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#FISL 13: Agilidade e software livre na globo.com

Assim como no ano passado, o pessoal da Globo.com fez uma ótima palestra. O Demetrius Arraes Nunes mostrou como migraram das soluções proprietárias para livres, comentando ainda sobre o processo de adoção de métodos ágeis para a gestão das equipes e seus resultados. Vamos aos detalhes.

  • Até 2002, utilizavam software proprietário, desde o hardware de balanceamento de carga até o servidor web e de banco de dados;
    • Servidores Sun com Solaris, Oracle Weblogic, Vignette e Java (antes de ser open source);
  • Atualmente, a maior parte da estrutura é baseada em software livre, restando ainda o banco de dados, onde a Oracle ainda mantém “uma perninha”;
    • Linux nos servidores (HP, Dell e IBM), Apache e NGINX, MySQL, MongoDB, REDIS, Virtuozzo, Ruby, PHP, Python, Django, WordPress, GloboCMS, Varnish;
    • Destaque para o appliance com Varnish que eles montaram, que escalou melhor que soluções proprietárias, e rendeu um prêmio no Cisco Networkers de 2010;
  • É esta estrutura baseada em software livre que suporta  os 5 bilhões de pageviews/mês e 220 milhões de vídeos vistos;
  • O Demetrius fez questão de comentar que a Globo.com usa software livre porque é melhor;
  • Assim como no ano passado, fizeram questão de comentar sobre a transmissão da copa de 2010, que registrou pico de 302 mil transmissões simultâneas e chegou a ser responsável por 15% da banda no país;
  • São mais de 300 profissionais envolvidos;
  • O vídeo das empreguetes teve 7 milhões de visualizações somente na 1ª semana, e o BBB é o maior site da internet brasileira, com 380 milhões de visitas e 220 milhões de vídeos visualizados por mês (triste isso…);
  • Eles têm uma preocupação muito grande com a experiência do usuário (UX – User Experience);
  • São mais de 15 milhões de linhas de código, mais de 2000 servidores;
  • Utilizam métodos ágeis (SCRUM com ciclo de 2 semanas), o que permitiu desfazer a separação entre criação e tecnologia que havia antes, de forma que hoje as equipes trabalham com maior interação. Mostraram um time lapse de um dia de trabalho da equipe;
  • Buscam transparência nas equipes;
  • Todos têm notebooks (mobilidade);
  • O “Espaço Lounge” oferece jogos, integração, etc;
  • O RH promove atividades de integração, que incluem um dia para ser o que quiser na empresa, ocupar o cargo que desejar e fazer o trabalho “pra valer”, numa técnica chamada FedEx Day que visa promover inovação, e incentivam qualificação (MBA, Mestrado, participação em eventos, etc);
  • Agile e Software Livre: tudo a ver!
    • Princípios ágeis
      • Software funcionando;
      • Mudanças são bem vindas;
      • Releases frequentes;
      • Colaboração com cliente;
      • Auto-organização;
      • Auto-motivação;
      • Excelência técnica (aspecto destacado pelo Demetrius sobre os profissionais que trabalham com software livre);
  • 3 lições
    • Money Talks – 50% de redução nos custos;
    • Open Source é menos arriscado;
    • Open Source significa mais qualidade – péssima experiência com suporte da Oracle, ótima experiência com comunidades;
  • Retribuindo
    • Mais de 30 projetos ativos;
    • Thumbor – processamento de imagens para portais;
    • Splinter – testes de interface;
    • Stewie – monitoramento de anomalias;
    • Tsuru – computação em nuvem;
    • Bootstrap – front-end accelerator;
    • nginx-push-stream – HTTP streaming;
    • http://github.com/globocom

Sem querer chover no molhado, mas penso que podemos inferir pela experiência da Globo.com que não é necessário ser xiita ou lunático pra perceber as vantagens do software livre. Parabéns pra eles!

#FISL 13: Perícia digital com software livre


O Evandro Della Vecchia (evandro@poasec.org), perito criminal do governo do RS, apresentou conceitos, técnicas e ferrametnas usadas em perícia digital, também chamada de forense digital. Vamos aos detalhes:
  • Post mortem x live forensics
    • Máquina desligada – sem acesso a dados da memória, somente armazenamento não volátil;
    • Máquina ligada – pode acessar dados em memória e obter melhores resultados, especialmente em casos como de criptografia de disco;
  • De dados ou equipamentos
    • Dado é mais comum;
    • Citou um exemplo de equipamento, onde foram identificadas características que permitiam determinar data e hora de impressão de documentos e modelo de impressora utilizado, a partir da versão impressa;
  • Fases
    • Identificação – mostrou situações curiosas, onde pen drives “esquisitos” poderiam passar despercebidos (ursos de pelúcia, pregadores, canetas, etc);
    • Coleta – uso de ferramentas como dd, helix, dcfldd (mostra andamento) para obter informações de discos e partições e viabilizar a análise dos dados sem comprometer os dados originais. Uso de hash para garantia de integridade;
    • Exame e Análise – uso de ferramentas como mmls para obter informação de partições,  análise do setor de boot e extração de partição com dd, excluindo os 32 setores iniciais do disco para facilitar o uso posterior. Uso de fsstat para obter informações do sistema de arquivos, e istat para detalhes de inodes, além do foremost para recuperação de arquivos, no estudo de caso imagens;
    • Conclusão – laudo com o resultado do exame e análise.

#FISL 13: #Scrum com #Kanban – pequenos ajustes, grandes melhorias

O Paulo  Caroli (@paulocaroli) fez uma palestra interessante, “Scrum com Kanban – pequenos ajustes, grandes melhorias“, onde mostrou como as duas técnicas podem ser aplicadas em conjunto com ótimos resultados. Vamos às observações.

  • A idéia do KANBAN é garantir uma experiência mais visual do fluxo de trabalho (workflow);
  • Limitar trabalho em andamento (WIP – Work in Progress) é interessante pois melhora os resultados, aumentando as entregas, uma vez que a equipe não inicia mais tarefas do que consegue concluir;
  • A idéia do SCRUM é estabelecer um processo de desenvolvimento iterativo e incremental, com ciclos ou sprints (2 semanas é comum), e tem origem com Frederick Taylor, cujas idéias influenciaram Henry Ford e definiram uma maneira de administrar empresas aplicada até hoje, que inclui a idéia de linha de produção/montagem e workflow (sequência de passos executada por uma pessoa ou time para atingir um objetivo);
  • User stories – conceito que se refere aos requisitos gerais de projeto, quebrados em partes menores visando facilitar a entrega;
  • Workflow visível – exibir num quadro branco uma tabela com as fases do workflow, onde cada coluna é populada com post-its relativos a cada user story, ou seja, ficam visíveis as tarefas “não iniciadas”, “em andamento”, “em teste”, etc;
  • O modelo tradicional de desenvolvimento segue a lógica “Push the Work“, em que alguém “atribui” as tarefas, “empurrando” o trabalho para os profissionais;
  • O modelo recomendado, segundo o Paulo, é o “Pull don’t Push“, em que o profissional decide o que quer fazer depois que termina cada tarefa;
  • Algumas estatísticas interessantes obtidas usando Scrum com Kanban:
    • Lead Time – tempo para terminar um trabalho;
    • Cycle time – intervalo entre duas entregas consecutivas;
    • WIP – controlar número máximo de tarefas em andamento;
    • Quanto maior o Lead Time, pior a qualidade, e quanto menor (mais rápido), mais qualidade (curioso, não ?);
    • WIP é proporcional ao Lead Time médio, e limitar o WIP permite equilibrar o workflow, pois alguém de uma “coluna da tabela” pode ajudar na outra. Exemplo: um desenvolvedor (coluna “em andamento”) pode ajudar um testador (“em teste”) caso haja muitas entregas a testar, aumentando a quantidade de entregas prontas;
    • Filosofia: “Stop starting, start stopping

Como completo ignorante em SCRUM, a palestra foi bem instrutiva pra mim, e achei bem interessante a idéia de usar SCRUM com KANBAN.

Palestras indicadas #FISL 13

Seguem algumas palestras que vou tentar ver no FISL 13, e que devem ser relatadas aqui posteriormente. Fiquem ligados!

  • Data privacy and security at the United States border – Seth Schoen (Eletronic Frontier Foundation)
  • Firefox OS – HTML5 and the open web, opportunities and challenges – Christian Heilmann (Mozilla)
  • GPT: domine a nova geração de tabela de partições de disco – João Eriberto Mota Filho (Exército)
  • HTML5 e as novas ameaças de segurança – Tiago Ferreira
  • Virtualização na “velocidade da luz” com o OpenVZ – Sergio Cioban Filho
  • Mercado Virtualizado – Introdução a virtualização com ferramentas livres – Everton Vilhena Cardoso e Paschoal Luiz Brioschi Diniz
  • Análise de Malware em Memória RAM com Volatility – Eder Luis Oliveira Gonçalves
  • Dados Abertos e Lei de Acesso à Informação – Claudio Dutra, Corinto Meffe, Cesar Brod
  • Têndencias Web: Estatísticas da rede – Heitor de Souza Ganzeli
  • Extensive information management with SpagoBI – Andrea Gioia (SpagoBI)
  • Boot to Gecko B2G – Christian Heilmann (Mozilla)
  • Big Data and Society – Peter Linnel (Virginia Tech)
  • Tape’s Not Dead – Lucas C. Villa Real
  • SSH: dicas & truques sensacionais que (quase) ninguém conhece – Álvaro Justen, Flávio Amieiro
  • BI Simplificado com Pentaho – André Luiz Coelho da Silva
  • Lei de acesso a informação e dados abertos – Casa Civil
  • Como implementar autenticação e segurança de segundo fator com Software Livre? – José Damic
  • Teste de Invasão com o Nmap Scripting Engine – Henrique Ribeiro dos Santos Soares
  • Nimbus Opensource Backup, além do bacula, além da web. – Lucas Marques de Castro, Gustavo Ribeiro
  • Contribuições da Intel para o Open Source: Você usa todo dia e não tinha idéia! – Jomar Silva
  • SpagoBI – Miguel Koren O’Brien
  • A nova corrida dos Browsers e plataformas – Felipe Gomes
  • Linux Containers – Thadeu Lima de Souza Cascardo
  • Infraestrutura de dados abertos da Dataprev e Previdência Social – Leonardo Cezar
  • Segredos do Facebook: Como Conseguir Clientes Na Maior Rede de Amigos do Mundo – Pedro Superti
  • Empurrando a Vaquinha do Penhasco : Desenvolvimento do SL no Meio Empresarial – Cezar Taurion, Luiz Queiroz, Roberto Cohen
  • Ferramentas Livres para Auditoria de Segurança em Redes sem Fio – Rafael Soares Ferreira
  • Xen @ Google, 2012 edition – Michael Hanselmann
  • Utilizando NoSQL no desenvolvimento de soluções inteligentes – Christiano Anderson
  • Criando um Storage iSCSI com PCs, Linux e Software Livre! Que tal? – Jansen Sena
  • Análise de Vulnerabilidade de Redes WEP com Aircrack-ng – Joelias Silva Pinto Júnior
  • Forense – Recovery de Dados – Marcus Augustus Pereira Burgha
  • Fuzzer e Buffer Overfllow a Dupla infernal – Paulo Fernando Lamellas
  • Desenvolvimento de Malware para Linux – Tiago Natel de Moura
  • Private Cloud – (Case Abril Mídia) – Allysson Maia, Johnny Santos

A grade completa do evento vocês conferem aqui.Siga-nos no Twitter!
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#FISL 13: Data privacy and Security at the United States border

Nesta palestra, Seth Schoen, da Electronic Frontier Foundation,  discutiu as perspectivas técnicas e legais das buscas feitas nos dispositivos eletrônicos de quem viaja para os EUA, apresentando problemas e soluções para situações que podem ser enfrentadas, especialmente por ativistas, mais propensos a revistas mais rigorosas. Apesar disso, as informações são úteis para qualquer um que se preocupe com privacidade. Vejamos os pontos mais importantes:

  • EFF’s border guide oferece orientações para quem viaja e pretende evitar a invasão de privacidade comum na fronteira dos EUA, justificada pelo risco de terrorismo, especialmente após o 11 de setembro;
  • Oa agentes americanos podem fazer buscas “à vontade” em equipamentos, bagagens e objetos de estrangeiros, e desde que realizadas na fronteira, são justificáveis. A EFF tenta limitar buscas em dispositivos eletrônicos, sem sucesso;
  • A dificuldade em identificar os órgãos envolvidos nas revistas, questionamentos e outras ações são um problema (TSA –  segurança doméstica em vôos; CBP e ICE são geralmente os “culpados” pelos abusos);
  • Estrangeiros podem ser detidos por horas, ter objetos retidos temporariamente, ter admissão recusada (mesmo com visto) e serem submetivos a questionamentos, embora a obrigação de responder seja algo questionável;
  • Buscas em dispositivos eletrônicos são raras, e bem específicas (300 por mês entre outubro de 2008 e junho de 2010). Pessoas sujeitas a buscas: ativistas políticos e atuantes em privacidade;
  • Dicas: não mentir (é crime!), não obstruir a investigação, e ser educado;
  • Precauções: tenha backup criptografado, criptografe seu dispositivo ou use somente armazenamento na nuvem/rede, e prefira serviços que possuem suporte a criptografia a partir do cliente. Use passphrases ao invés de senhas “complexas” para criptografar seus dados, pois é mais seguro uma frase longa, mesmo que simples, que uma senha curta, mesmo com caracteres especiais;
  • Empresas podem fornecer senhas de acesso aos dados somente após funcionários chegarem ao destino, para minimizar a chance de serem obrigados a revelar senhas de acesso a dispositivos;
  • O Linux Unified Key Setup criptografa o disco com senha que pode ser gerada aleatoriamente (pwgen) e enviada por e-mail, para evitar a necessidade de revelá-la, afinal você não saberá a mesma;
  • O keypad é um sistema de criptografia onde o servidor tem a chave de criptografia para arquivos no cliente. Ainda não há software que o implemente. Seth sugere que o Google implemente isso no ChromeOS;
  • As dicas e soluções apresentadas também são úteis para casos de roubo de equipamentos;
  • Técnicas de múltiplos passos para apagar dados hoje são consideradas obsoletas. Basta executar o “dd” com um único poasso;
  • Não criptografar todo o disco é um risco, pois o SO e as aplicações podem revelar informações de pastas e partições criptografadas inadvertidamente;
  • Dispositivos móveis são ótimos para análise forense, e péssimos para se proteger disso, pois a maioria não provê recursos para criptografia de disco e deleção segura de dados.

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#FISL 13: GPT: domine a nova geração de tabela de partições de disco

O Eriberto Mota, do Exército, já é figurinha carimbada do FISL, e mais uma vez não decepcionou. Apresentou o GPT, novo mecanismo para particionamento de discos que substitui a antiga MBR, que mor-reu! Vamos aos detalhes:
  • É importante saber algumas coisas sobre geometria de discos:
    • Não se lê trilhas, mas cilindros, pois, como as cabelas têm que se movimentar juntas, são lidos todos os setores que estão naquela posição, em cada prato;
  • BIOS e MBR – o sistema antigo, começou a desaparecer em 2009;
  • O MS-DOS foi desenvolvido seguindo este padrão, que costuma ser chamado de padrão DOS;
  • O MBR ocupa um setor, o primeiro. É dividido em 3 partes: 446 bytes pro gestor de boot (LILO, GRUB, etc), 64 bytes (4×16) para controlar até 4 partições primárias, e a assinatura de 2 bytes.  Limitado a 2^32 setores, ~2,2 TB;
  • Partição lógica não “cabe” no MBR. A partição estendida então aponta para a primeira lógica, que tem uma “cópia” do MBR, e aponta para a próxima partição lógica, num processo recursivo. Por isso, deve-se evitar usar partições lógicas, pois se perder o “link”, perde tudo;
  • UEFI – substitui a BIOS, e é um firmware, flexível, que suporta x86, x86_64, ARM e IA64, e utiliza a tabela de particionamento GPT ao invés de MBR;
  • GPT – GUID Partition Table, usa GUIDs (128 bits) para identificar cada dispositivo unicamente, permite até 128 partições (equivalente a primárias do MBR), ocupa 32 setores e endereça 2^64 setores, ou seja, 9.4 ZB;
  • Partições GPT funcionam via LBA e não CHS, sem o limite de 8 GB, implementam o “protective MBR” contra erros de sistema, e possui estrutura redundante (no início e fim da partição);
  • Alguns sistemas utilizam MBR híbrido (OxEE), o que não é aconselhável, pois não há padrão. Ele se aproveita do fato de que o primeiro setor é deixado “livre” pelo GPT para evitar erros decorrentes de ferramentas e sistemas que não suportam GPT;
  • Somente Windows em versões 64 bits, a partir do XP e 2003, utilizam GPT;
  • As ferramentas baseadas em FDISK não suportam GPT, somente as ferramentas baseadas na libparted, incluindo o gnu-fdisk, gdisk (recomendado), parted e gparted.
A palestra completa pode ser baixada do site do Eriberto.
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#FISL 13: Escalando sites com o NGINX

O Tiago Albineli, da Globo.com, mostrou como configurar o NGINX para alto desempenho e escalabilidade. Vamos aos detalhes:
  • Benchmarks mostram que o NGINX é muito mais rápido que o Apache para sites com alto volume de acessos, a partir de dezenas de milhares de acessos simultâneos;
  • Sites são divididosem trẽs tipos: conteúdo estático, dinâmico, e do usuário. Foco da apresentação foi em sites dinâmicos;
  • Por que não fazer estático (mais fácil de escalar) ?
    • Problema na atualização de informações, bugs, e outras dificuldades decorrentes da alteração dos dados e necessidade de regerar a página estática;
  • Sites dinâmicos: tempo de resposta maior, sobrecarga no servidor, enfileiramento e consultas desnecessárias são questões problemáticas que precisam ser tratadas;
  • Escalabilidade
    • Básico: cache. Opção proxy_ignore_headers permite ignorar cabeçalhos que evitam uso do cache, aumentando sua eficiência;
    • Acessos simultâneos podem fazer com que objetos não sejam obtidos do cache, e/ou sejam armazenados múltiplas vezes;
    • Problema do flood de timeouts, onde consultas para objetos que demoram a ser retornados causam efeito cumulativo que degrada muito o desempenho;
  • Simular acessos simultâneos: Apache Benchmark;
  • Solução de alta escalabilidade
    • Vários NGINX com balanceamento, e agrupados em conjuntos de 2 servidores “em série”, para resolver o problema do flood de timeouts.
A palestra do Tiago foi muito técnica, ele mostrou vários exemplos de configuração do NGINX e comentou os diversos problemas enfrentados para escalar sites muito acessados, indicando as soluções e propondo uma arquitetura para alto desempenho e escalabilidade. Tentarei atualizar aqui quando a palestra estiver disponível, pois muitas informações não tive condições de tomar nota.
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#FISL 13: IPv6: Isso é pra valer ?

O Antônio Marcos, do NIC.BR, mostrou porque devemos nos preocupar com o IPv6 e detalhou uma série de questões importantes, especialmente as situações complicadas que provedores e usuários enfrentarão à medida que o IPv4 se esgota, algo que já começou a ocorrer. Vamos aos detalhes:
  • Os testes realizados, como o World IPv6 Day e a semana de testes no Brasil em fevereiro, foram importantes para mostrar que a ativação do IPv6 deve trazer pouco impacto para os serviços atualmente em funcionamento, e abriu caminho para o World IPv6 Launch, quando muitos sites grandes, provedores e outras empresas e serviços ativaram o suporte a IPv6 emdefinitivo, com pouquíssimos problemas reportados;
  • O IPv4 já acabou na Ásia, e deve acabar no Brasil entre meados de 2013 e 2014, o que significa que novos clientes terão apenas IPv6, ou IPv4 compartilhado mediante “gambiarras”;
  • O problema é que as gambiarras trazem efeitos colaterais graves, como no caso do NAT444, que é problemático para aplicações VoIP e ainda quebra a neutralidade da rede, na medida em que causa dupla tradução, e consequentemente aumenta a dificuldade no acesso a sites que utilizem esta técnica;
  • Como fica o suporte para os dispositivos do usuário: roteadores wifi, modens banda larga, etc ?
  • Smartphones: android suporta, iphone só nas versões com 4G (até o momento), alguns Nokia (N95), e só… muitos aparelhos sem suporte;
Não esperava muito da palestra do Antônio, pois já estava ciente de algumas das questões apresentadas, e tenho me informado sobre IPv6 hpa algum tempo. Mas tive a grata surpresa de ver que a palestra, apesar do tom positivo adotado pelo Antônio, dizendo que o suporte tem evoluído bem, apresentou também questões importantes e problemáticas que precisam ser tratadas o quanto antes. Apesar de o Brasil estar em 2º lugar no mundo em quantidade de provedores que já solicitaram endereços IPv6, o recado é claro: ainda há muito a fazer, e a bomba vai estourar (em plena copa do mundo!), se as medidas devidas não forem tomadas.
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#FISL 13: SpagoBI

O Miguel Koren O’Brien, da Konsultex (miguelk@consultex.com.br), apresentou o SpagoBI, uma solução que tem ganhado espaço recentemente. Vamos às anotações da palestra:
  • Usos de BI – Reporting, OLAP (análise multidimensional), Indicadores (KPIs), Business Performance Management, Mineração de Dados, Location Intelligence;
  • A Konsultex está envolvida num projeto relacionado à extinção do mico-leão dourado, que envolve a integração de BI com GIS (Location Intelligence);
  • O Open Geospatial Consortium define padrões na área de GIS;
  • A área de BI não é muito padronizada;
  • Por que BI Open Source ?
    • A solução é mais importante que o produto, mas produtos custam mais que o projeto;
    • Produtos BI são geralmente sub-utilizados;
    • Soluções são restritas devido a falta de uso generalizado;
    • Open Source permite experimentar antes de comprometer;
    • O cliente não é refém do fornecedor do software;
    • Sem custo não significa sem valor !
  • Por que empresas selecionam Open Source (BeyeNetwork – 2009)
    • Custo, independência de fornecedor e confiabilidade são as principais razões;
  • SpagoBI
    • 100% livre;
    • Suite completa, robusta, segura e escalável;
    • Solução corporativa;
    • Altamente customizável;
    • Patrocinado pela Engineering Group e comunidade (consórcio OW2);
    • Suporte técnico no Brasil;
    • integrável com inúmeras soluções, como Business Objects, OLAP, Jasper, BIRT e muitos outros, embora haja algumas limitações;
    • Possibilidade de trabalhar com visão gráfica (fluxos de processos e atividades, por exemplo), cartográfica (mapas) ou geográfica (projeção de cores sobre mapas para destacar áreas com alguma característica, por exemplo);
    • Suporta ETL através de webservices (exemplo com informações do Banco Central de indicadores econômicos – emprego, inflação, etc);
    • O SpagoBI é uma plataforma de integração, o que dá mais liberdade para construir o BI;
    • Engines para geolocalização
      • GEO Engine: informação cartográfica e gráfica;
      • GIS Engine: informação geográfica em arquivos GEOjson ou servidor GIS;
  • Exemplo
    • Uso de arquivos GEOjson, embora BI Studio do SpagoBI permita desenhar documentos analíticos;
    • Dados obtidos por fontes JDBC;

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#FISL 13: usando #NOSQL no desenvolvimento de soluções inteligentes

Christiano Anderson, da Nodeware, fez uma ótima apresentação sobre NoSQL, bastante elucidativa, informativa e didática. A apresentação já está disponível no slideshare, e pontuo a seguir os aspectos que considerei mais relevantes.

  • A apresentação foi perfeita para quem não conhecia nada de NoSQL, conceituou os diversos tipos de BD “Not Only SQL“, incluindo as estruturas mais adequadas a cada necessidade (documento, chave/valor, coluna, grafo, etc);
  • Apresentou diversos exemplos de bancos de dados NoSQL, com maior destaque para MongoDB e RIAK;
  • Apresentou um comparativo muito útil entre SQL e NoSQL, indicando com exemplos como fazer consultas “SQL” no MongoDB;
  • Indicou MongoDB e RIAK como a melhor forma de começar com NoSQL, uma vez que a “tradução” dos comandos SQL é mais simples, e considerando que o MongoDB possui alguns recursos dos BDs SQL, como índice e replicação;
  • Um conceito muito interessante que não conhecia foi o Sharding, que permite espalhar a informação por diversos nós, com replicação, redundância, além de maior desempenho e escalabilidade;
  • Outro aspecto de destaque da palestra foi a indicação de quando usar a tecnologia NoSQL, recomendada para situações onde há um volume de dados muito significativo, onde há uma necessidade de priorizar escrita, ou em casos onde há alteração frequente no formato dos dados, entre outros cenários apresentados.

Em resumo, a palestra foi uma excelente oportunidade de conhecer mais e melhor a tecnologia NoSQL, e entender um pouco em que cenários deve-se utilizá-la. A apresentação está muito bem feita, e recomendo que confiram na íntegra, é de leitura bem fácil.Obs: a palestra do Suissa, Bancos de Dados NoSQL de código aberto, seguiu a mesma linha, e também está disponível no slideshare, com o diferencial de que o Suissa é uma figuraça, realmente apaixonado pela tecnologia NoSQL, especialmente pelo MongoDB. Dá gosto de ver 😛