O Eriberto Mota, do Exército, já é figurinha carimbada do FISL, e mais uma vez não decepcionou. Apresentou o GPT, novo mecanismo para particionamento de discos que substitui a antiga MBR, que mor-reu! Vamos aos detalhes:
  • É importante saber algumas coisas sobre geometria de discos:
    • Não se lê trilhas, mas cilindros, pois, como as cabelas têm que se movimentar juntas, são lidos todos os setores que estão naquela posição, em cada prato;
  • BIOS e MBR – o sistema antigo, começou a desaparecer em 2009;
  • O MS-DOS foi desenvolvido seguindo este padrão, que costuma ser chamado de padrão DOS;
  • O MBR ocupa um setor, o primeiro. É dividido em 3 partes: 446 bytes pro gestor de boot (LILO, GRUB, etc), 64 bytes (4×16) para controlar até 4 partições primárias, e a assinatura de 2 bytes.  Limitado a 2^32 setores, ~2,2 TB;
  • Partição lógica não “cabe” no MBR. A partição estendida então aponta para a primeira lógica, que tem uma “cópia” do MBR, e aponta para a próxima partição lógica, num processo recursivo. Por isso, deve-se evitar usar partições lógicas, pois se perder o “link”, perde tudo;
  • UEFI – substitui a BIOS, e é um firmware, flexível, que suporta x86, x86_64, ARM e IA64, e utiliza a tabela de particionamento GPT ao invés de MBR;
  • GPT – GUID Partition Table, usa GUIDs (128 bits) para identificar cada dispositivo unicamente, permite até 128 partições (equivalente a primárias do MBR), ocupa 32 setores e endereça 2^64 setores, ou seja, 9.4 ZB;
  • Partições GPT funcionam via LBA e não CHS, sem o limite de 8 GB, implementam o “protective MBR” contra erros de sistema, e possui estrutura redundante (no início e fim da partição);
  • Alguns sistemas utilizam MBR híbrido (OxEE), o que não é aconselhável, pois não há padrão. Ele se aproveita do fato de que o primeiro setor é deixado “livre” pelo GPT para evitar erros decorrentes de ferramentas e sistemas que não suportam GPT;
  • Somente Windows em versões 64 bits, a partir do XP e 2003, utilizam GPT;
  • As ferramentas baseadas em FDISK não suportam GPT, somente as ferramentas baseadas na libparted, incluindo o gnu-fdisk, gdisk (recomendado), parted e gparted.
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A palestra completa pode ser baixada do site do Eriberto.
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