#FISL 12: o estado atual do #samba

 
A palestra sobre o Samba, com o Jeremy Allison, da Google, foi muito esclarecedora.

Ele explicou que a versão 3.6.0 sai em 6 de julho, e que o Samba é uma implementação de SMB/CIFS (incluindo o SMB2, introduzido com o Windows Vista - mais eficiente e simples, contém 19 chamadas contra 100 da versão anterior), que inclui domínios AD, NT, impressão, registry, contadores de performance, extensões UNIX e outros recursos que a maioria das implementações não se preocupa.

Destacou que o código é antigo e extenso, e por isso precisa de "refatoração" contínua. Disse também que a implementação mais nova traz uma série de ganhos de desempenho, mas que a maior parte deles é crédito da Microsoft, que otimizou a parte cliente no Windows, implementando inclusive melhorias que já haviam sido feitas no Samba. Apesar disso, detalhou que diversas melhorias foram feitas no código, usando mais programação assíncrona, separando "daemons" e reescrevendo todo o subsistema de impressão.

Destacou também que há uma série de tecnologias desenvolvidas para atender necessidades do projeto Samba que podem ser usadas por outros projetos, como TDB (Trivial Database), CTDB (Clustered TDB), TALLOC (alocação hierárquica de memória), TEVENT (eventos assíncronos) e LDB (biblioteca LDAP). O Samba 4, por exemplo, não usará LDAP externo, mas base interna (TDB/CTDB).

O Jeremy explicou que, por conta do caso "antitrust" a Microsoft foi obrigada a documentar seus protocolos, e isso fez com que o desenvolvimento do Samba passasse a contar inclusive com a colaboração de engenheiros da empresa, deixando de ser um trabalho de engenharia reversa para ser a implementação de protocolos bem documentados.

Para justificar o atraso do Samba 4, comentou sobre a quase divisão do time de desenvolvimento, já que uns queriam avançar com o Samba 3  e outros queriam investir no Samba 4, e informou que são cerca de 9 desenvolvedores, e que toda ajuda é bem vinda.

Falou também sobre a implementação de "Read-only domains" com AD no Samba 4, que já funciona, está em teste em muitos locais (não precisou quantos) e é uma funcionalidade estratégica, pois viabiliza a adoção por quem já usa o AD em ambiente corporativo, já que não causa impacto, e portanto seria muito útil para empresas com estruturas de domínios distribuídos geograficamente, gerando economia significativa com licenças.

Apesar disso, a versão final só deve chegar em 2012 (junto com o fim do mundo :).

O Jeremy falou ainda da utilização das tecnologias desenvolvidas para o projeto, destacando a possibilidade de criar um NAS com alta disponibilidade e escalável, e do futuro do projeto, quando disse que vê o Samba como uma "ponte" entre a nuvem e o armazenamento local de dados, pois entende que os usuários sempre terão seus dados locais, e vê a possibilidade de uso do Samba até em TVs.

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Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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