Como Bill Gates e Peter Diamandis Pretendem Revolucionar a Educação no Futuro (do Presente!)

//Como Bill Gates e Peter Diamandis Pretendem Revolucionar a Educação no Futuro (do Presente!)

Como Bill Gates e Peter Diamandis Pretendem Revolucionar a Educação no Futuro (do Presente!)

Revolucionando a Educação no Futuro (do Presente!)
Semana passada, Bill Gates anunciou o seu plano de investir cerca de US$1,7
bilhão em reformas na educação pública dos E.U.A durante os
próximos 5 anos.
Assim começava a mensagem do Abundance Insider, do Peter Diamandis, que recebi em outubro de 2017 e que considero tão relevante que, mesmo mais de seis meses depois, resolvi compartilhar com vocês aqui no blog.
Este informativo é muito interessante, pois revela, toda semana, porque o Peter acredita que vivemos num mundo cada vez mais abundante, onde as máquinas/robôs/Inteligência Artificial cuidam do trabalho “pesado” e liberam as pessoas pra cuidar de coisas mais nobres e aproveitar melhor a vida.
Pode parecer uma visão romântica pra você, mas a quantidade e qualidade dos argumentos que ele usa pra justificar esta visão são difíceis de refutar.
Vou trazer vários textos dele a partir de agora, e tenho certeza que você vai gostar.
Agradeço muito ao Ivo por me apresentar esse informativo, e deixo com vocês a tradução do restante da mensagem de outubro de 2017, que detalha a visão dele sobre a educação do futuro.
É uma leitura imperdível!
Semana passada, Bill Gates anunciou o seu plano de investir cerca de US$1,7 bilhão em reformas na educação pública dos E.U.A durante os próximos 5 anos.
Desta
soma, ele vai separar 25% para “grandes apostas – inovações com
o potencial de mudar a trajetória da educação pública em um
período de 10 a 15 anos.”
Estive
pensando bastante sobre o futuro da educação – de meus 2 filhos
de 6 anos e os empregados de minhas empresas.
Este
é um assunto que eu vou falar com profundidade na Abundance 360 em janeiro em Beverly Hills. Meus apresentadores convidados serão
Sebastian Thrun, co-fundador da Udacity; Max Ventilla, CEO da
AltSchool e Carin Watson, EVP de Educação e Aprendizagem da
Singularity University.
Anteriormente
neste ano, escrevi um relatório sobre como eu reinventaria
a educação K-12 para um mundo exponencial. Você pode ler minhas
ideias abaixo ou fazer download aqui neste link:
http://www.diamandis.com/education-white-paper
Eu comecei a me
perguntar, dado o fato de a maioria das escolas de ensino fundamental
não tiveram mudanças em décadas (talvez mais tempo), o que eu
quero que meus filhos aprendam? Como eu posso reinventar as escolas
de ensino fundamental durante uma era exponencial?
Este texto cobre cinco tópicos relacionados a educação das escolas de
ensino fundamental:
  1. Cinco
    problemas com as atuais escolas de Ensino Fundamental.
  2. Cinco
    Princípios Guia para a Educação Futura.
  3. Um
    Currículo para a Escola de Ensino Fundamental do futuro.
  4. Tecnologias
    Exponenciais em nossa Sala de Aula.
  5. Mentalidades
    para o Século 21.
Perdoe
a extensão do texto, mas se você tiver filhos, os detalhes podem
ser significativos. Se você não tem, então semana que
vem vamos retornar aos textos de tamanho normal com outro assunto
divertido.
Então vamos mergulhar…

Cinco
Problemas com as atuais escolas de Ensino Fundamental

Provavelmente
existem vários problemas com as tradicionais escolas de Ensino
Fundamental, mas eu vou só escolher alguns que me incomodaram mais.
1.
Sistema
de Notas:

No sistema de educação tradicional, você começa com um “A”, e
toda a vez que você erra alguma coisa, sua nota fica cada vez menor.
Na melhor hipótese é desmotivante, e na pior, não tem nada a ver
com o mundo que você vive quando adulto. No mundo dos games (Ex:
Angry Birds), é exatamente o oposto. Você começa com zero e a cada
vez que você acerta alguma coisa, sua pontuação fica cada vez
maior.
2.
Sábio
no Palco:

A maioria das salas de aula tem um professor na frente da sala
ensinando para uma turma de estudantes onde, metade está entediada e
a outra metade está perdida. O modelo de “um professor serve pra
tudo” vem de uma era de escassez onde grandes professores e escolas
era raro.
3.
Relevância:
Quando eu volto a pensar no ensino fundamental e no ensino médio, eu
percebo que parte do que eu aprendi nunca me foi útil na vida e
quantas das minhas lições mais relevantes para o sucesso eu tive
que aprender sozinho. (não sei sobre você, mas nunca tive que
fatorar um polinômio na minha vida adulta.)
4.
Imaginação
– Pintando dentro das Linhas:

Uma das minhas maiores preocupações são os programas
fábrica-de-empresário das escolas de hoje, originados na era
industrial– tão bem estruturados com memorização de rotas, que
esmaga a originalidade da maioria das crianças. Eu lembrei que “o
dia anterior a um avanço é realmente uma descoberta, é uma ideia
louca.” Onde nós procuramos ideias loucas em nossas escolas? Onde
podemos fomentar a imaginação?
5.
Tédio:
Se aprender na escola é trabalhoso, chato ou sem emoção, então o
piloto mais importante do aprendizado humano, a paixão, é afastada.
Fazer nossos filhos memorizarem fatos e pessoas, sentar passivamente
na sala e realizar testes mundanamente padronizados completamente
derrota o propósito.
Uma
média de 7.200 estudantes abandonam o ensino médio todo dia,
totalizando 1,3 milhão a cada ano. Isso significa que apenas 69% dos
estudantes que começam o ensino médio o terminam 4 anos depois. E
mais
de 50% dessas desistências do ensino médio falaram que o tédio foi
a razão número 1 pela qual eles desistiram
.
Lembrando que esta estatística é dos EUA!!!




Cinco
Princípios Guia para a Educação Futura

Eu
imagino um futuro relativamente próximo onde a robótica e a
inteligência artificial vão possibilitar que qualquer um de nós,
com idades de 8 até 108 anos, ache fácil e rapidamente respostas,
crie produtos ou complete tarefas, tudo simplesmente por expressar
nossos desejos.
Da
‘mente para produto real em momentos.’ Logo, seremos capazes de
fazer e criar qualquer coisa que quisermos.
Neste
futuro, quais atributos serão os mais importantes para nossas
crianças aprenderem para se tornarem bem sucedidas na sua vida
adulta? O que é mais importante para a educar nossos filhos hoje?
Para
mim é sobre paixão, curiosidade, imaginação, pensamento crítico
e coragem.
1.
Paixão:
Você ficaria impressionado em saber quantas pessoas não tem uma
missão na vida… Um chamado… algo que os faça pular da cama todo
dia de manhã. O recurso mais valioso para a humanidade é a
persistente e apaixonada mente humana, então criar um futuro de
crianças apaixonadas é bem importante.
Para
meus filhos de 5 anos, eu quero ajuda-los a achar sua paixão ou
propósito… algo que seja unicamente deles. Da mesma forma que o
programa Apollo e Star Trek guiaram meu antigo amor por todas as
coisas no espaço, e essa paixão me guiou a aprender e a fazer.
2.
Curiosidade:
Curiosidade é algo inato nas crianças, algo que é perdido pelos
adultos durante o curso de suas vidas. Por quê?
Em
um mundo de Google, robôs e I.A, criar um filho que constantemente
pergunta e testa experimentos “E se?” pode ser extremamente
valioso. Em uma época de aprendizado maquinal, dados massivos e um
trilhão de sensores, será a qualidade de suas questões que será o mais importante.
3.
Imaginação:
Empreendedores e visionários imaginam o mundo (e o futuro) que
querem viver e eles criam isso. Acontece que as crianças são alguns
dos seres humanos mais imaginativos que existem… é importantíssimo
saber que eles sabem o quão importante e libertador a imaginação
pode ser.
4.
Pensamento
Crítico:

Em um mundo inundado por ideias regularmente conflitantes,
reivindicações sem base, títulos enganadores, notícias negativas
e desinformação, o aprendizado do pensamento crítico ajuda a achar
um sinal no meio do ruído. Esse princípio é, talvez, o mais
difícil de ensinar às crianças.
5.
Grit(Garra)/Persistência:
Grit é definido como “paixão e perseverança em busca de
objetivos à longo prazo”, e recentemente, foi amplamente conhecida
como um dos mais importantes indicadores que contribuem para o
sucesso.
Ensinar
suas crianças a não desistir, a continuar tentando novas ideias
para as coisas que eles realmente têm desejo de atingir é
extremamente importante. Grande parte do meu sucesso pessoal vem de
muita teimosia. Eu brinquei que, tanto a XPRIZE quanto a Zero
Gravity Corporation foram “sucessos da noite para o dia após 10
anos de trabalho árduo.”
Então,
dados estes cinco princípios básicos, como um currículo da escola
de ensino fundamental pareceria? Vamos dar uma olhada…

Um
Currículo de Ensino Fundamental para o Futuro

Durante
os últimos 30 anos, tive o prazer de fundar duas
universidades, International Space University (1987) e Singularity
University (2007). Minha parte favorita de ser co-fundador de ambas as
instituições foi desenvolver e implementar o currículo. Seguindo
estas linhas, esta é a minha primeira aposta no tipo de
currículo que eu adoraria que meus filhos estivessem aprendendo.
Para o propósito
de ilustrar a ideia, vou falar sobre os ‘cursos’ ou ‘módulos’,
mas na realidade estes são só elementos que seriam muito bem
entrelaçados durante o curso de educação K-6.

Modulo
1:

Narrativa/Comunicações

Quando
eu penso sobre a habilidade que mais me ajudou na vida, seria a
habilidade de expressar as minhas ideias da forma mais convincente
possível, para conseguir outros no meu barco, e incentivar o
nascimento e crescimento em uma direção de inovação.
Na minha
vida adulta, como um empreendedor e como um CEO, tem sido minha
habilidade me comunicar claramente e dizer histórias convincentes
que possibilitaram criar o futuro.
Eu não acho que essa lição pode
começar muito cedo na vida.
Então imagine um módulo, ano após
ano, onde nossos filhos aprendem a arte e a prática de formular e
testar suas ideias. O melhor da oratória e narrativa.
Talvez as
crianças nessa classe assistissem apresentações do TED, ou quem
sabe eles poderiam juntar com o TEDx for kids.
Definitivamente, é
sobre a prática e ficar confortável em colocar você e suas ideias
lá fora e superar quaisquer medos de falar em público.

Modulo
2:

Paixões

A
escola moderna deveria ajudar nossas crianças a procurar e explorar
suas paixões. Paixão é o maior presente da sua auto-descoberta. É
a fonte de interesse e excitação, e é único em cada criança.
A
chave para achar a paixão é a exposição. Permitindo que as
crianças experienciem as mais diversas aventuras, carreiras e
adultos apaixonados que forem possíveis.
Historicamente, isso foi
limitado pela realidade da geografia e custo, sendo implementado por
mães e pais locais falando em classe sobre suas carreiras. “Oi,
Sou o Alan, Pai do Billy e sou um contador. Contadores são pessoas
que…”
Mas
em um mundo de YouTube e realidade virtual (VR), a capacidade de
nossas crianças explorarem 500 possibilidades diferentes de
carreiras ou paixões durante sua educação K-6 se torna não só
possível como convincente.
Eu imagino um módulo onde as crianças
compartilham sua nova paixão a cada mês, compartilhando vídeos (ou
experiências em VR) e explicando o que eles amam e o que eles
aprenderam.

Módulo
3:

Curiosidade
e Experimentação

Einstein
disse a famosa frase, “Eu não tenho nenhum talento, sou só um
curioso apaixonado.” Curiosidade é inata nas crianças, e muitas
vezes perdidas durante a vida. Indiscutivelmente, pode ser dito que a
curiosidade é responsável por todo o grande avanço científico e
tecnológico – o desejo de um indivíduo de saber a verdade.
Aliado
com a curiosidade é o processo de experimentação e descoberta. O
processo de fazer perguntas, criar e testar hipóteses e repetida
experimentação até que a verdade seja encontrada.
Como estudei os
mais bem sucedidos empreendedores e empresas, desde Google e Amazon
até Uber, o sucesso é significantemente devido ao uso implacável
de experimentação para definir os produtos e serviços.
Aqui
eu imagino um módulo que incuta na criança a importância da
curiosidade e os dê permissão para dizer “Eu não sei, vamos
descobrir”.
Adiante,
um módulo mensal que ensina as crianças como projetar e executar
experimentos válidos e significativos.
Imagine crianças que
aprendem a habilidade de fazer uma pergunta, propor uma hipótese,
projetar um experimento, coletar as informações e chegar a uma
conclusão.

Módulo
4:
Persistência/Grit(Garra)

Fazer
algo grande, ambicioso e significante na vida é um trabalho árduo.
Você não pode apenas desistir quando o caminho fica difícil.
A
mentalidade de persistência, de garra, é um comportamento que pode
ser aprendido e eu acredito que pode ser ensinado na infância,
especialmente quando está atrelado a buscar a paixão de uma
criança.
Eu
imagino um currículo que, a cada semana, estude a carreira de
grandes empreendedores e destaque sua história de persistência.
Isso destacaria os indivíduos e companhias que persistiram,
reafirmaram e finalmente obtiveram sucesso.
Adiante, imagino um módulo que combine a persistência e experimentação
da jogabilidade encontrada no Dean Kamen’s FIRST LEGO league, onde
alunos da 4ª série (e séries acima) procuram sobre um problema do
mundo real como segurança alimentar, reciclagem, fontes de energia,
etc. e eram desafiados a desenvolver uma solução. Eles também
devem projetar, construir e programar um robô usando LEGO
MINDSTORMS®, e então competir em um campo de jogo de mesa

Módulo
5:

Exposição
à Tecnologia

Em
um mundo de rápida aceleração tecnológíca, entender como as
tecnologias funcionam, o que fazem e o seu potencial para beneficiar
a sociedade é, na minha humilde opinião, crítico para o futuro de
uma criança. 
Tecnologia e programação (mais sobre isso abaixo) são
a nova “língua franca” de amanhã.

Neste
módulo, imagino o ensino de crianças (com idade apropriada)
através de jogos e demonstração.
Dar a eles um panorama das
tecnologias exponenciais como computação, sensores, redes,
inteligência artificial, manufatura digital, engenharia genética,
realidade virtual/aumentada e robótica, só para citar alguns.
Este
módulo não é sobre fazer uma criança uma expert em qualquer
tecnologia, é mais sobre dar a eles a linguagem dessas novas
ferramentas, e conceitualmente um panorama de como eles poderiam usar
tal tecnologia no futuro.
O objetivo aqui é deixá-los excitados,
dar a eles demonstrações que fazem conceitos grudarem e após isso,
fazer suas imaginações fluírem.

Módulo
6:

Empatia

Empatia,
definido como “a habilidade de entender e compartilhar os
sentimentos de outra pessoa”, foi reconhecido como uma das
habilidades mais importantes para nossas crianças hoje.
Enquanto há muito material escrito e ótimas práticas para incutir isso em casa
e na escola, as ferramentas atuais aceleram este processo.
Realidade
virtual não é mais só sobre vídeo games apenas.
Artistas,
ativistas e jornalistas agora enxergam o potencial da tecnologia para
ser um motor de empatia, algo que pode fazer brilhar os holofotes em
tudo desde a epidemia de Ebola até como é viver em Gaza. E Jeremy
Bailenson esteve na vanguarda da investigação do uso do poder do VR
para o bem.
Por
mais de uma década, o laboratório de Bailenson em Stanford esteve
estudando como o VR pode nos fazer melhores pessoas. Através do
poder do VR, voluntários do laboratório sentiram como é ser o
Superman (para ver se os faziam ficar mais propícios a ajudar o
próximo), uma vaca (aprender como reduzir o consumo de carne) e até
um coral (para aprender sobre acidificação do oceano).
Por
mais bobo que isso pareça, esses tipos de cenários de VR poderiam
ser mais efetivos que os tradicionais serviços públicos de
propaganda para fazer as pessoas se comportarem.
Posteriormente, eles
gastam menos papel.
Eles guardam mais dinheiro para a aposentadoria.
Eles são mais legais para as pessoas a sua volta.
E isso pode ter
consequências na forma em que ensinamos e treinamos todos desde a
criança mais elitista até juízes do tribunal superior.

Módulo
7:

Ética/Dilemas
Morais

Relacionado
com a empatia, e igualmente importante é o objetivo de infundir nas
crianças uma bússula de moral.
Recentemente eu visitei uma escola
especial criada por Elon Musk (a escola Ad Astra) para seus cinco
filhos (de 8 a 13 anos).
Um elemento que é persistente na pequena
escola de 31 crianças é a conversa sobre ética e moral, uma
conversa expressada através de debates sobre os cenários do mundo
real que nossas crianças poderão um dia enfrentar.
Aqui
está um exemplo do tipo de jogo/simulação que eu ouvi falar sobre
a Ad Astra, que eles implementariam um módulo de ética e moral.
Imagine uma pequena cidade em um lago, cuja maioria da cidade está
empregada em uma mesma empresa. 
Mas esta empresa está poluindo o
lago e matando todo o tipo de vida.
O que você faz?
É unânime o
conhecimento de que se a fábrica fechar, todos perdem seus empregos.
Por outro lado, deixar a fábrica funcionando normalmente significa
que o lago será destruído e o lago morrerá. 
Este tipo de
conversa/jogo normal e rotineiro possibilita as crianças a verem o
mundo de uma forma realmente importante.

Módulo
8:

Os
3R Básicos (LeituRa, escRita & aRitimética)

Não
tem nenhuma dúvida que uma criança entrando no jardim da infância
deve saber o básico de leitura, escrita e matemática.
A única
questão é qual a melhor forma para eles conseguirem isso?
Nós
crescemos no modo clássico onde o professor no quadro-negro, livros
e tarefa de casa à noite.
Mas eu poderia dizer que tais formas de
ensino estão desatualizadas, agora substituídas por apps,
jogabilidade e o conceito de sala invertida.
Promovido
pelos professores de ensino médio Jonathan Bergman e Aaron Sams em
2007, a sala invertida inverte a sequência de eventos da sala
tradicional.
Estudantes
assistem materiais de palestras, comumente palestras em forma vídeo,
como uma lição de casa antes de ir para a aula.
O tempo dentro da
sala de aula é reservado para atividades como discussões
interativas e trabalhos em grupo – tudo feito com a supervisão do
professor.
Os
benefícios são claros:
  1. Estudantes
    podem usufruir das palestras em seu próprio ritmo, vendo o vídeo
    repetidas vezes até eles entenderem o conceito, ou adiantando o
    vídeo se a informação é óbvia.
  2. O
    professor está presente enquanto os estudantes colocam em prática
    um novo conhecimento. Fazer a lição de casa durante o período de
    aula dá ao professor tempo de analisar quais conceitos, se tiver
    algum, seus alunos estão tendo dificuldade e os ajuda, adaptando a
    aula se necessário.
  3. A
    sala invertida produz resultados tangíveis: 71% dos professores que
    inverteram as suas aulas tiveram notas melhoradas e 80% reportaram
    melhores atitudes dos alunos como resultado.

Módulo
9:

Expressão
Criativa & Improvisação

Cada
um de nós é um ser criativo.
É da natureza humana ser criativo…
Porém, cada um de nós deve ter diferentes maneiras de expressar
a nossa criatividade.
Nós
devemos encorajar as crianças a descobrir e a desenvolver cedo as
suas tomadas criativas.
Neste módulo, imagine mostrar para as
crianças as diferentes formas que a criatividade é expressa –
desde arte até engenharia, até música, até matemática – e
então guiando-os enquanto escolhe a área (ou áreas) em que eles
estão mais interessados.
Crucialmente, professores (ou pais) podem
desenvolver lições únicas para cada criança baseada em seus
interesses, graças a recursos de educação grátis como o YouTube e
a Khan Academy.
Se minha criança está interessada em pintar
androbots, um professor ou inteligência artificial pode vasculhar a
internet e reunir uma lição personalizada feita de vídeos e
artigos onde os melhores pintores robóticos no mundo compartilham
suas informações.
Adaptar
à mudança é crucial para o sucesso, especialmente em nosso mundo
atual em constante transformação.
Improvisação é uma habilidade
que pode ser aprendida, e nós precisamos ensinar isso cedo.
Na
maioria das aulas de “improviso” do colegial, o centro da grande
improvisação é a mentalidade “Sim, e…”. 
Quando atuando em
uma cena, o ator pode introduzir um novo personagem ou ideia, mudando
completamente o contexto da cena. É crucial que os outros atores na
cena digam “Sim, e…” aceitem a nova realidade e então
expressem algo novo de sua autoria.
Imagine
jogar jogos similares de encenação em escolas de ensino
fundamental, onde o professor dá ao seu estudante a cena/contexto e
constantemente muda as variáveis, os forçando a se adaptar e jogar.

Módulo
10:
Programação

Ciência
da computação abre mais portas para estudantes que qualquer outra
matéria no mundo de hoje. 
Aprender apenas o básico já vai ajudar
os estudantes em qualquer carreira virtual, de arquitetura até
zoologia.
Programar
é uma importante ferramenta para a ciência da computação, da
mesma forma que a aritmética é uma ferramenta para fazer a
matemática e as palavras são uma ferramenta para o Inglês.
Programar cria software, mas ciência da computação é um amplo
campo que abrange conceitos profundos que vão muito além de
programação.
Cada
estudante do século 21 deveria também ter uma chance de aprender
sobre algoritmos, como fazer um aplicativo ou como a Internet
funciona.
Pensamento computacional permite alunos da pré-escola a
compreender conceitos como algoritmos, recursão e heurística –
mesmo se eles não entenderem os termos, eles aprenderão os
conceitos básicos.
Existem
mais de 500.000 vagas de emprego no ramo da computação agora mesmo,
representando a fonte nº1 de novos salários nos Estados Unidos, e
essas vagas estão projetadas para crescer ao dobro da taxa de todos
os outros empregos.
Programar
é divertido! Além de razões práticas para aprender a programar,
existe o fato de que criar um jogo ou animação pode ser realmente
divertido para as crianças.

Módulo
11:

Empreendedorismo
& Vendas

Em
sua essência, empreendedorismo é sobre identificar um problema (uma
oportunidade), desenvolver uma visão de como resolver isto, e
trabalhar com um time para transformar aquela visão em realidade. Eu
mencionei a escola de Elon, Ad Astra. Aqui, novamente,
empreendedorismo é a disciplina central onde os estudantes criam e
de fato vendem produtos e serviços entre eles e para a comunidade
escolar.
Você
poderia refazer este exercício básico com um grupo de crianças de
várias formas divertidas para os ensinar as lições básicas do
empreendedorismo.
Relacionado
com o empreendedorismo são as vendas. Na minha opinião, nós
precisamos ensinar vendas para cada criança desde cedo.
Ser
capaz de “vender” uma ideia (de novo relacionado com contar
histórias) tem sido uma habilidade crucial na minha carreira, e isso
é uma competência que muitas pessoas simplesmente nunca aprenderam.
A
barraca de limonada tem sido uma clássica, embora um pouco escassa,
lição em vendas vinda de gerações passadas, onde uma criança
sentava na esquina da rua e tentava vender limonada feita em casa por
US$0,50 para as pessoas que estivessem passando.
Eu sugeriria nós
subirmos o nível e ter uma abordagem mais ativa em vendas
gamificadas, e talvez fazendo a turma criar uma campanha no
Kickstarter, Indiegogo ou uma campanha do GoFundMe.
A experiência de
criar um produto ou serviço e o vende-lo com êxito criará uma
indelével memória e dará aos estudantes as ferramentas para mudar
o mundo.

Módulo
12:
Linguagem

Eu
acabei de retornar de uma semana na China, onde tive uma reunião com
pais cujo foco na educação das crianças é extraordinário.
Uma
das áreas que achei mais fascinante é como alguns dos mais velhos
familiares estão ensinando novas línguas para suas crianças:
através de games.
No tablet, as crianças podem jogar jogos, mas
apenas em Francês. O desejo de uma criança de vencer a envolve
completamente e o guia para aprender rapidamente.
Além
dos games, existe a realidade virtual.
Nós sabemos que imersão
total é o que precisa para ficar fluente (pelo menos, mais tarde na
vida).
Um semestre no exterior na França ou Italia, e você já
consegue manejar bem a língua e a cultura.
Mas e quanto a um filho
de 8 anos?

Imagine
um módulo onde, por uma hora a cada dia, as crianças passam o tempo
caminhando pela Itália em um mundo de VR, saindo com os personagens
do jogo dirigidos por AI, que os ensinam, os envolvem e compartilham
a cultura e o idioma da forma mais detalhada e convincente possível.

Tecnologias
Exponenciais para nossas salas de Aula

Se
você já visitou a Abundance 360, a Singularity University, ou seguiu meus blogs, você provavelmente
concordará comigo que a maneira como nossos filhos aprenderão
mudará fundamentalmente na próxima década.
Aqui
está uma visão geral das top
5 tecnologias

que irão remoldar o futuro da educação:

Tech
1:
Realidade
virtual (VR) pode tornar o aprendizado verdadeiramente imersivo.
 

A pesquisa mostrou que lembramos 20% do que ouvimos, 30% do que vemos
e até 90% do que fazemos ou simulamos.
A realidade virtual produz o
último cenário de forma impecável.
A VR permite que os alunos
simulem voar através da corrente sanguínea enquanto aprendem sobre
diferentes células que encontram, ou viajam para Marte para
inspecionar a superfície para a vida. 
Para tornar isso realidade, o
Google Cardboard acaba de lançar seu produto Pioneer Expeditions. 
Sob este programa, milhares de escolas em todo o mundo receberam um
kit contendo tudo o que um professor precisa para levar sua aula em
uma viagem virtual.
Embora os dados sobre o uso de VR nas escolas e
colégios da K-12 ainda não tenham sido reunidos, o crescimento
constante do mercado se reflete no aumento das empresas (incluindo o
zSpace, Alchemy VR e Immersive VR Education) exclusivamente dedicado
a fornecer escolas com conteúdo e um currículo educacional
empacotado.
Junte
com o VR uma tecnologia relacionada chamada realidade aumentada (AR),
e a educação experiencial realmente ganha vida.
Imagine usar um
fone de ouvido AR que seja capaz de sobrepor aulas educacionais em
cima de experiências do mundo real.
Interessado em botânica?
Ao
atravessar um jardim, o fone de ouvido AR mostra o nome e os detalhes
de cada planta que você vê.

Tech
2:
A
impressão em 3D está permitindo aos estudantes trazer suas idéias
à vida.
 

Esqueça o computador em cima de cada mesa (ou um tablet para cada
aluno), isso é ultrapassado. 
No futuro próximo, professores e
alunos vão ter ou querer uma impressora 3D na mesa para ajudá-los a
aprender os principais princípios de Ciência, Tecnologia,
Engenharia e Matemática (STEM). 
Bre Pettis, da MakerBot Industries,
em uma visão grandiosa mas prática, vê uma impressora 3D em cada
mesa da escola na América.
“Imagine se você tivesse uma
impressora 3D em vez de um conjunto LEGO quando era criança; Como
seria a vida agora? “, pergunta o Sr. Pettis.
Você poderia
imprimir seus próprios bonecos, seus próprios blocos, e você
poderia repetir os novos projetos o quão rápido sua imaginação
permitisse.
A MakerBots está agora em mais de 5.000 escolas K-12 ao
redor dos Estados Unidos.
Dando
um passo adiante, você poderia imaginar ter um arquivo 3D para a
maioria das entradas na Wikipedia, permitindo que você imprima e
estude um assunto que você só pode ler ou visualizar em VR.

Tech
3:
Sensores
& Redes.

Uma explosão de sensores e redes vai ligar todos a velocidades de
gigabit, dando acesso a vídeos de conteúdo rico a qualquer momento.
Ao mesmo tempo, os sensores continuam a miniaturizar e reduzir o
poder, incorporando-se em tudo.
Um benefício será a conexão dos
dados de sensor com o aprendizado automático e AI (abaixo), tal
conhecimento sobre a perda de atenção ou confusão de uma criança
pode ser facilmente medido e comunicado.
O resultado seria uma
representação da informação através de uma modalidade
alternativa ou a uma diferente velocidade.

Tech
4:
Aprendizado
Automático é tornar a aprendizagem adaptável e personalizada.

Nenhum estudante é idêntico – eles têm diferentes modos de
aprendizagem (aprendem lendo, vendo, ouvindo, fazendo), vêm de
diferentes origens educacionais e têm diferentes capacidades
intelectuais e capacidade de atenção.
Os avanços no aprendizado
automático e o movimento crescente no aprendizado adaptativo, estão
buscando resolver esse problema.
Empresas como Knewton e Dreambox têm
mais de 15 milhões de alunos em suas respectivas plataformas de
aprendizagem adaptativa.
Logo, cada teste educacional será
adaptável, aprendendo a personalizar a lição especificamente para
um aluno.
Haverá aplicativos de quiz adaptativo, aplicativos de
flashcard, aplicativos de livros didáticos, aplicativos de simulação
e muito mais.

Tech
5:
Inteligência
Artificial(AI) ou “Um Companheiro de Ensino com AI”.

O livro de Neil Stephenson “The
Diamond Age

apresenta uma fascinante peça de tecnologia educacional chamada “A
Young Lady’s Illustrated Primer”.

Conforme
descrito por Beat Schwendimann, “O primer é um livro interativo
que pode responder às perguntas de um aluno (falado em linguagem
nativa), ensinar através de alegorias que incorporam elementos do
ambiente do aluno e apresenta informações contextuais em tempo
real.

“O primer inclui sensores que monitoram as
ações do aluno e fornecem feedback. O aluno está em um aprendizado
cognitivo com o livro: o primer modela uma certa habilidade (através
de personagens de conto de fadas), que o aluno então imita na vida
real.”

“O primer segue uma
progressão de aprendizado com tarefas cada vez mais complexas. Os
objetivos educacionais do primer são humanistas: apoiar o aluno a se
tornar um pensador forte e independente”.

O
primer, um companheiro de ensino com IA individualizado é o
resultado da convergência tecnológica e é extremamente bem
descrito pelo YouTuber CGP Gray em seu video: DigitalAristotle: Thoughts on the Future of Education.
Seu
companheiro com IA terá acesso ilimitado a informações na nuvem e
irá entregar isso na velocidade ideal para cada aluno de uma forma
empenhada e divertida.
Esta IA irá desmonetizar e democratizar a
educação, estará disponível para todos de graça (assim como o
Google) e oferecerá a melhor educação para as crianças mais ricas
e mais pobres do planeta.
Este
companheiro com IA não é um tutor que mostra fatos, números e
respostas, mas um colega do lado do aluno, estando lá para ajudá-lo
a aprender e, ao fazê-lo, fazer com que aprenda de uma forma melhor.
A IA está sempre alerta, observando sinais de frustração e tédio
que podem preceder o abandono, sinais de curiosidade ou interesse que
tendem a indicar exploração ativa e sinais de prazer e domínio, o
que pode indicar uma experiência de aprendizado bem-sucedida.
Em
última análise, estamos indo em direção a um mundo amplamente
mais educado. Estamos realmente vivendo durante o momento mais
emocionante para estar vivo.

(NOTA:
Neste momento, a Fundação XPRIZE está operando o Global
Learning XPRIZE
em que:
100 equipes estão criando softwares baseados em Android com o
intuito de levar à um estudante analfabeto no meio da Tanzânia a
leitura básica, escrita e informação em 18 meses.)

Mentalidades
para o Século 21

Finalmente,
é muito importante para mim discutir mentalidades.
Como pensamos
sobre as cores futuras, como aprendemos e o que fazemos.
Eu escrevi
extensivamente sobre a importância de uma abundância e mentalidade
exponencial para empresários e CEOs.
Eu também acho que devemos dar
atenção à mentalidade em nossas escolas primárias, quando uma
criança está moldando o seu “sistema operacional” mental
para o resto de sua vida, é ainda mais importante.

Como
tal, eu recomendaria que uma escola adote um conjunto de princípios
que ensinem e promovam uma série de mentalidades nos seus
programas.

Muitas
“mentalidades” são importantes para se promover.
Aqui
estão alguns para consideração.

Otimismo
Estimulante e Uma Mentalidade de Abundância

Vivemos
em um mundo competitivo, e as crianças experimentam uma quantidade
significativa de pressão para se expressar.
Quando eles ficam
encurralados, eles se sentem murchos.
Todos nós falhamos às vezes –
isso é parte da vida.
Se quisermos criar crianças “capazes de
fazer” que possam trabalhar com o fracasso e sair mais fortes
para isso, é sábio estimular otimismo.
Crianças otimistas estão
mais dispostos a assumir riscos saudáveis, são melhores
solucionadores de problemas e experimentam relacionamentos positivos.
Você pode estimular o otimismo em sua escola, começando cada dia,
se focando na gratidão (o que cada criança é grata), ou um “foco
positivo” em que cada aluno leva 30 segundos para falar sobre o
que eles estão mais entusiasmados ou qual evento recente teve um
impacto positivo neles. (NOTA: eu começo cada reunião dentro da
minha equipe de PHD Ventures com um foco positivo.)

Por
último, ajudar os alunos a entender (através de dados e gráficos)
que o mundo está de fato melhorando (veja meu primeiro livro:
Abundance:
The Future is Better Than You Think
)
irá ajudá-los a combater o fluxo contínuo de notícias negativas
que fluem através de nossos noticiários.
Quando
as crianças se sentem confiantes em suas habilidades e entusiasmadas
com o mundo, estão dispostas a trabalhar mais e a ser mais
criativas.

Tolerância
ao Fracasso

Tolerar
o fracasso é uma lição difícil de aprender e uma lição difícil
de ensinar.
Mas é extremamente importante para ter sucesso na vida.
O
Astro Teller, que administra o ramo de inovação do Google “X”,
fala muito sobre incentivar o fracasso.
No X, eles regularmente
tentam “matar” suas idéias.
Se eles são bem sucedidos em
matar uma idéia e, assim, “falhando”, eles economizam
muito tempo, dinheiro e recursos.
As idéias que eles não conseguem
matar, sobrevivem e se desenvolvem em negócios de bilhões de
dólares.
A chave é que cada vez que uma idéia é morta, a Astro
recompensa sua equipe – literalmente, com bônus em dinheiro.
Seu
fracasso é celebrado e eles se tornam heróis.
Isso
deve ser reproduzido na sala de aula: as crianças devem tentar
criticar suas melhores idéias (aprender pensamento crítico), e
então eles devem ser presenteados por “falhar com êxito”
– talvez com bolo, balões, confetes e muita serpentina.

Conclusão

Compartilhei este texto por achar fascinante a educação que espero poder proporcionar para o meu filho nos próximos anos.
E você, concorda comigo?
Conhece algum projeto educacional no Brasil que siga esta linha de pensamento?
Compartilha aqui!!! Quero muito saber mais!
By |2018-08-29T10:16:41+00:00abril 9th, 2018|Sem categoria|0 Comments

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