Guerra 2014: eleições e marketing político na web

A Internet continua revolucionando a forma como fazemos as coisas mais básicas da vida cotidiana. Já falamos antes sobre como conhecer os políticos e votar melhor através da web e indicamos vários sites que ajudam a entender a trajetória política dos candidatos nas eleições.

As recomendações que fiz nas eleições anteriores são ainda mais válidas hoje, em tempos de guerrilha virtual, em que candidatos e partidos lançam mão dos recursos mais diversos, inclusive anti-éticos, para, mais do que conquistar votos, influenciar a percepção das pessoas sobre partidos, candidatos, projetos e tudo que envolve os aspectos políticos (dentre outros) de nosso país.

Política nas redes sociais

Comecemos observando o quanto o brasileiro se envolve com os partidos e candidatos políticos nas redes sociais, algo que entendo ser uma medida importante do nível de consciência política dos cidadãos. Infelizmente, as notícias não são boas.


Como vemos acima, o PT, partido com maior número de fãs no Facebook, tem somente 203 mil curtidas, e a presidente Dilma Roussef tem pouco mais de 500 mil.

No Twitter, a presidente tem 2,3 milhões de seguidores e o PT pouco mais de 60 mil.

Por outro lado, o cantor Thiaguinho tem 6 milhões de curtidas e Ivete Sangalo mais de 9 milhões.


Já o PSDB, tem pouco mais de 100 mil curtidas, e seu candidato, Aécio Neves, pouco mais de 700 mil.

No Twitter, Aécio tem 32 mil seguidores e o PSDB quase 47 mil.


O PSB possui cerca de 58 mil curtidas, e seu candidato Eduardo Campos cerca de 950 mil.

No Twitter, Eduardo Campos tem quase 25 mil seguidores e o PSB cerca de 7,5 mil.


A Rede possui cerca de 45 mil curtidas, e Marina Silva tem aproximadamente 677 mil.

No Twitter, Marina tem mais de 800 mil seguidores e a Rede pouco mais de 7 mil.

A conclusão óbvia é que o brasileiro é muito pouco interessado em política, embora acredite que a situação já foi pior e veja uma tendência de melhora.

Além disso, o fato de não seguir candidato ou partido não significa que não se tenha informações sobre política, inclusive porque, especialmente no caso do facebook, muitas informações somos "forçados" a ver através das curtidas e compartilhamentos de amigos e familiares.

Marketing Político e Guerrilha Virtual

Apesar dos números tímidos (ou seria mais correto dizer pífios?) dos candidatos e partidos nas redes sociais (exceto pela presidente no twitter), isso não conta toda a história, pois as redes sociais são apenas parte da realidade de uso da web pelas pessoas.

A outra é a busca. Pesquisamos sobre produtos, pessoas, notícias, lugares e, claro, candidatos e partidos, especialmente em ano de eleições. O aspecto preocupante disso é que, em certa medida, nossas buscas e, consequentemente, os resultados que obtemos, podem ser influenciados, desde que entenda os meandros da web e se utilizem os mecanismos adequados.

Marketing Digital, Search Engine Optimization e muitas outras técnicas e métodos podem ser utilizados para fazer com que os resultados associados a determinadas palavras chave sejam direcionados para determinado site, notícia ou rede social. Não é fácil, mas é possível.

É por isso que é necessário cada vez mais cuidado com os resultados que se obtém em suas buscas, e verificar a fonte de notícias se tornou imprescindível, pois o que vou chamar de "marketing de destruição de imagem" tem sido usado para criar imagens negativas de candidatos e partidos.

Vejamos alguns exemplos dos resultados disso...







Como podemos ver, é possível associar o nome de um candidato a termos negativos. Se isso é a opinião popular refletida nas buscas do Google Instant, ou se é fruto da guerrilha virtual que vem sendo noticiada em diversos meios de comunicação, deixo para que cada um de vocês reflita e decida.

Em suma, quando se trata de política e eleições, desconfie de tudo e todos. Leia diversas fontes, mesmo as radicais de parte a parte, e tire suas próprias conclusões.

Há muito mais por trás de uma simples busca ou um simples like numa rede social do que sonha nossa vã filosofia (vá filosofar mal assim lá na Bahia, hein? :).

Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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