Comparativo de hypervisors #VMware #Microsoft #Citrix

O VIrtualization Admin traz um texto muito bom comparando os principais hypervisors do mercado em relação a diversas características, sendo uma excelente fonte de informação para tomada de decisão sobre aquisição e implantação de uma solução para consolidar seus servidores físicos da maneira mais eficiente possível.

Hypervisor é o software instalado diretamente no hardware físico que hospeda as máquinas virtuais, e representa, portanto, o componente mais importante de qualquer solução de virtualização, pois é através dele que as ações essenciais no ambiente virtualizado são efetivadas, desde ligar e desligar máquinas virtuais até migrar máquinas virtuais entre hosts, de modo que suas características são determinantes para o conjunto de funcionalidades disponível na solução como um todo, que deve incluir ainda componentes de gerenciamento que utilizem de forma eficiente os recursos do hypervisor.

A tabela abaixo é uma das muitas informações valiosas que o artigo (que é dividido em duas partes) traz, e vamos analisar alguns dos itens comparados.

VMware
Microsoft
Citrix
vSphere 4.1
Hyper-V R2
XenServer 5.6
Max RAM/host
No limit
1 TB
256 GB
RAM overcommit
Yes
No
Yes
Hosts/cluster
32
16
16
VMs/host
320
384
100
VMs/cluster
3000
1000
1600
Max vCPUs/VM
8
4
8
Max RAM/VM
255 GB
64 GB
32 GB
Max disk/VM
2 TB
2 TB
2 TB
Limites de memória


A quantidade máxima de memória que um host suporta é determinante no dimensionamento do hardware a ser adquirido, já que não faz sentido ter um equipamento com 16 processadores de 6 ou mesmo 10, 12 núcleos, se a sua capacidade de memória não for suficiente para atender as necessidades das máquinas virtuais. Portanto, quanto maior o limite, melhor, e se não houver limite então... Fica claro portanto que aqui a VMware sai na frente.

Overcommit, o truque que faz a diferença

O conceito de overcommit diz respeito à capacidade do hypervisor de alocar memória de forma compartilhada para as máquinas virtuais, desde que haja compatibilidade entre elas (mesma versão de sistema operacional, por exemplo), permitindo alocar, do ponto de vista lógico, mais memória do que o total de memória física do host.

Vamos exemplificar para deixar mais claro: se há 3 máquinas com Windows 2008 R2 num mesmo host, a memória necessária para carregar bibliotecas básicas do sistema, serviços essenciais e outros componentes comuns ao sistema operacional será alocada uma única vez, e acessada de forma compartilhada pelas 3 máquinas virtuais. Além dessa memória compartilhada, será alocada memória exclusiva para cada máquina virtual conforma a necessidade (para aplicações específicas, por exemplo - uma máquina possui o IIS e a outra o SQL Server).

Neste quesito o hyper-v "apanha" feio das outras soluções, já que não possui o recurso.

Quantidade de hosts por cluster

Este item é importante pois os componentes de gerenciamento das soluções de virtualização mais completas do mercado otimizam o ambiente virtualizado a partir do agrupamento dos hosts em clusters e distribuição dos seus recursos em conjunto. Deste modo, a capacidade do ambiente é a soma dos recursos de todos os hosts que compõem cada cluster, aumentando a flexibilidade e escalabilidade do ambiente, permitindo por exemplo alocar mais recursos para máquinas virtuais e abrigar uma quantidade maior de serviços.

Mais uma vez, quanto maior a quantidade de hosts por cluster, melhor, e portanto a VMware sai ganhando mais uma vez. Cabe notar, entretanto, que, assim como no caso dos limites de memória, a análise desta característica deve ser relativizada, afinal não há vantagem em utilizar uma solução que permite até 32 hosts por cluster se os clusters que serão necessários para a organização não terão mais que 4 hosts, por exemplo.

Máximo de vCPUs e memória por máquina virtual

Estes itens são especialmente importantes se você pretende virtualizar aqueles serviços mais críticos da organização, como servidores de banco de dados e correio eletrônico, pois geralmente são estes os serviços que consumirão mais recursos quando virtualizados. Assim, a possibilidade de alocar 8 processadores virtuais (vCPUs) para uma máquina virtual pode ser requisito obrigatório para viabilizar a virtualização de um destes serviços.

No quesito vCPUs, mais uma vez, o hyper-v sofre, pois permite máquinas de no máximo 4 vCPUs. No meu ambiente de trabalho, temos algumas máquinas virtuais com mais de 4 processadores, e mesmo o limite de 8 processadores virtuais pode representar um fator limitante em ambientes de grande porte.
No quesito memória, a solução da Citrix fica em desvantagem.

Tamanho máximo de disco para máquinas virtuais

Acredito que este item dispensa comentários, na medida em que representa a quantidade máxima de disco que pode ser alocada para cada máquina virtual. Desta maneira, a depender das necessidades das máquinas virtuais que pretenda viabilizar, os valores indicados na tabela podem significar uma limitação. Não é difícil encontrar empresas cujo volume de dados ultrapasse a casa dos terabytes.
Aqui temos um empate, e faço apenas uma observação prática: evite criar discos muito grandes para suas máquinas virtuais. Se precisar de terabytes de espaço, crie diversos discos virtuais, pois discos muito grandes dificultam operações como migração e backup de máquinas virtuais.

Conclusão

Resumindo o quadro, temos a VMware levando vantagem em 4 itens e ficando em segundo em apenas um, enquanto a Citrix perdendo em 3 itens, empatando em primeiro lugar em 3 e ficando em segundo em outros 2, ao passo que a Microsoft vence em um item e fica em último lugar em 3 outros.

Uma clara vitória da solução da VMware, que continua mantendo a liderança aproveitando o fato de ter sido pioneira, embora a concorrência esteja cada vez mais acirrada.

Cabe ressaltar que não considerei nesta análise os recursos de gerenciamento das soluções, que podem representar um diferencial muito importante na escolha da melhor opção para atender às necessidades de cada organização.

Outro ponto importante diz respeito ao fato de que, mesmo uma solução aparentemente limitada como o hyper-v, que perde em vários quesitos, pode representar uma ótima escolha, a depender das características do ambiente da empresa e, principalmente, da diferença de preço da solução, já que não faz sentido pagar pela melhor solução, se os recursos que fazem dela a melhor não lhe serão úteis.


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Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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