#FISL 12: Descobrindo as possibilidades de #cloud no Banco do Brasil

Em mais uma palestra sobre computação em nuvem, dois funcionários do Banco do Brasil apresentaram os conceitos básicos SaaS, PaaS e IaaS, mas esta apresentação revelou pra mim algumas informações interessantes, e de certa forma foi surpreendente no bom sentido.

Os palestrantes conduziram a apresentação discutindo os conceitos, apresentando fornecedores de soluções e descrevendo as características importantes dos modelos de nuvem sob o ponto de vista do cliente, já que a palestra é baseada num trabalho de pesquisa feito para identificar como a computação em nuvem poderia ser útil ao banco.

Por isso, a apresentação trouxe várias informações importantes, e até algumas definições novas pra mim. Vamos aos pontos mais relevantes:

  • Críticas aos diversos modelos - os palestrantes pontuaram várias questões negativas relacionadas à forma como os modelos de serviço de computação em nuvem são apresentados aos clientes:
    • Serviços SaaS como GMail e GDocs são muito limitados no que se refere a customização, algo que é importante e pode ser até essencial para determinados clientes. Fico imaginando contratar um serviço onde não é possível solicitar uma funcionalidade específica ou mesmo mudar a posição de um menu para adequar às necessidades da empresa.
    • Serviços PaaS escondem, na maioria das vezes, os detalhes do ambiente, algo que pode ser relevante para o desenvolvedor e também para o cliente. Fico pensando como deve ser desenvolver no Google App Engine ou no Windows Azure sem ter a menor idéia de qual o tipo de equipamento, capacidade de recursos ou limitações de hardware existem.
  • Revendo conceitos
    • Os palestrantes apresentaram o conceito de nuvem pública, privada e híbrida, algo que eu achava que já conhecia bem. Até eles comentarem que uma nuvem privada está no provedor. No meu entendimento, uma nuvem privada estaria dentro da estrutura do cliente, mas segundo eles, ela está no provedor, porém é formada por hardware dedicado e isolado, exclusivo para aquele cliente.
    • Depois disso, eles apresentaram o conceito de nuvem privada interna, que é o conceito que tinha de nuvem privada, pontuando que, neste cenário, o cliente arca com todo o custo de infraestrutura, mas ainda assim há vantagens em implementar uma nuvem privada interna, como veremos no próximo tópico.
    • Outro conceito novo apresentado foi o de Enterprise Cloud, que, pelo que entendi, seria a contratação dos serviços de nuvem privada interna, mas implementada dentro da estrutura do cliente por uma empresa especializada. Hoje Oracle e IBM oferecem o serviço, e a HP estaria iniciando em breve.
  • Pra que serve uma nuvem privada interna ?
    • O primeiro e mais óbvio uso seria para prova de conceito, especialmente em ambientes de teste, como laboratório mesmo.
    • Outro uso seria a automatização de tarefas de provisionamento, na minha opinião um passo decisivo na direção do auto-serviço, com os usuários demandando seus próprios ambientes, servidores para desenvolvimento de sistemas por exemplo.
    • Outro uso que achei interessante seria para operações batch, permitindo flexibilizar a utilização de recursos em horários de menor utilização, como geralmente ocorre com este tipo de serviço.

Update: palestrante pediram para divulgar nome e twitter. Fúlvio: http://twitter.com/fulvius.

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Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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