Digitar Usando (apenas) o Cérebro? Em breve... (você não imagina quem está por trás da iniciativa)!

Facebook Digitar com Pensamentos

A telecinésia é o fenômeno que descreve a capacidade uma pessoa em fazer mover com a mente um objeto usando apenas o poder da sua mente, sem qualquer interacção física. É um termo que foi criado pelo parapsicólogo russo Alexandre Aksakof, em 1890, e que normalmente associamos aos super-heróis dos livros e do cinema, já que é normalmente uma capacidade do domínio da "pseudociência e da superstição", como disse certa vez Carl Sagan. E, no entanto, mais uma vez a realidade parece ultrapassar a ficção.

Pelo menos, é isso que o Facebook, de Mark Zuckerberg, quer fazer. Quer criar uma tecnologia que possibilite aos seus usuários digitar diretamente e apenas com o cérebro. Uma espécie de telecinésia com o recurso à tecnologia, que, ao se concretizar, se deixará de tornar em matéria exclusiva dos livros e histórias de ficção científica. Ainda não há qualquer notícia de que essa tecnologia esteja pronta. No entanto, o Facebook deixou no ar essa questão no mês de abril, quando a sua equipe Building 8 lançou a pergunta: e se conseguisse digitar diretamente com o seu cérebro?

A Building 8 é uma equipe do Facebook que tem como missão trabalhar em projetos de desenvolvimento secretos, com o objetivo de criar produtos inéditos e revolucionários. A sua vice-presidente, Regina Dugan, levantou esta questão numa apresentação pública de dois dos seus mais recentes projetos e não se sabe até que ponto isto não passou de uma provocação. No entanto, a curiosidade ficou instalada.

O Facebook está desenvolvendo uma tecnologia que permita ao usuário digitar os seus pensamentos através de "um sistema de fala silenciosa", que pretende digitar até 100 palavras por minuto a partir de comandos dados pelo cérebro. Isso significa que digitar com o cérebro seria cinco vezes mais rápido do que digitar com as mãos, por exemplo.

Para isso, serão desenvolvidos dois sensores, não invasivos, que podem ser usados como uma pulseira ou um adesivo, por exemplo. Regina Dugan usou a analogia de uma espécie de "rato cerebral", capaz de manipular aplicação de realidade aumentada. Contudo, isso também levanta outra questão. Poderá o Facebook ficar com acesso aos nossos pensamentos? Por enquanto, tudo não passa de suposições no campo da especulação, mas todos nós já vimos suficientes histórias de ficção científica para imaginar cenários destes, não é verdade?

A equipe do Building 8 do Facebook também revelou, nessa sessão, o plano para uma tecnologia de comunicação silenciosa através do recurso a métodos tácteis. Ou seja, os usuários seriam capazes de escutar com o recurso da… pele. O Facebook mostrou mesmo um exemplo dessa tecnologia, onde foi possível sentir a forma acústica de um vocabulário táctil de nove palavras.

A grande vantagem dessa tecnologia é permitir a multiculturalidade da comunicação, já que estará a reduzir conceitos e signos a simples estímulos tácteis. Ou seja, pretende derrubar barreiras comunicacionais entre pessoas que utilizem linguagens diferentes, permitindo o diálogo fluído e automático entre um chinês e um português que estejam a utilizar as suas línguas nativas, por exemplo.

Podemos fazer um paralelismo entre essa tecnologia e a que usa Stephen Hawking, o físico inglês que sofre de paralisia e que comunica com a ajuda de um computador. No entanto, são sistemas diferentes, já que, nesse caso, Stephen Hawking conta com um computador instalado na sua cadeira de rodas, onde estão instalados vários termos predefinidos (como "sim" ou "não", por exemplo), uma lista de palavras em ordem alfabética e a possibilidade de soletrar as suas próprias expressões através de um sensor.

Conclusão


Por enquanto, ambas as tecnologias são ainda protótipos e intenções, mas, vindo do Facebook, não podemos subestimar.

Mais do que uma simples rede social, a empresa criada pelo norte-americano Mark Zuckerberg está decidida a deixar a sua marca no mundo e a Building 8 é a sua equipe mais ambiciosa nesse campo.

Por isso, se alguém é capaz de nos dar, num futuro próximo, uma tecnologia capaz de digitar com o cérebro, não me surpreenderia se fosse a rede social do pai da Maxima Chan Zuckerberg.

Christian Guerreiro

Professor por vocação, blogueiro e servidor público por opção, amante da tecnologia e viciado em informação.


Ensino a distância em Tecnologia da Informação: Virtualização com VMware, Big Data com Hadoop, Certificação ITIL 2011 Foundations e muito mais.


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