#FISL 13: #Virtualização com OpenVZ “na velocidade da luz”

#FISL 13: #Virtualização com OpenVZ "na velocidade da luz" 1
O Sérgio Cioban (@cioban), da Virtmasters, iniciou a apresentação mostrando que virtualização é uma “novidade” do século passado, e fornecendo alguns conceitos básicos sobre virtualização com OpenVZ.
Vejamos os pontos mais relevantes:
  • Conceitos: node (máquina física), hypervisor (o software que implementa a virtualização em si) e domain (roda sobre o hypervisor);
  • Cada domain é denominado Virtual Environment (VE, VPS, Container);
  • OpenVZ trabalha com containers de virtualização;
  • Virtualização assistida por hardware é uma gambiarra, problemática;
  • Para-virtualização: não virtualiza completamente o hardware, não precisa de suporte do processador, depende de suporte do SO à API;
  • O KVM implementa VirtIO drivers, um tipo de virtualização híbrida, que otimiza drivers mais usados para melhorar o acesso das VMs ao hardware;
  • Containers de virtualização: kernel único para todas as VMs, necessita alteração do kernel e ferramentas, não emula todo o hardware, consome menos recursos. Exemplos: freebsd jails, user mode linux, openvz, linux vserver, virtuozzo (pago);
  • Provedores brasileiros vendem Virtual Private Servers (VPS) usando OpenVZ;
  • O OpenVZ é mantido pela Parallels, e é uma modificação do kernel linux;
  • Ferramentas de gerenciamento: vzctl, vz*;
  • Possui recurso de checkpointing, equivalente a vmotion;
  • O checkpointing funciona tanto com storage compartilhado quanto com replicação via DRBD, ou ainda GlusterFS;
  • Limitação: só roda linux, pois compartilha kernel, mas pode rodar debian sob centos, e muitas outras variações, desde que seja possível usar o kernel da máquina física;
  • User beancounters: permitem definir controles sobre processos, arquivos, utilização de recursos do node e outras características da VM através de limites soft e hard;
  • Templates para várias distros, que consiste em um tarball com os arquivos da distribuição prontos para uso com o OpenVZ;
  • Alterações são feitas a quente, não há necessidade de reiniciar para redefinir quantidade de memória, disco, cpus, etc. Um diferencial em relação às outras soluções.
Pelo que pude avaliar, o OpenVZ é uma ótima solução para virtualizar servidores Linux, é muito simples de instalar e configurar, e muito rápido também (boot em menos de 10 segundos em um netbook!).
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Quer saber mais sobre Virtualização e VMware? Clique aqui.

#FISL 13: IPv6: Isso é pra valer ?

#FISL 13: IPv6: Isso é pra valer ? 2
O Antônio Marcos, do NIC.BR, mostrou porque devemos nos preocupar com o IPv6 e detalhou uma série de questões importantes, especialmente as situações complicadas que provedores e usuários enfrentarão à medida que o IPv4 se esgota, algo que já começou a ocorrer. Vamos aos detalhes:
  • Os testes realizados, como o World IPv6 Day e a semana de testes no Brasil em fevereiro, foram importantes para mostrar que a ativação do IPv6 deve trazer pouco impacto para os serviços atualmente em funcionamento, e abriu caminho para o World IPv6 Launch, quando muitos sites grandes, provedores e outras empresas e serviços ativaram o suporte a IPv6 emdefinitivo, com pouquíssimos problemas reportados;
  • O IPv4 já acabou na Ásia, e deve acabar no Brasil entre meados de 2013 e 2014, o que significa que novos clientes terão apenas IPv6, ou IPv4 compartilhado mediante “gambiarras”;
  • O problema é que as gambiarras trazem efeitos colaterais graves, como no caso do NAT444, que é problemático para aplicações VoIP e ainda quebra a neutralidade da rede, na medida em que causa dupla tradução, e consequentemente aumenta a dificuldade no acesso a sites que utilizem esta técnica;
  • Como fica o suporte para os dispositivos do usuário: roteadores wifi, modens banda larga, etc ?
  • Smartphones: android suporta, iphone só nas versões com 4G (até o momento), alguns Nokia (N95), e só… muitos aparelhos sem suporte;
Não esperava muito da palestra do Antônio, pois já estava ciente de algumas das questões apresentadas, e tenho me informado sobre IPv6 hpa algum tempo. Mas tive a grata surpresa de ver que a palestra, apesar do tom positivo adotado pelo Antônio, dizendo que o suporte tem evoluído bem, apresentou também questões importantes e problemáticas que precisam ser tratadas o quanto antes. Apesar de o Brasil estar em 2º lugar no mundo em quantidade de provedores que já solicitaram endereços IPv6, o recado é claro: ainda há muito a fazer, e a bomba vai estourar (em plena copa do mundo!), se as medidas devidas não forem tomadas.
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#FISL 13: Tape's not dead

#FISL 13: Tape's not dead 3
O Lucas, da IBM, mostrou porque a fita não está morta. Vamos aos detalhes:
  • Cerca de 51% dos dados do mundo estão em fita;
  • Longevidade típica de 30 anos, enquanto HDs de 7 a 10 anos;
  • SATA vs LTO-4
    • Custo por terabyte ~23:1
    • Energia ~290:1,
    • Bit Error Rate (BER) uma ordem de magnitude maior;
  • Inconvenientes de LTO
    • Não há padrão para formato (TAR é comum, mas tem problemas);
    • Não são autocontidas (dependência de banco de dados no servidor de backup, etc);
  • LTO – Linear Tape Open
    • Consórcio com grandes empresas;
    • LTO-5: 1,5 TB sem compressão, 140 MB/s, particionamento dual – duas partições podem ser criadas;
  • LTFS – Linear Tape File System
    • LGPL
    • Funciona com FUSE;
    • API permite acessar informações como índice da fita de forma mais eficiente;
    • Permite usar fita como mídia removível;
    • Usa o particionamento do LTO-5, uma partição de índice – 2 wraps, 37,5 GB, partição de dados com o restante.
Eu achei a sacada da IBM genial! Criar um sistema de arquivos que facilite a utilização das fitas LTO, dando uma sobrevida ainda maior para os dispositivos e para o padrão, e agregando funcionaliades importantes para as inúmeras empresas que possuem legado e soluções de backup baseadas em fita.

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SAIBA MAIS…
O erro #1 que sysadmins cometem ao fazer backup de seus servidores virtuais
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Alternativas de #backup para ambientes virtualizados
Backup múltiplo automágico com Dropbox, Skydrive e Google Drive
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Backup simplificado de GPOs

#FISL 13: Escalando sites com o NGINX

#FISL 13: Escalando sites com o NGINX 4
O Tiago Albineli, da Globo.com, mostrou como configurar o NGINX para alto desempenho e escalabilidade. Vamos aos detalhes:
  • Benchmarks mostram que o NGINX é muito mais rápido que o Apache para sites com alto volume de acessos, a partir de dezenas de milhares de acessos simultâneos;
  • Sites são divididosem trẽs tipos: conteúdo estático, dinâmico, e do usuário. Foco da apresentação foi em sites dinâmicos;
  • Por que não fazer estático (mais fácil de escalar) ?
    • Problema na atualização de informações, bugs, e outras dificuldades decorrentes da alteração dos dados e necessidade de regerar a página estática;
  • Sites dinâmicos: tempo de resposta maior, sobrecarga no servidor, enfileiramento e consultas desnecessárias são questões problemáticas que precisam ser tratadas;
  • Escalabilidade
    • Básico: cache. Opção proxy_ignore_headers permite ignorar cabeçalhos que evitam uso do cache, aumentando sua eficiência;
    • Acessos simultâneos podem fazer com que objetos não sejam obtidos do cache, e/ou sejam armazenados múltiplas vezes;
    • Problema do flood de timeouts, onde consultas para objetos que demoram a ser retornados causam efeito cumulativo que degrada muito o desempenho;
  • Simular acessos simultâneos: Apache Benchmark;
  • Solução de alta escalabilidade
    • Vários NGINX com balanceamento, e agrupados em conjuntos de 2 servidores “em série”, para resolver o problema do flood de timeouts.
A palestra do Tiago foi muito técnica, ele mostrou vários exemplos de configuração do NGINX e comentou os diversos problemas enfrentados para escalar sites muito acessados, indicando as soluções e propondo uma arquitetura para alto desempenho e escalabilidade. Tentarei atualizar aqui quando a palestra estiver disponível, pois muitas informações não tive condições de tomar nota.
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#FISL 13: Ferramentas de auditoria de redes sem fio

#FISL 13: Ferramentas de auditoria de redes sem fio 5

A palestra do Rafael Soares, da Clavis, foi muito interessante e informativa. Ele mostrou as ferramentas da suite Aircrack-NG, utilizada para análise e ataques a segurança de redes sem fio, e falou de algumas outras ferramentas que vale a pena mencionar.

  • A suite Aircrack-NG permite desde a detecção de redes, captura e injeção de pacotes, até quebra de chaves;
  • Kismet – ferramenta para detecção de redes e análise do ambiente, com localização geográfica através de GPS;
  • Karma – permite fazer ataques de FakeAP, identificando redes buscadas no ambiente e se identificando de acordo;
  • Karmetasploit – foi descontinuado, mas funcionava como FakeAP com o diferencial de enviar exploits automaticamente com base nas características dos dispositivos conectados. Nunca foi tão fácil atacar redes sem fio!
  • Beholder – desenvolvido por um brasileiro, funciona como WIDS e detecta o Karma enviando probes para redes exdrúxulas, inexistentes, se alguém responde é porque tem o Karma ativo.

A palestra do Rafael pode ser encontrada aqui. Recomendo conferir!

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#FISL 13: GPT: domine a nova geração de tabela de partições de disco

#FISL 13: GPT: domine a nova geração de tabela de partições de disco 6
O Eriberto Mota, do Exército, já é figurinha carimbada do FISL, e mais uma vez não decepcionou. Apresentou o GPT, novo mecanismo para particionamento de discos que substitui a antiga MBR, que mor-reu! Vamos aos detalhes:
  • É importante saber algumas coisas sobre geometria de discos:
    • Não se lê trilhas, mas cilindros, pois, como as cabelas têm que se movimentar juntas, são lidos todos os setores que estão naquela posição, em cada prato;
  • BIOS e MBR – o sistema antigo, começou a desaparecer em 2009;
  • O MS-DOS foi desenvolvido seguindo este padrão, que costuma ser chamado de padrão DOS;
  • O MBR ocupa um setor, o primeiro. É dividido em 3 partes: 446 bytes pro gestor de boot (LILO, GRUB, etc), 64 bytes (4×16) para controlar até 4 partições primárias, e a assinatura de 2 bytes.  Limitado a 2^32 setores, ~2,2 TB;
  • Partição lógica não “cabe” no MBR. A partição estendida então aponta para a primeira lógica, que tem uma “cópia” do MBR, e aponta para a próxima partição lógica, num processo recursivo. Por isso, deve-se evitar usar partições lógicas, pois se perder o “link”, perde tudo;
  • UEFI – substitui a BIOS, e é um firmware, flexível, que suporta x86, x86_64, ARM e IA64, e utiliza a tabela de particionamento GPT ao invés de MBR;
  • GPT – GUID Partition Table, usa GUIDs (128 bits) para identificar cada dispositivo unicamente, permite até 128 partições (equivalente a primárias do MBR), ocupa 32 setores e endereça 2^64 setores, ou seja, 9.4 ZB;
  • Partições GPT funcionam via LBA e não CHS, sem o limite de 8 GB, implementam o “protective MBR” contra erros de sistema, e possui estrutura redundante (no início e fim da partição);
  • Alguns sistemas utilizam MBR híbrido (OxEE), o que não é aconselhável, pois não há padrão. Ele se aproveita do fato de que o primeiro setor é deixado “livre” pelo GPT para evitar erros decorrentes de ferramentas e sistemas que não suportam GPT;
  • Somente Windows em versões 64 bits, a partir do XP e 2003, utilizam GPT;
  • As ferramentas baseadas em FDISK não suportam GPT, somente as ferramentas baseadas na libparted, incluindo o gnu-fdisk, gdisk (recomendado), parted e gparted.
A palestra completa pode ser baixada do site do Eriberto.
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#FISL 13: Agilidade e software livre na globo.com

#FISL 13: Agilidade e software livre na globo.com 7

Assim como no ano passado, o pessoal da Globo.com fez uma ótima palestra. O Demetrius Arraes Nunes mostrou como migraram das soluções proprietárias para livres, comentando ainda sobre o processo de adoção de métodos ágeis para a gestão das equipes e seus resultados. Vamos aos detalhes.

  • Até 2002, utilizavam software proprietário, desde o hardware de balanceamento de carga até o servidor web e de banco de dados;
    • Servidores Sun com Solaris, Oracle Weblogic, Vignette e Java (antes de ser open source);
  • Atualmente, a maior parte da estrutura é baseada em software livre, restando ainda o banco de dados, onde a Oracle ainda mantém “uma perninha”;
    • Linux nos servidores (HP, Dell e IBM), Apache e NGINX, MySQL, MongoDB, REDIS, Virtuozzo, Ruby, PHP, Python, Django, WordPress, GloboCMS, Varnish;
    • Destaque para o appliance com Varnish que eles montaram, que escalou melhor que soluções proprietárias, e rendeu um prêmio no Cisco Networkers de 2010;
  • É esta estrutura baseada em software livre que suporta  os 5 bilhões de pageviews/mês e 220 milhões de vídeos vistos;
  • O Demetrius fez questão de comentar que a Globo.com usa software livre porque é melhor;
  • Assim como no ano passado, fizeram questão de comentar sobre a transmissão da copa de 2010, que registrou pico de 302 mil transmissões simultâneas e chegou a ser responsável por 15% da banda no país;
  • São mais de 300 profissionais envolvidos;
  • O vídeo das empreguetes teve 7 milhões de visualizações somente na 1ª semana, e o BBB é o maior site da internet brasileira, com 380 milhões de visitas e 220 milhões de vídeos visualizados por mês (triste isso…);
  • Eles têm uma preocupação muito grande com a experiência do usuário (UX – User Experience);
  • São mais de 15 milhões de linhas de código, mais de 2000 servidores;
  • Utilizam métodos ágeis (SCRUM com ciclo de 2 semanas), o que permitiu desfazer a separação entre criação e tecnologia que havia antes, de forma que hoje as equipes trabalham com maior interação. Mostraram um time lapse de um dia de trabalho da equipe;
  • Buscam transparência nas equipes;
  • Todos têm notebooks (mobilidade);
  • O “Espaço Lounge” oferece jogos, integração, etc;
  • O RH promove atividades de integração, que incluem um dia para ser o que quiser na empresa, ocupar o cargo que desejar e fazer o trabalho “pra valer”, numa técnica chamada FedEx Day que visa promover inovação, e incentivam qualificação (MBA, Mestrado, participação em eventos, etc);
  • Agile e Software Livre: tudo a ver!
    • Princípios ágeis
      • Software funcionando;
      • Mudanças são bem vindas;
      • Releases frequentes;
      • Colaboração com cliente;
      • Auto-organização;
      • Auto-motivação;
      • Excelência técnica (aspecto destacado pelo Demetrius sobre os profissionais que trabalham com software livre);
  • 3 lições
    • Money Talks – 50% de redução nos custos;
    • Open Source é menos arriscado;
    • Open Source significa mais qualidade – péssima experiência com suporte da Oracle, ótima experiência com comunidades;
  • Retribuindo
    • Mais de 30 projetos ativos;
    • Thumbor – processamento de imagens para portais;
    • Splinter – testes de interface;
    • Stewie – monitoramento de anomalias;
    • Tsuru – computação em nuvem;
    • Bootstrap – front-end accelerator;
    • nginx-push-stream – HTTP streaming;
    • http://github.com/globocom

Sem querer chover no molhado, mas penso que podemos inferir pela experiência da Globo.com que não é necessário ser xiita ou lunático pra perceber as vantagens do software livre. Parabéns pra eles!

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#FISL 13: Modelos de Negócio em Open Source – Tendências do mercado e visão de futuro

#FISL 13: Modelos de Negócio em Open Source - Tendências do mercado e visão de futuro 8

Nesta mesa redonda estavam simplesmente Cezar Taurion e Roberto Cohen, além do diretor da PROCERGS e um jornalista da região, o Luiz Queiroz. As falas do Taurion e do Cohen, que pude assistir, trataram de questões importantes como a mudança de paradigma que a indústria de software vem passando nos últimos anos, e como empresas como IBM e 4HD estão lidando com isso. Muito interessante. Vamos aos detalhes.

  • Modelos de Negócio em Open Source – Tendências do mercado e visão de futuro – Cezar Taurion
    • IBM – SW proprietário + SW Livre – não são modelos antagônicos, mas complementares;
    • Open Source -> Inovação do processo de desenvolvimento -> novo modelo de negócios;
    • “O maior feito de Linus não foi a criação do Linux, mas a invenção do modelo de desenvolvimento do Linux”. A Catedral e o Bazar;
    • Modelos de Negócio Open Source
      • Android – gerar tráfego -> gerar receita com propaganda;
      • Red Hat – serviços, suporte, integração;
      • Mozilla – faturamento vinculado a uso do Google como site de busca;
      • Eclipse – IBM atua com aporte financeiro, ajudando a criar outros produtos, incluindo Rational;
      • MySQL – dual license (GPL e comercial), diz-se que o objetivo era ser vendida – funcionou!
    • Modelo tradicional de software
      • Investir para desenvolver o software, cobrar para remunerar acionistas;
    • Modelo do software livre
      • Impacto inicial: redução de receitas;
      • Resposta da indústria: redução de preços (mas há limites);
    • Competir com software livre não é interessante;
    • Valor percebido pelo mercado x Custo de P&D
      • Chega um momento em que há “excesso de funcionalidade”;
      • Investimento não recuperável;
    • O investimento da IBM de 1 bi no Linux em 2001 foi importante para a indústria do software livre
    • Amplitude de utilização -> interesse da comunidade;
    • Código aberto não é suficiente, é necessário ter padrões abertos;
    • IBM gasta ~100 milhões de dólares no Linux Technology Center;
    • Recebe de volta 3 bilhões (valor econômico do Linux), além de gerar economia com o uso em diversas áreas;
    • Disponibilizar um software com licença livre não é fácil
      • Aspectos legais (patentes, etc), tecnológicos (reescrever código, se necessário), regras para a comunidade, infraestrutura, etc;
  • Empurrando a vaquinha do penhasco – Roberto Cohen
    • Por que a 4HD abandonou sua “vaquinha” Fireman para criar um novo software de Helpdesk (Quaizer) ?
    • “É necessário aprender a abandonar produtos campeões” – Peter Drucker;
    • Paradoxo da escolha
      • 90% das iniciativas de seleção de software são abandonadas;
      • Angústia da necessidade de escolher (muitas opções, cada vez mais);
      • Depois, acha que fez má escolha;
    • Quaizer (Service Management Engine)
      • Baseado em Drupal;
      • Motor para gerenciamento de serviços;
      • Drupal suporta cerca de 150 idiomas;
      • Preencher o espaço deixado pelo OCOMON, que ficou órfão;
      • Expectativa de faturar 1 milhão no 1º ano;
      • Idéia é criar um ecossistema em torno do software;
      • http://quaizer.org.

Estas palestras deixaram algumas lições importantes, na minha opinião:

  • A mudança de paradigma é inevitável, e as empresas precisam se adequar;
  • Software Livre é rentável, mas é necessário escolher o modelo de negócio adequado;

É como sempre digo: quem acha que software livre é coisa de nerds malucos fanáticos está certo, mas também é mais que isso, é uma revolução na forma de pensar o desenvolvimento de software, revolução esta que já foi percebida e vem sendo aproveitada pelas empresas mais “antenadas”.E você, continua com “aquela velha opinião formada sobre tudo”, inclusive software livre ?

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#FISL 13: Data privacy and Security at the United States border

#FISL 13: Data privacy and Security at the United States border 9Nesta palestra, Seth Schoen, da Electronic Frontier Foundation,  discutiu as perspectivas técnicas e legais das buscas feitas nos dispositivos eletrônicos de quem viaja para os EUA, apresentando problemas e soluções para situações que podem ser enfrentadas, especialmente por ativistas, mais propensos a revistas mais rigorosas. Apesar disso, as informações são úteis para qualquer um que se preocupe com privacidade. Vejamos os pontos mais importantes:

  • EFF’s border guide oferece orientações para quem viaja e pretende evitar a invasão de privacidade comum na fronteira dos EUA, justificada pelo risco de terrorismo, especialmente após o 11 de setembro;
  • Oa agentes americanos podem fazer buscas “à vontade” em equipamentos, bagagens e objetos de estrangeiros, e desde que realizadas na fronteira, são justificáveis. A EFF tenta limitar buscas em dispositivos eletrônicos, sem sucesso;
  • A dificuldade em identificar os órgãos envolvidos nas revistas, questionamentos e outras ações são um problema (TSA –  segurança doméstica em vôos; CBP e ICE são geralmente os “culpados” pelos abusos);
  • Estrangeiros podem ser detidos por horas, ter objetos retidos temporariamente, ter admissão recusada (mesmo com visto) e serem submetivos a questionamentos, embora a obrigação de responder seja algo questionável;
  • Buscas em dispositivos eletrônicos são raras, e bem específicas (300 por mês entre outubro de 2008 e junho de 2010). Pessoas sujeitas a buscas: ativistas políticos e atuantes em privacidade;
  • Dicas: não mentir (é crime!), não obstruir a investigação, e ser educado;
  • Precauções: tenha backup criptografado, criptografe seu dispositivo ou use somente armazenamento na nuvem/rede, e prefira serviços que possuem suporte a criptografia a partir do cliente. Use passphrases ao invés de senhas “complexas” para criptografar seus dados, pois é mais seguro uma frase longa, mesmo que simples, que uma senha curta, mesmo com caracteres especiais;
  • Empresas podem fornecer senhas de acesso aos dados somente após funcionários chegarem ao destino, para minimizar a chance de serem obrigados a revelar senhas de acesso a dispositivos;
  • O Linux Unified Key Setup criptografa o disco com senha que pode ser gerada aleatoriamente (pwgen) e enviada por e-mail, para evitar a necessidade de revelá-la, afinal você não saberá a mesma;
  • O keypad é um sistema de criptografia onde o servidor tem a chave de criptografia para arquivos no cliente. Ainda não há software que o implemente. Seth sugere que o Google implemente isso no ChromeOS;
  • As dicas e soluções apresentadas também são úteis para casos de roubo de equipamentos;
  • Técnicas de múltiplos passos para apagar dados hoje são consideradas obsoletas. Basta executar o “dd” com um único poasso;
  • Não criptografar todo o disco é um risco, pois o SO e as aplicações podem revelar informações de pastas e partições criptografadas inadvertidamente;
  • Dispositivos móveis são ótimos para análise forense, e péssimos para se proteger disso, pois a maioria não provê recursos para criptografia de disco e deleção segura de dados.

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#FISL 13: Migração para código aberto na Dataprev

#FISL 13: Migração para código aberto na Dataprev 10

A apresentação do Cláudio F. Filho foi muito interessante, pois ele apresentou a maneira correta de realizar a migração para software livre. Isso é uma das coisas mais importantes quando se trata de software livre, já que é muito comum vermos processos de migração falharem por situações que poderiam ser evitadas. No blog do Cláudio há um Guia de Migração que vale muito a pena conferir. Vamos à palestra.

  • O que migrar – usuários corporativos (servidor, desktop e notebook), usuários em geral (desktop e notebook);
  • Quando o que o usuário utiliza em casa é o que ele utiliza no trabalho, facilita muito;
  • Não focar no aspecto tecnológico (melhor x pior), mas na funcionalidade. Ele usou uma analogia muito interessante: não importa o carro em que você aprendeu a dirigir, você dirige qualquer um;
  • Migrar em camadas – hardware, sistema operacional, aplicativos (internet, escritório, específicos – negócio);
  • Entre 75 e 95% das necessidades do usuário são relacionadas a aplicativos de internet e escritório (aplicativos críticos, frequentemente tratados de forma inadequada);
  • Atentar para a interdependência entre as camadas e aplicativos. Exemplo: software de abertura de demandas baseado em ActiveX, só funciona no IE;
  • Trabalhar de cima pra baixo, a partir dos aplicativos, eliminando dependências;
  • Migrar para a nuvem é o melhor caminho, pois reduz a necessidade de aplicativos a um único: o navegador;
  • Ainda assim, não é fácil deixar de adotar o Internet Explorer, por exemplo, por conta da interdependência;
  • Aumenta a preocupação com a “maçã”, por conta do aumento do uso de Mac OS X e iOS;
  • Principais aspectos: cultura, comunicação, capacitação, multiplicadores;
  • 50% dos esforços estão ligados a pessoas, 33% a aplicativos e sistemas, 17% desktops e servidores;
  • Migração tem que ser feita de cima pra baixo. Primeiro passo tem que ser convencer a alta direção, mostrar ROI, CTO, etc;
  • Classificar itens a serem migrados em fácil, moderado e difícil e projetar cronograma com base nisso – sugestão 24 meses;
  • Ferramenta: WPKG – instalação e remoção de programas em Windows;
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