Estudo mostra que instituições públicas brasileiras ainda não estão prontas para a nuvem

Tipos de Computação em Nuvem - Híbrida, Pública e Privada - On e Off-Premise
O informativo COBIT Focus traz um estudo interessantíssimo dos brasileiros Wellington Evangelista e João Souza Neto, que mostra, através da análise de órgãos públicos, que as instituições públicas brasileiras ainda não estão preparadas para utilizar serviços na nuvem.

O estudo consistiu da elaboração e aplicação de um questionário baseado nas recomendações do COBIT 5, dividido em duas partes: uma dedicada a entender a organização, e outra relacionada à tecnologia mesmo.

No que se refere à organização, o questionário traz perguntas como "O departamento de TI tem acordos de nível de serviço estabelecidos com as áreas de negócio ?" e "Os processos afetados pela migração/adoção dos serviços em nuvem foram identificados?", organizadas em categorias como operação, estratégia corporativa e gestão de contratos e serviços.

No que se refere à tecnologia, o questionário traz perguntas como "Há um plano de contingência para os processos de negócio em caso de interrupção do serviço na nuvem pelo provedor ?" e "Considerando a confidencialidade dos dados manuseados pelas aplicações, as leis relevantes foram analisadas com relação ao armazenamento de dados por terceiros em países estrangeiros e foi determinado que há baixo ou nenhum risco para o negócio ?", organizadas em categorias como operação, segurança da informação e infraestrutura de TI.

O questionário foi aplicado a cinco instituições públicas no Brasil e os resultados mostraram que há a necessidade de aumentar bastante o nível de maturidade de processos afetados pela tecnologia de computação em nuvem, através de atividades como definição de acordos de nível de serviço entre TI e áreas de negócio, elaboração de plano de contingência, análise das questões legais relativas ao armazenamento de dados em localidades fora do país, dentre outras.

O resultado permite uma reflexão que resulta na observação do quanto às organizações brasileiras ainda precisam amadurecer em termos de governança de TI. Questões básicas como a definição de acordos internos entre TI e áreas de negócio, bem como gestão do relacionamento com fornecedores, ainda são tratadas de maneira muito desalinhada com o que prega o COBIT em sua mais nova versão, que completa 3 anos em abril deste 2015.

Conclusão

O estudo traz uma contribuição muito significativa, em minha opinião, na medida em que fornece meios objetivos para que empresas possam avaliar o quanto estão preparadas para adotar serviços na nuvem.

Pena que a velocidade do amadurecimento nos processos de governança, especialmente nos órgãos do governo, é muito lento. Lamentável.

Confira o estudo completo aqui.

E você ? O que achou do estudo ? Sua empresa está pronta para a nuvem ?

Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


Suporte o Tecnologia que Interessa!

Você acha que as informações compartilhadas aqui são úteis?
Então me ajude a produzir ainda mais e melhores conteúdos!


É muito fácil. Basta divulgar nossos treinamentos pra alguém que conheça!


E se for de Salvador, podemos estruturar um curso presencial para sua empresa!

Eu vou ficar muito grato (e quem fizer os curso também :)!