Seu funcionário virou celebridade online. O que fazer ?

Foto meramente ilustrativa de celebridade

Vasculhando o backlog de mensagens não lidas me deparo com esta maravilha de texto do The Wallstreet Journal: Seu funcionário é uma celebridade online. O que fazer ?

O texto aborda de forma séria e muito inteligente, na minha opinião, os efeitos (positivos e negativos) da utilização de redes sociais por um funcionário como forma de desenvolver sua marca, construir sua imagem e crescer profissionalmente, potencialmente ajudando a empresa.

É um dilema inevitável no mundo atual, onde as redes sociais nos "perseguem" dia e noite. Curiosamente, me deparei com este texto justamente num dia em que ouvi algo que me fez pensar sobre isso, quando alguém comentou sobre o tempo disponível para blogar.

Sempre enxerguei o blog como atividade "extra" e, por isso, evito escrever textos durante o expediente, deixando para cuidar do meu "bicho de estimação virtual" após as 18 horas e nos finais de semana. Faço por isso porque sempre entendi que o blog é de maior interesse meu que dos meus empregadores. Mas confesso que uso o twitter e linkedin no horário de expediente, e penso que o uso "profissional" de redes sociais traz benefícios para ambos (empregado e empregador). Exemplifico alguns que se aplicam ao meu caso, enquanto blogueiro:

  • Escrever ajuda a sedimentar o conhecimento, por isso tenho plena convicção de que o blog me torna um profissional cada vez melhor. Quantas vezes precisei ler e reler artigos, pesquisar e analisar mais aprofundadamente diversos temas, para não escrever "besteira" no blog ?
  • A socialização da informação que o blog proporciona, uma vez que os textos são comentados com colegas, alimentando discussões que podem ser úteis às atividades;

Poderia citar outros benefícios, como o networking que as redes sociais proporcionam, viabilizando contatos e acesso a informações úteis para a organização, ou o potencial de divulgação do trabalho de uma organização através de seus funcionários.

Mas voltemos ao artigo do TWJ. Ele cita exemplos de funcionários que constróem sua marca na web e faz uma série de observações muito interessantes sobre a relação empresa-funcionário neste cenário, adjetivando estes funcionários como "co-branded", ou "parceiro da marca", em tradução livre. Um advogado que tuita sobre as últimas mudanças na legislação cria uma sensação de "já sei a quem perguntar sobre este assunto", e sua empresa pode obviamente se beneficiar disso.

Este tipo de funcionário pode alavancar ou destruir a marca da empresa, e isto cria um desafio para os gestores. Não se pode simplesmente rejeitá-los, nem aceitá-los sem avaliar com cuidado as consequências.

Um fato importante a considerar é que a "marca" do profissional perdura para além da sua estadia neste ou naquele emprego, e portanto não faz sentido exigir que um profissional abandone a imagem construída online. Não seria justo.

Por outro lado, quase sempre é possível enxergar benefícios obtidos a partir da imagem e marca do profissional, e que podem ser aproveitados pela empresa.

É necessário, portanto, identificar os benefícios (se houver) e avaliar o quanto eles valem para a organização, para que então seja possível definir regras para as atividades online do profissional, e até compensá-lo por isso, conforme o caso.

Outro aspecto importante é a relação entre os funcionários blogueiros, tuiteiros e facebookeiros e os demais (anti-sociais ?). Conflitos podem surgir na medida em que uma tarefa não é passada para um profissional porque isso afetaria seu tempo de modo que não teria condições de blogar, por exemplo.

Diante disso tudo, o importante é que funcionário e empresa cheguem a um consenso sobre as regras para uso das redes sociais profissionalmente, e o TWJ levanta algumas questões bem úteis:

  • O funcionário pode usar redes sociais no trabalho ?
  • O quanto as postagens do funcionário devem representar as idéias da empresa ?
  • Quanto vale (financeiramente) a presença online do funcionário ?
  • De quem é a propriedade do que o funcionário posta online ?

Recomendo ler o artigo original, pois há mais detalhes do que abordei aqui. De todo modo, há muito o que refletir, especialmente se você é blogueiro como eu ou tem presença online no twitter, linkedin, facebook, etc (quem não tem ?).

ps: que fique claro, não me considero celebridade! :P

Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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