Chegou a mais nova versão do não mais tão amado Linux para seres humanos. Desde o advento do Unity, questionamentos, celeumas e até desavenças têm tornado a vida de Mark Shuttleworth menos fácil, e a concorrência, especialmente o Linux Mint, ganham espaço. Confesso que assim que resolver meu problema com a aquisição de um “notebook as a lab” vou testá-lo.
Aparentemente, entretanto, as desavenças se restringem ao ambiente desktop, o que significa que, do ponto de vista de servidor, a Canonical vai muito bem obrigado, com notícias recentes animadoras sobre parceria com a VMware para melhorar o suporte ao OpenStack, cuja versão mais recente, Grizzy, é uma das novidades de destaque desta versão.
Vamos às novidades.
Desktop
  • O Unity traz o Friends em substituição ao Gwibber, o software de rede social que eu, pelo menos, nunca gostei mesmo;
  • Efeitos gráficos melhorados;
  • Desempenho aprimorado, menor consumo de memória;
  • Novos recursos de sincronização prometem facilitar o acesso a serviços de armazenamento, com destaque para o Ubuntu One (claro!), mas suporte também ao Dropbox e outros;
  • Versões atualizadas dos aplicativos mais importantes, como Libre Office 4 e Firefox 20;
  • Possibilidade de instalar o GNOME mais facilmente;
  • A liberação do cliente Valve Steam para Linux promete tornar melhor a experiência de jogar na nuvem, embora as opções de jogos sejam limitadas;
  • Pesquisa de imagens simplificada;
  • Alguns recursos não ficaram “bons o suficiente”, não passaram no teste de qualidade e foram suprimidos desta versão, dentre eles o Smart Scopes, que prometia facilitar pesquisas na Dash (dá pra instalar via PPA), além de recursos de privacidade que ganharam importância depois da polêmica com a exibição de resultados da Amazon na Dash;
  • Vale destacar a redução do período de suporte para versões não LTS, que agora é de 9 meses.
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Diante das novidades, não vejo razão significativa para atualizar. Mesmo assim, já estou encaminhando o processo para conferir de perto as melhorias.
Servidor
  • Indiscutivelmente, a maior novidade é o suporte à versão mais recente do OpenStack, Grizzy;
  • Versões do Juju (antigo ensemble) e do MaaS (Metal as a Service) prometem facilitar o deploy de serviços na nuvem;
  • A inclusão do MongoDB deixa claro que o NoSQL chegou pra ficar, se é que alguém tinha dúvida;
  • A inclusão do OpenVSwitch revela a abordagem da Canonical para SDN;