FISL 11: IPv6


O Antônio M. Moreira, do NIC.BR, fez uma palestra que me trouxe diversas informações bastante interessantes, que destaco a seguir:
  • Em 1992, o IETF, identificando os problemas do IPv4, estabeleceu dois grupos de trabalho, um para especificar o IPv6, e outro para identificar o que poderia ser feito para "amenizar" os problemas do IPv4. O mais legal é que o resultado do 1º grupo todos conhecemos, pois é a especificação do IPv6 que está aí há algum tempo, mas e os resultados do trabalho do outro grupo, vocês sabiam quais são ? Eu não! Este grupo foi responsável pelo DHCP, CIDR (Classless Inter-Domain Routing - não se usa mais classes A,B,C e D pra roteamento), NAT e diversas outras tecnologias muito utilizadas atualmente;
  • Aliás, com relação ao NAT, o Antônio fez uma crítica, se posicionando totalmente contra o NAT em larga escala, uma solução alternativa para contornar o problema da escassez de endereços através da criação de "vários níveis de NAT", o que criaria uma série de problemas relacionados a aplicações de VoIP, P2P e dificultaria até o controle do tráfego e prejudicaria a estabilidade da rede;
  • Outro ponto importante destacado na palestra foi a idéia de uma Internet "fim a fim", ou seja, que permita a conexão direta entre qualquer usuário e qualquer outro, na verdade entre qualquer "coisa", já que o Antônio utilizou o termo "Internet das coisas" para se referir à próxima (ou seria atual ?) revolução da web. E esse princípio de rede "fim a fim" não seria possível com NAT, mas somente com o IPv6, que possibilita, para cada provedor, a mesma quantidade de endereços disponível hoje para toda a web. Legal, não ?
  • Outras características do IPv6 destacadas, além da abundância de endereços, são o fato de que cada usuário doméstico passará a ter uma rede para si, e não apenas um ou alguns IPs, já que a idéia é que cada dispositivo conectado em rede (seja doméstica ou corporativa) tenha seu IP válido.
  • Por fim, é importante destacar que o fim está próximo, em 2012 teremos o "IPv4 end day!", pois a "reserva de IPs" da IANA vai acabar em 2011, e até 2012 devem ser esgotados os últimos endereços disponíveis aos provedores. Portanto, 2011 deve ser (tem que ser!) o ano do IPv6, a menos que outra solução de contorno seja adotada, algo que o Antônio me convenceu que não seria legal.
  • Mais informações sobre o assunto: www.ipv6.br. E continuem acompanhando aqui os posts sobre o FISL11.

Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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