#FISL 12: Análise final

Pra finalizar á análise de palestras, relacionei algumas palestras que assisti parcialmente ou que não vale a pena fazer um post exclusivo.

From concepts do production at Google - Michael Hansellman

A maior decepção do evento deste ano. Passou a impressão de que o Michael estava lá por obrigação, meio que inventando o que falar. Isso me decepcionou muito, por duas razões principais: primeiro porque a palestra do Michael no FISL 9 sobre o Ganetti (que ele até citou, talvez tentando animar um pouco a coisa) foi muito legal, e segundo por ser uma palestra da Google, que faz tanta coisa com software livre, e poderia certamente ter encontrado um conteúdo mais interessante pra abordar.
A idéia era falar sobre o processo de desenvolvimento e implantação de soluções na Google, mas o Michael não trouxe nada de novo, falando de questões básicas como a necessidade de redundância, mas sem abordar como a Google faz a redundância, deixando aquela sensação de que das duas uma: ou ele não podia entrar em detalhes ou não havia se preparado direito pra palestra. Em qualquer hipótese, um erro grave. A palestra foi tão sem graça que terminou antes do previsto e ninguém fez pergunta. Google #fail, sem dúvida!

O formato ePub

O destaque da parte que assisti desta palestra foi o suporte a HTML5 na mais nova versão do formato, o que deve ampliar bastante os recursos de interação nos livros eletrônicos que estão por vir, e o comentário do palestrante de que o responsável pelo aumento do crescimento da venda de ebooks é o formato ePub, pois, segundo ele, os padrões proprietários tinham alcance limitado e trazem problemas aos usuários, como o caso dos livros apagados remotamente pela Amazon junto aos proprietários do Kindle. Aliás, o autor tem uma "birra" com o Kindle, que não suporta o formato ePub, e não citou este leitor na palestra, falando bem do Nook, da Barners and Noble, e de alguns outros que não me recordo.

UI Best Practices for Android

A palestra do Tim Bray, da Google, foi interessante porque mostrou diversas dicas sobre como construir interfaces bonitas e inteligentes em aplicações para android, destacando a importância de pensar nos smartphones mas também nos tablets, já que no futuro muito próximo as versões serão unificadas.

Ele destacou a importância de pensar no design da interface, perguntando algo mais ou menos assim (não foi exatamente essa a pergunta, mas a idéia é a mesma): "Você contrataria um pedreiro como programador ? Não ? Então por que você mesmo faz a interface das suas aplicações ?". E deu alguns exemplos de como fazer e como não fazer interfaces para aplicações no android.

Não consegui achar a apresentação dele, mas ele deixou um link com algumas referências.

Automatizando tarefas com puppet

Fui nesta palestra sem maiores pretensões, já que no ano passado assisti uma palestra semelhante. A palestra foi interessante, mas não acrescentou nada ao que já sabia. Infelizmente não consegui o contato dos palestrantes Ramon e Pedro, então não tenho como indicar outras fontes para maiores informações.

Debian Squeeze - dominação mundial

A palestra do Fernando Ikê (@fernandoike) tratou, pelo menos do que pude assistir, da evolução do processo de tradução do Debian, que já suporta a maior parte dos idiomas falados no mundo, com destaque (negativo) para o continente africano, talvez pelo fato de haver muitos dialetos na região.

Avaliação geral do evento

Apesar de algumas (poucas) decepções, o evento deste ano foi bem interessante. A conclusão que tiro após participar pela 4ª vez do evento é que, num evento deste porte, é impossível não haver falhas, mas também é impossível não encontrar algo de interessante.

São tantas oficinas, encontros de comunidades, stands de empresas, enfim, uma diversidade de eventos paralelos, como robótica livre e o Workshop de Software Livre, que não tem como não achar alguma coisa de útil e interessante.

Eu acho que todo profissional da área de TI deveria ter a possibilidade de participar, ao menos uma vez, de um evento como este, pois, como já falei pros colegas do trabalho, não é um evento de nicho, é um evento geral, sobre tecnologia, pois o software livre está em toda parte. É claro que há a restrição quanto a apresentações sobre softwares proprietários, mas isso não invalida o caráter genérico do evento, na minha opinião. Basta olhar as trilhas: desenvolvimento, banco de dados, administração de sistemas, cultura, filosofia...

Enfim, concluo a análise dizendo que sou muito grato por ter a oportunidade de participar de um evento deste porte, que este ano, considerado fraco em termos de público, contou com quase 7 mil inscritos, permitindo agregar a comunidade e mostrar o quanto o software livre pode ser útil especialmente num país "em desenvolvimento" como o Brasil. Quem dera tivéssemos um evento como este aqui na Bahia.

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Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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