apenas com atendimento a usuário hoje (passagem obrigatória para grande parte dos profissionais de TI), não se limite a estudar sobre Service Desk, SLA e ITIL.

Estude isso, claro, até porque vai ser mais fácil e rápido de aplicar, pois a empresa precisa disso.

Mas estude também sobre o que pretende para o futuro da sua carreira. Gestão de TI e Gerenciamento de Projetos, por exemplo.

E aplique participando de grupos, eventos e aproveitando cada oportunidade de compartilhar o seu conhecimento (quem sabe até escrevendo um blog?).

4 - Você não se preocupa em fazer o melhor

O Problema

Buscar o meio mais fácil de fazer algo nem sempre é o melhor caminho, se este meio não entregar a qualidade que a empresa requer.

Ser eficiente não necessariamente significa ser rápido, se o resultado da sua rapidez não for permanente.

Ser rápido pode ser o caminho mais direto para se ver atolado de (re)trabalho, corrigindo falhas que você mesmo causou, porque não pensou na melhor solução possível para o problema enfrentado.

É claro que as circunstâncias afetam muito o tempo que temos para refletir sobre a melhor solução, e nem sempre é possível resolver da melhor maneira.

Mas tente sempre fazer o melhor que você puder.

Mesmo que não seja o melhor "absoluto".

A sensação de que "eu podia ter feito melhor" é extremamente frustrante.

Eu sei disso, porque errei muito até aprender que ser rápido não adianta se você não for efetivo.

A Solução


Mais uma vez, a Internet ajuda muito.

O Google é seu amigo.

Portanto, sempre pesquise quando precisar resolver algo, mesmo que ache que "já sabe como fazer".

Pesquise fontes confiáveis e você verá que os fóruns e portais de documentação dos fabricantes estão recheados de "melhores práticas" e recomendações sobre a melhor maneira de lidar com uma infinidade de situações e problemas.

Aliás, buscar a melhor maneira de fazer é algo que se aplica a qualquer situação, por isso não limite isto àquele momento em que você precisa resolver um problema sério.

Busque a melhor maneira de implantar um servidor novo, de virtualizar o ambiente da empresa, de iniciar uma carreira em Big Data, enfim...

Leve para o lado pessoal também...

Busque a melhor maneira de fritar um ovo, de arrumar uma mala de viagem, de economizar com o cartão de crédito.

Você vai descobrir como sua vida pessoal e profissional pode melhorar muito com pequenas mudanças.

5 - Você pensa mais em ganhar dinheiro que em aprender/melhorar

O Problema


É comum vermos pessoas em início de carreira se sentindo injustiçadas, porque ganham um salário mínimo, ou um salário que julgam inadequado para suas habilidades.

A questão aqui é que nossa visão sobre nós mesmos é deturpada.

Há uma tendência natural da maioria dos profissionais em se supervalorizar.

Infelizmente, esta é a verdade.

Quase sempre, somos profissionais menos qualificados do que achamos que somos.

Vale pra mim, pra você, pra todo mundo.

Quem nunca usou aquela velha frase "Esse cara se acha" ?

Da mesma maneira que tendemos a apontar os erros dos outros, também omitimos ou diminuímos a importância dos nossos (até porque os outros vão nos lembrar deles mesmo :).

A Solução


Em uma palavra...

Conhecimento.

Sobre você...

Sobre seu trabalho...

Sobre as pessoas ao seu redor...

Quanto mais você conhecer o mundo que o rodeia, melhor será sua avaliação da sua realidade.

Invista em conhecimento técnico, mas também em cultura, em lidar com pessoas, e verá como sua percepção do mundo se transforma.

Parece papo de livro de auto-ajuda, mas é a pura verdade.

Até porque, como vimos na série sobre os princípios cognitivos do aprendizado, o conhecimento novo, qualquer que seja a área, nos ajuda a aprender mais e melhor, através das conexões que passamos a fazer entre os conhecimentos adquiridos.

É por isso que é possível, por exemplo, fazer analogias entre Rock e ITIL, relacionando a realização de um show e a prestação de um serviço de TI.

Isto porque, no meu caso, gosto muito de música e de governança de TI, e assim consigo relacionar o que aprendo sobre as duas coisas.

A consequência disso é que passei a entender melhor tanto o funcionamento de uma banda de rock quanto a prestação de um serviço de TI, percebeu ?

Assim, hoje posso confiar um pouco mais no meu julgamento sobre estes dois assuntos.

Ainda assim, é necessário desconfiar sempre da nossa visão, pois isso ajuda a evitar sermos enganados, tanto pelos outros quanto por nós mesmos.

Portanto, priorize o aprendizado.

Sempre.

Na dúvida entre um emprego que paga razoável em que você vai aprender muito, e um emprego que paga muito melhor, mas onde você não vai aprender praticamente nada de novo, ficando preso a uma atividade muito específica, pense bem, tenha muito cuidado.

Não vou dizer pra escolher a primeira opção porque não é tão simples, mas posso te dizer que a minha experiência indica que escolher um trabalho onde há oportunidade de aprendizado contínuo de novas tecnologias faz muita diferença nas oportunidades a que você terá acesso no futuro.

Conclusão


Pois é, amigos.

Reclamar é fácil.

Difícil é agir pra mudar a realidade.

É claro que há exceções, mas é comum, infelizmente, esperarmos que os outros resolvam nossa vida, quando muita coisa depende mais de nós que dos outros.

Quero deixar claro que não sou o dono da verdade, muito pelo contrário.

Posso ter escrito um monte de besteiras aí acima, mas é minha visão (pelo menos por enquanto :).

A intenção, acima de tudo, é provocar reflexão e discussão sobre este tema tão importante que é o crescimento profissional.

E então ? Se identificou com alguma situação ? O que você pretende fazer a respeito ? Diz aí!
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segunda-feira, 18 de maio de 2015

Unitrends Free - 1 TB de backup gratuito pra suas máquinas virtuais VMware e Hyper-V

Unitrends Free - 1 TB de Backup Gratuito pra VMware e Hyper-V
Automatize o backup do ambiente virtual e saia de férias tranquilo!

Já falamos aqui algumas vezes sobre alternativas de backup para ambientes virtuais VMware e Hyper-V, inclusive destacando algumas soluções gratuitas.

Como parte do processo de atualização do treinamento VMware do Tecnologia que Interessa!, resolvi que vou abordar soluções gratuitas de backup, além das versões 5.5 e 6 do vSphere, de forma pioneira aqui no Brasil.

Então resolvi estudar mais a solução Unitrends, que provavelmente será a solução escolhida para abordar no treinamento, junto com o Veeam Backup.

Abaixo algumas características da versão gratuita da solução de backup que me chamaram a atenção:

  • Proteção ilimitada de VMs;
  • Integração com nuvens da Amazon e Google;
  • Agendamento automático;
  • Recuperação instantânea de VMs;
  • Backups incrementais "forever" (otimizam espaço em disco e reduzem janela de backup);
  • Limite de 1 TB de dados armazenados na versão gratuita.


Conclusão


O modelo Freemium é cada vez mais comum nos mais diversos mercados, e as soluções de backup não seriam exceção.

O momento é extremamente interessante para pequenas e médias empresas, que podem aproveitar uma infinidade de soluções de maneira gratuita e adiar seus custos para o momento em que a empresa crescer e tiver efetivamente mais condições de arcar com soluções de maior porte.

E você, está usando alguma solução gratuita de backup pro seu ambiente virtual ? Diz aí!
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segunda-feira, 11 de maio de 2015

Como extrair o máximo da versão gratuita do ESXi (sem gastar nada!)

Resultado de imagem para site:blog.tecnologiaqueinteressa.com vmware

Desde que a VMware liberou uma versão gratuita do seu Hypervisor, como resposta à chegada da concorrência da Microsoft no mercado de virtualização, uma infinidade de soluções igualmente gratuitas surgiu, e vamos relacionar algumas delas aqui.

Acontece que a VMware sempre quis usar o ESXi como 'isca' pra atrair usuários que, posteriormente, seriam 'convertidos' em clientes em razão das limitações da versão gratuita.

Esta estratégia não funcionou muito bem (IMHO), principalmente pelo aumento da concorrência (não apenas da Microsoft) com a oferta de alternativas mais acessíveis a bolsos modestos, e embora a VMware esteja se dedicando ao mercado SMB recentemente, não me parece suficiente para garantir o cada vez mais ameaçado domínio do mercado.

A chegada do vSphere 6 tem tudo pra ser um divisor de águas em termos de tecnologia, mas não necessariamente representa um grande atrativo pra quem não está disposto a gastar por uma tecnologia que virou commodity.

Fato é que, nas versões mais recentes da sua suite de virtualização, a VMware resolveu pegar pesado com os usuários da versão gratuita. Segundo fontes que levantei, não é mais possível usar o vSphere Client para editar configurações das VMs com versão 10 ou superior do hardware virtual.

Não sei se a medida foi intencional, e até li que o vSphere Client disponível na versão 6 talvez resolva esta questão, mas o fato é que a VMware está forçando cada vez mais o uso do cliente web, e os efeitos colaterais disso podem ser graves, especialmente para os usuários do ESXi isoladamente.

Por tudo isso é que as ferramentas oferecidas gratuitamente se proliferam cada vez mais. Vamos a elas.

Gerenciador de hosts com ESXi pra Linux


O VMware ESXi Manager é uma solução não oficial que representa uma das melhores alternativas para gerenciar seus servidores ESXi, oferecendo os seguintes recursos:

  • Interface gráfica para gerenciamento de hosts ESXi;
  • Deploy de OVF a partir da web ou disco local;
  • Listar máquinas virtuais online, suspensas e offline;
  • Suporte a Resource Pools;
  • Acesso à Console;
  • Gerenciamento de Snapshots (criar, remover, reverter, etc);
  • Operações em máquinas virtuais (Stop, Shutdown, Reboot, Start, Suspend e Resume);
  • Monitoramento de máquinas virtuais (online, suspensa, offline, uso de CPU e memória, etc);
  • Remover máquinas virtuais;
  • Monitoramento de hosts ESXi (CPU, memória, versão, etc);
  • Gerenciamento de usuário (criação, atribuição de papéis, definição de senha);
  • Próximas versões
    • Editor de máquinas virtuais (alterar CPU e memória, etc);
    • Browse datastores;
    • Upload de arquivos.

Usando o Converter pra fazer 'migrações' de VMs 'a quente'

O VMware Converter é uma das ferramentas mais úteis e importantes da VMware, e é gratuito.

O que muita gente não sabe é que ele pode ser usado para além da tarefa óbvia de virtualizar servidores físicos (o famoso P2V - Physical to Virtual).

Dada sua versatilidade, a ferramenta pode ser usada para converter versão de hardware de máquinas e assim manter compatibilidade com versões anteriores do ESXi, ou ainda para importar e exportar máquinas virtuais entre hosts ESXi e até entre para soluções de virtualização.

Agora o mais legal mesmo é o 'truque' de usar a migração 'a quente' (com a máquina virtual ligada) para fazer um backup da máquina virtual sem interrupção, embora isso não seja suportado ou endossado pela VMware, e represente um risco de corrupção da máquina. Na prática, porém, já fiz muitas migrações assim e funcionaram perfeitamente. Por que um backup não funcionaria ? De todo modo, faça por sua conta e risco!

Gerenciando hosts ESXi com o VMware Workstation


Outra alternativa para gerenciar hosts com ESXi é usar o VMware Workstation, que embora não seja gratuito, é muito mais barato que a suite vSphere, e traz a possibilidade de conectar a hosts ESXi e realizar inúmeras tarefas de gerenciamento do ambiente virtual.

Gerenciando ferramentas gratuitas de backup e monitoramento com o MKSBackup


O MKSBackup é uma ferramenta desenvolvida para ser um front-end para o GhettoVCB e outros softwares de backup e monitoramento comumente usados por usuários da versão gratuita do ESXi.

A ferramenta integra com o backup nativo do Windows (ntbackup ou wbadmin), e ainda com o esxmon e até o famoso comando tar do Linux.

Outras ferramentas

O Vladan Seget relacionou uma lista extensa de ferramentas gratuitas para VMware, incluindo soluções para monitoramento, backup, automação de tarefas, integração com provedores na nuvem e muito, muito mais.

O Kendrick Coleman fez um levantamento ainda mais extenso que inclui até soluções de empresas adquiridas pela VMware e ferramentas desenvolvidas pelo laboratório da VMware, os chamados FLINGs.

Conclusão

Quem me acompanha aqui no blog sabe que sou fanboy da VMware, admiro o pioneirismo e inovação da empresa, e penso que é uma daquelas empresas que vale a pena acompanhar de perto.

Mas o mercado pune (parafraseando Muricy Ramalho :), e a empresa vem sofrendo com a concorrência e tenta, através da inovação, se manter no topo pelos próximos anos.

Há quem duvide que a empresa se mantenha firme. Eu prefiro esperar pra ver...

Não é à toa que tantas ferramentas alternativas foram desenvolvidas em torno da suite de virtualização mais usada no mundo, e não é porque a empresa não tem grana pra investir na versão paga do VMware vSphere que você vai ficar sem recursos importantes como gerenciamento e monitoramento.

E aí, você utiliza alguma das soluções que indiquei aqui ? Fala aí!
Mais...

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Carreira em Big Data e Ciência de Dados - Guia Completo!

Carreira em Big Data e Ciência de Dados - Guia Completo!(Data chaos 3, sachyn)

O que é Big Data ?

Você já parou pra pensar que os dados são para sempre ?

Você certamente já perdeu dados em diversas situações, sejam os documentos do seu computador que deu defeito, as fotos do seu celular que foi roubado ou as músicas do seu HD externo (eu já quebrei 3 HDs externos, acredite!).

Agora lembre a sensação que você sentiu quando constatou: "Não tem mais jeito! Já era! Perdi!".

Raiva, angústia, revolta e tristeza provavelmente foram alguns dos sentimentos que povoaram sua mente.

Onde quero chegar com essa conversa toda ?

Que todos nós temos, naturalmente, nosso Big Data.

Queremos manter nossos dados acumulados ao longo de 10, 20, 50 anos ou mais.

Agora pense na organização em que trabalha.

Se para um indivíduo a perda de dados pode criar sérios problemas, imagine para empresas ?

Por isso, as empresas investem há bastante tempo em armazenamento, backup e outras tecnologias para manter seus dados seguros e disponíveis.

E o Big Data representa a possibilidade de agregar a estes dados gerados pela empresa, outros, espalhados pela web, que podem ser úteis de alguma maneira para, combinados com as informações já disponíveis, permitir análises mais completas e sofisticadas, que ajudem a produzir os resultados que a empresa deseja, seja o aumento de clientes pelo melhor entendimento de suas necessidades ou a melhoria do tratamento de doenças através da análise de indicadores.

Mas por que isto não era feito antes ?

Simplesmente porque as arquiteturas tradicionais de análise de dados (Business Intelligence, Business Analytics, etc) não suportavam lidar com o grande volume de dados, gerado em grande velocidade e de maneira não estruturada (tweets, posts no facebook, imagens no instagram, etc).

Esta situação levou ao que a literatura caracteriza como os 3 V's do Big Data, que ao longo do tempo foram ampliados, e atualmente há quem considere que os V's são cinco.

Vamos a eles.

Volume


Atualmente, o crescimento exponencial do volume de dados se apresenta de forma tão natural que é comum ver serviços oferecendo capacidade “ilimitada” de armazenamento. É o caso do Flickr e Google Fotos, por exemplo, que permitem armazenar um número indefinido de imagens se algumas regras forem seguidas.

Está se tornando comum empresas com volumes de terabytes e até petabytes em seus sistemas de armazenamento, especialmente no caso de médias e grandes empresas. Com o crescimento das bases de dados, as aplicações e arquiteturas de aplicações construídas para suportar estes dados precisam ser reavaliadas.

Velocidade


O crescimento dos dados e a explosão das mídias sociais mudaram a forma como olhamos para os dados. Houve um tempo em que se acreditava que os dados de ontem eram recentes. Alguns jornais impressos ainda seguem esta lógica.

No entanto, os canais de notícias na web, de rádios comunitárias online a redes sociais, mudaram a velocidade com que recebemos informação. As pessoas interagem nas mídias sociais para atualizar as últimas notícias que estão acontecendo em todo o mundo.

Às vezes bastam alguns segundos para que mensagens “antigas” (um tweet, por exemplo) deixem de despertar interesse das pessoas. É comportamento comum descartar mensagens antigas e prestar atenção às atualizações recentes.

O movimento de dados é praticamente em tempo real e a janela de atualização foi reduzida a frações de segundos.

Variedade


Os dados podem ser armazenados em múltiplos formatos: bancos de dados, planilhas, documentos de texto, áudio, vídeo, imagem, etc.

Este é o tipo de dado que mais cresce, os chamados dados não estruturados, que, por representarem volume relevante, devem ser analisados pelas organizações de acordo com suas necessidades, da forma mais eficaz e eficiente possível.

Seria fácil manipular estas informações se os dados estivessem no mesmo formato, mas este não é o caso na grande maioria das vezes. O mundo real tem dados em muitos formatos diferentes e este é o desafio que as tecnologias para Big Data vem ajudar a superar.

Veracidade


Apesar da definição de Big Data a partir dos 3 V's mencionados anteriormente ser a mais citada, um quarto V tem sido utilizado para destacar a necessidade de verificar se os resultados obtidos a partir da análise dos dados são reais, verdadeiros.

Em outras palavras, este 'V' reflete a preocupação em identificar se as perguntas certas estão sendo feitas em relação aos dados, se as análises estão corretas, e acima de tudo, se os dados são confiáveis.

Valor


O mais recente 'V' incluído na lista diz respeito ao benefício gerado para o negócio, em relação aos objetivos da organização.

Valeu a pena o esforço de analisar todo o volume e variedade de dados ? 

Os resultados obtidos ajudam a organização de tal maneira que o investimento se justifica ?

Em resumo, Big Data não se refere apenas a grandes volumes de dados, mas a uma nova visão sobre os dados, incluindo orientações para sua captura e análise no futuro.

Se adaptar e superar os desafios da dinâmica da informação será questão de sobrevivência para muitos negócios no futuro próximo.

Ciência de Dados vs Big Data vs Business Intelligence


É comum ver discussões em torno da relação entre Ciência de Dados e Big Data, ou entre Big Data e Business Intelligence.

Big Data é o mesmo que BI ?

E a Ciência de Dados ? É apenas outro nome para Estatística ?

Penso que a tecnologia de BI tende a focar muito mais no passado que no futuro, de forma que isso limita em certa medida os benefícios que se pode obter da tecnologia.

Em Big Data, por outro lado, há uma preocupação maior em analisar o presente, em tempo real, e prever o futuro com base não apenas no que aconteceu antes, mas também no que está acontecendo agora.

Pense nos 'Trending Topics' do Twitter, por exemplo.

Quantas decisões uma empresa pode tomar hoje a partir da observação do que está 'bombando' na web ?

É cada vez maior o número de empresas cujo modelo de negócio é baseado em análise de dados em redes sociais.

Outro ponto que destacaria como vantagem de Big Data em relação a BI, é a maior facilidade para lidar com dados não estruturados, ampliando tremendamente as possibilidades de análise, na medida em que a 'estruturação' do dado passa a ser muito mais flexível, através de esquemas que mapeiam uma estrutura lógica de um sistema de arquivos distribuído, e não em estruturas mais rígidas, pela organização dos bytes em arquivos binários de banco de dados relacionais.

E quanto à Ciência de Dados ? Qual sua relação com Big Data ?

Penso que Big Data não existe sem Ciência de Dados, e se o primeiro é mais genérico e abrangente, o segundo representa a importância de lidar de maneira científica com os dados, como indicam os Vs de Veracidade e Valor, de forma a garantir que os resultados obtidos sejam confiáveis e possam, assim, subsidiar de maneira efetiva a tomada de decisão das organizações.

Portanto, a Ciência de Dados se traduz em hipóteses, modelos matemáticos e estatísticos aplicados à análise dos dados de maneira a certificar a qualidade dos resultados obtidos.

Conhecimentos necessários para uma carreira de sucesso em Big Data

Conhecimentos necessários para uma carreira de sucesso em Big Data

Eu gosto muito do diagrama acima, pois mostra (com o bom humor de um unicórnio :) os desafios que se apresentam para os que desejam aproveitar esta excelente oportunidade representada pelas tecnologias que envolvem Big Data e Ciência de Dados.

É importante conhecer matemática, estatística, computação, além de ter abordagem científica, com método e organização na análise e apresentação dos dados.

Tudo isto sem contar a necessidade de conhecer do negócio específico, inerente a todo profissional de TI.

Aliás, é importante destacar o papel fundamental da visualização de dados. Uma análise muito bem feita pode ser destruída por uma visualização inadequada.


Penso que, na prática, o tempo revelará a necessidade de estabelecer equipes multidisciplinares, em que a colaboração entre os diversos perfis que integram o time será decisiva para a qualidade do trabalho realizado.

Com isso, devem ser definidos nomes mais específicos que Cientista de Dados, e já começo a ver referências a engenheiros, desenvolvedores e analistas, de maneira que deve se tornar cada vez mais claro quais os perfis necessários para que um 'time Big Data' funcione, bem como o papel de cada um.

Faixa Salarial das Carreiras em Big Data e Ciência de Dados

Quanto ganha um profissional Big Data / Cientista de Dados ?

De acordo com o Datajobs, os salários para uma carreira em Big Data são os seguintes:
  • Analista de Dados - iniciante até 75 mil obamas, experiente até 110 mil;
  • Cientista de Dados - entre 85 mil e 170 mil obamas;
  • Gerentes - entre 90 mil e 240 mil obamas, conforme tamanho da equipe e experiência;
  • Engenheiro Big Data - entre 70 mil e 165 mil obamas;
Aqui no Brasil encontrei notícias com salários de até 15 mil Dilmas :)

Hadoop e seu Ecossistema

Ecossistema Hadoop - Ferramentas para Big Data

A base do Big Data consiste no processamento distribuído dos dados, aproveitando o barateamento do hardware e do armazenamento, e o avanço da computação em nuvem.

Desta forma, a divisão dos dados em partes 'friamente calculadas' e a sua distribuição para processamento através de um cluster de dezenas, centenas ou mesmo milhares de nós (computadores) permite lidar com volumes de dados até então inimagináveis, com uma velocidade incrível, e (melhor parte) a um custo viável.

Este sistema de processamento distribuído, criado pelo Yahoo em 2004, a partir de um paper do Google, é o famoso Hadoop, que consiste de dois componentes principais, o Map Reduce e o HDFS.

O Map Reduce cuida do 'dividir pra conquistar', organizando a distribuição e processamento dos dados, enquanto o HDFS cuida do seu armazenamento.

Os desafios do processamento distribuído são muitos, e o Hadoop vem evoluindo rapidamente para lidar com eles, fornecendo mecanismos de tolerância a falhas, melhorias de desempenho e mais recursos para desenvolvedores e administradores a cada nova versão.

Em torno do Hadoop há um ecossistema generoso que traz soluções para importação e exportação de dados (Sqoop e Flume), pesquisa textual (Solr/Lucene), análise de dados com linguagem similar a SQL (Hive), desenvolvimento simplificado de aplicações (Pig) e muito mais.

Lidar com este ecossistema pode ser bem trabalhoso, e para facilitar este trabalho surgiram as Distribuições Hadoop, que oferecem integração simplificada entre os vários componentes, ferramentas exclusivas e outras melhorias.

Hortonworks, Cloudera e MapR são algumas das principais distribuições que você pode baixar e usar em seu computador.

Há também as distribuições na nuvem, que concorrem cada vez mais acirradamente para fornecer a maior variedade de serviços e mais facilidades para os usuários. Amazon, Microsoft e Google se destacam nesta briga.

Vários cursos online recomendam executar os exercícios, que muitas vezes consistem em manipular centenas de gigabytes e até terabytes, usando os serviços da Amazon, pela facilidade de 'levantar' um cluster EMR (o Big Data do Jeff Bezos) e executar uma aplicação Hadoop que processa terabytes em poucos minutos, pagando apenas algumas doletas.

Além do Hadoop

Linguagem R - requisito para Ciência de Dados

Mas nem só de Hadoop vive o Big Data, e algumas linguagens de programação são requisito obrigatório pra quem quer se aventurar por este mundo novo de Big Data e Ciência de Dados.

Destaque para duas delas: Python e R.

O Python traz uma série de bibliotecas que facilitam o tratamento e manipulação dos dados em diversos aspectos, simplificando tarefas que em outras linguagens seriam extremamente trabalhosas.

O Pandas é uma destas bibliotecas, e aqui você encontra mais informações.

Já o R é a linguagem que aprendi a admirar, pela enorme quantidade de bibliotecas e pela simplicidade para gerar resultados em curto espaço de tempo.

Tenho dedicado um tempo a explorar suas funcionalidades através do Rstudio, e já estou impressionado com a facilidade para realizar operações de manipulação de texto e criação de visualizações bem legais como histogramas e nuvens de palavras.

E há também as biblliotecas para integração com Hadoop, que prometem simplificar o uso do R, antes restrito a máquinas com muita memória, através de clusters na nuvem.

Na UFRGS há um guia muito legal sobre programação com R.

Quem usa Big Data?


Uma das coisas mais legais quando se começa a explorar o mundo do Big Data é observar os projetos incríveis que as empresas estão conduzindo mundo afora.

A Ford está avaliando o Hadoop na tentativa de obter valor a partir dos dados gerados pelas suas operações, pesquisa de veículos e até dos carros dos clientes, focando em obter os dados gerados pelos inúmeros sensores dos veículos atuais e usar os dados coletados para, sabendo o comportamento do cliente no uso do veículo, melhorar a experiência do motorista no futuro.

A Mitsui usa o SAP HANA, R e Hadoop para pré-processar sequências de DNA que antes levavam dias, reduzindo para questão de minutos as análises que envolvem pesquisas relacionadas ao Câncer.

A Nokia usa as informações geradas pelos seus dispositivos em todo o mundo, desde criar mapas e prever densidade de tráfego até criar modelos de elevação em camadas.

O Walmart usa Hadoop pra analisar dados do Twitter, Facebook, Foursquare e outras fontes, de forma a prever o fluxo de clientes para suas lojas.

Como se Preparar para Trabalhar com Big Data e Ciência de Dados ?

Conhecimento é Poder - Onde aprender mais sobre Big Data e Ciência de Dados

Há cursos gratuitos espalhados por toda a web (em inglês).

Relaciono alguns deles abaixo:

Coursera - Web Intelligence and Big Data

Big Data University (IBM) - Big Data Fundamentals

Udemy - Big Data Hadoop Essentials

Udacity - Introdução ao Hadoop e Map Reduce

Aqui no Brasil começaram a surgir mais opções recentemente:

Especialização da Universidade Presbiteriana Mackenzie em Ciência de Dados (Big Data Analytics), com custo de 24 x R$ 971,00 + 9 parcelas a definir.

MBA Analytics em Big Data, da FIA, com custo de R$ 28 mil.

MBA em Big Data (Data Science), da FIAP, a partir de 24 x 751,00.

Big Data - Inteligência na Gestão de Dados, da USP, com custo de 24 x 891,00.

Caso não esteja em SP ou não disponha destes valores 'convidativos', continue lendo :)

Certificações em Big Data


Em muitos casos, profissionais de TI obtém melhores resultados em termos de carreira investindo em certificações que em cursos mais extensos como Pós Graduação.

A seguir relaciono algumas das certificações em Big Data mais relevantes do mercado.

A Cloudera é um dos principais fornecedores de soluções em Big Data, e oferece as certificações:

  • Cloudera Certified Professional: Data Scientist (CCP:DS)
  • Hadoop Developer (CCDH)
  • Hadoop Admin (CCAH)
  • HBase Specialist (CCSHB)

A certificação CCP:DS exige passar em três exames, e a Cloudera recomenda a realização de um curso presencial no valor de U$ 2.495,00 (putz!).

As certificações Hadoop custam a partir de U$ 295,00 e exigem passar em um exame com 50 a 60 questões, com duração de uma hora e meia, e aproveitamento mínimo de 70%. Não, os exames não estão disponíveis em português :(

A Hortonworks tem uma solução que é base para os serviços oferecidos na nuvem da Microsoft, e oferece as certificações:

  • HDP Certified Developer (HDCDP);
  • Hortonworks Certified Apache Hadoop Administrator;
  • Hortonworks Certified Apache Hadoop Java Developer.
Estas certificações custam entre U$ 200,00 e U$ 250,00, e consistem em tarefas que devem ser executadas através dos serviços da Amazon, com duração máxima de 2 horas.


Há também certificações da IBM (IBM InfoSphere for BigInsights Technical Mastery Test v2 e IBM InfoSphere Streams Technical Mastery Test v1), EMC (EMC Data Science Associate), HP (HP Vertica), SAS (SAS Certified Statistical Business Analyst), e muitas outras.

Conclusão


Não me canso de repetir que Big Data é um a tendência tecnológica que representa uma excepcional oportunidade para aqueles que tiverem a dedicação necessária, lutarem contra a inércia e superarem as dificuldades do nosso país em termos de acesso à educação.

O problema é tão sério que vemos empresas 'bancando' a educação dos funcionários na tecnologia, por entender a importância (e carência) de profissionais qualificados na tecnologia.

O esforço vai compensar, tenho certeza disso! Tanto que 'embarquei nesta onda' bem cedo, antes mesmo de muitos dos cursos que citei aqui sequer existirem.

Não deixe pra aprender sobre o assunto quando for requisito mínimo pras vagas de emprego, daqui há 5 anos (no máximo!).

Aproveite agora!

Sei que muitos vão ler tudo isso que escrevi e simplesmente ignorar, mas se este texto puder ajudar um único profissional a tomar uma atitude e crescer na carreira como resultado deste incentivo, ficarei extremamente feliz.

Para saber mais


  1. Baixe o ebook sobre soluções para Big Data que escrevi;
  2. Se inscreva na lista que criei para discutir o tema no Google Groups;
  3. Confira minha palestra virtual apresentando os conceitos básicos da tecnologia, depois venha trocar idéias!
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