O “termo de busca” que mudou minha carreira (e pode mudar a sua também!)

Melhores Práticas para Solução e Prevenção de Problemas
Você chega no trabalho numa segunda-feira “normal”, e antes mesmo que consiga se acomodar, é atropelado por alguém…

O Problema

– Já está sabendo ?
– Sabendo do que ?
– Que está “tudo parado”!
– “Tudo” ?
– Sim, tudo.
Nada como uma descrição vaga de um problema para começar bem o dia, não é mesmo ?

O Diagnóstico

Você investiga e descobre que havia um problema de autenticação com o serviço de diretório, e uma configuração simples (após “longos” minutos pesquisando no site do fabricante) resolve a questão.
Ufa!
Agora posso me acomodar e cuidar do que estava previsto para hoje.
Se a situação acima parece familiar, não é mera coincidência…
Infelizmente, é a realidade de muitos departamentos de TI Brasil (e mundo) afora…
Infelizmente 🙁
Mas onde você quer chegar com isso, Christian ?

Vou te dar uma dica que pode mudar sua forma de pensar a solução de problemas.

Na verdade, esta dica é até mais útil pra prevenir problemas que pra solucioná-los.
Mas que dica é esta, afinal ?

A Solução

A dica pode ser resumida em duas palavrinhas mágicas: “melhores práticas” (ou “best practices”, como prefiro, pelas razões que já cansei de explicar aqui no blog)
Prevenção é sempre melhor que remediação, você certamente sabe disso.
Mas porque é tão difícil colocar isso em prática ?
Por experiência própria, penso que a dificuldade está no fato de que, frequentemente, queremos fazer o “mais rápido” e não “o melhor”.
Isso significa, pegando o exemplo acima, implantar o serviço de diretório com as configurações “padrão”, sem se preocupar com as recomendações de “melhores práticas” do fabricante.
O resultado disso é uma solução implementada de forma rápida, porém arriscada.
Aliás, análise de risco é algo que muitas vezes passa longe da mente quando você está fazendo implementações.
É ou não é ? Seja verdadeiro com sua consciência…
A boa notícia é que a solução para isso existe, e está ao nosso alcance.
Da próxima vez que for implementar qualquer coisa, pesquise sobre as “melhores práticas” relacionadas.
Quase sempre é possível encontrar documentos de melhores práticas para soluções fornecidas pelos mais diversos fabricantes, e abaixo relaciono alguns exemplos:
Melhores Práticas para Windows Server
Melhores Práticas para Linux
Melhores Práticas para Hyper-V
Melhores Práticas para VMware vSphere (também em vídeo aulas!)
Melhores Práticas para Active Directory
Melhores Práticas para Amazon EC2

A Solução (automatizada)

Melhor que uma solução manual, é uma solução automatizada, né não ?
Então…
Alguns fabricantes já fornecem ferramentas para analisar se a implementação está de acordo com as recomendações deles.
Eu recomendo muito que você teste estas ferramentas, e selecionei algumas logo abaixo:
Windows Server Best Practices Analyzer
Analisa configurações de performance, segurança, operação e outras, indicando sua conformidade ou não ao que a Microsoft recomenda.
VMware Best Practices Checker
Analisa as configurações do hypervisor ESXi em relação ao guia de segurança da VMware.

Conclusão

Não é incrível como atitudes simples podem trazer ótimos resultados ?
Incorpore o “modo melhores práticas” de pensar à sua rotina de trabalho, e verá como a quantidade de problemas será reduzida no médio e longo prazo.
E não deixe de compartilhar aqui as melhores práticas que te ajudam a fazer melhor o seu trabalho. Fala aí!

5 provas de que você não vai crescer na carreira de TI (a menos que faça algo a respeito JÁ!)

Profissional frustrado - erros que te impedem de crescer na carreira de TI

Diante da repercussão do artigo sobre a situação do mercado de TI na Bahia, que pode ser semelhante a outros locais do país (em especial o norte/nordeste), resolvi “colocar o dedo na ferida” e provocar você, profissional de TI.

Faça uma reflexão.
Veja se está realmente fazendo tudo que está ao seu alcance para ser o melhor profissional que pode ser.
E, acima de tudo, use melhor sua energia…
Reclame menos…
Aja mais…
Pode ter certeza de que os resultados vêm…

Talvez até mais rápido do que você imagina…

Quando tiver a atitude certa!
Talvez você esteja cometendo um dos erros abaixo…

Saiba o que pode fazer a respeito.

Sem perder tempo!

1 – Você não sabe inglês

O Problema

provamos por A+B que inglês é fundamental para profissionais de TI (como se você não soubesse), indicamos várias maneiras de aprender o terceiro idioma mais falado no mundo, e ainda assim muitos profissionais insistem em reclamar quando precisam consultar informações em inglês.

A Solução

Obviamente a solução é começar a aprender inglês.

Imediatamente!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou uma certificação ? Faça o curso de inglês!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou uma pós graduação ? Faça o curso de inglês!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou um Mestrado ? Faça o curso de inglês!

Está em dúvida sobre um curso de inglês ou [coloque aqui uma capacitação qualquer]? Faça o curso de inglês!

Por que o inglês deve vir primeiro ?
Simples.
O inglês vai te ajudar muito, no que quer que venha a fazer depois, seja facilitando o acesso a “test dumps” para sua certificação profissional Microsoft, Cisco, Java, ITIL ou qualquer outra.
Sem contar na diferença absurda que faz quando você pode pesquisar artigos científicos das melhores universidades do mundo para basear seus trabalhos na pós graduação, etc.
Além disso, seu orientador de Mestrado ou Doutorado, sem a menor dúvida, vai exigir de você a leitura de pelo menos uma dezena de artigos científicos em inglês.
Ah! E tem o seu trabalho atual!
Sabendo inglês você terá condições de acessar grupos do LinkedIn, Facebook, fóruns e outros locais com muita informação de qualidade e menos “sangue-sugas” que aqui no Brasil, onde grande parte dos usuários sugam toda a informação que abnegados voluntários fornecem e não são capazes sequer de agradecer (e ainda há os trolls que fazem questão de criticar e diminuir a qualidade da informação que você disponibiliza na web, gratuita e voluntariamente, no intuito de ajudar).
Reconheço que rolou uma mágoazinha deste blogueiro aqui com alguns trolls que encontrei pelos caminhos da web ao longo dos anos 🙂

2 – Você não usa a Internet a seu favor

O Problema

Você tem o controle da sua presença na web ?

Pesquisa regularmente seu nome completo, email, apelidos (mesmo aqueles que gostaria de esquecer)?

Toma cuidado com o que posta nas redes sociais ?

Potencializa Facebook, LinkedIn, Twitter, GooglePlus e outros serviços para aumentar sua rede de contatos, fazer networking, e consequentemente ampliar seu acesso a oportunidades ?

Sem isso, suas chances no mercado podem diminuir consideravelmente.

A Solução


Outro dia estava conversando com amigos e um deles reclamou que treinadores e jogadores de futebol no Brasil ganham dinheiro demais.

Então fiz a seguinte pergunta:

Quantas pessoas vêem o trabalho deles ?

E o seu ?

Percebeu a diferença ?

Como diz o ditado, quem não é visto não é lembrado.

E no mundo atual, é mais simples do que nunca ser visto.

Por milhares…

Milhões…

Até bilhões de pessoas, como no caso dos treinadores e jogadores de futebol mais famosos do mundo.

Por isso, use a Internet de maneira inteligente e veja as oportunidades aumentarem gradativamente.

O processo é lento, mas é simples. E o melhor, funciona!

Eu disse simples, não fácil 🙂

Já comentei aqui que após alguns anos blogando, fui contactado por uma empresa conhecida mundialmente interessada em colocar uns trocados no blog em troca de um banner.

Dê uma checada na publicidade do blog e você vai descobrir rapidinho que empresa é essa.

Hoje mesmo, minutos antes de revisar este texto pra publicar, vi uma mensagem no facebook de um potencial anunciante.

Portanto, comece já a usar a Internet a seu favor, e tenha resultados profissionais melhores.

Muito melhores.

3 – Você não coloca seus conhecimentos em prática

O Problema

Quantos cursos você fez no último ano ?

Quanto do conhecimento adquirido colocou em prática ?

Um estudo famoso sugeriu que 10 mil horas de prática são suficientes para se tornar um mestre em qualquer coisa. Note que são MUITAS horas de prática.

Embora haja questionamentos sobre o estudo, a importância da prática é inegável.

Estudar gera melhores resultados quando praticamos o que aprendemos.

Portanto, não fique só na teoria.

A Solução


Monte um laboratório em casa (ou na nuvem), e tente aplicar ao máximo os conhecimentos que aprender.

Busque sempre fazer cursos alinhados com suas necessidades profissionais e seus interesses pessoais.

Com isso você terá a obrigação de praticar (porque o trabalho exige) e a motivação pra praticar (porque é algo que você se interessa de verdade).

Vejo muitos profissionais se limitando pelo que a empresa exige deles.

Mesmo que você trabalhe apenas com atendimento a usuário hoje (passagem obrigatória para grande parte dos profissionais de TI), não se limite a estudar sobre Service Desk, SLA e ITIL.

Estude isso, claro, até porque vai ser mais fácil e rápido de aplicar, pois a empresa precisa disso.

Mas estude também sobre o que pretende para o futuro da sua carreira. Gestão de TI e Gerenciamento de Projetos, por exemplo.

E aplique participando de grupos, eventos e aproveitando cada oportunidade de compartilhar o seu conhecimento (quem sabe até escrevendo um blog?).

4 – Você não se preocupa em fazer o melhor

O Problema

Buscar o meio mais fácil de fazer algo nem sempre é o melhor caminho, se este meio não entregar a qualidade que a empresa requer.

Ser eficiente não necessariamente significa ser rápido, se o resultado da sua rapidez não for permanente.

Ser rápido pode ser o caminho mais direto para se ver atolado de (re)trabalho, corrigindo falhas que você mesmo causou, porque não pensou na melhor solução possível para o problema enfrentado.

É claro que as circunstâncias afetam muito o tempo que temos para refletir sobre a melhor solução, e nem sempre é possível resolver da melhor maneira.

Mas tente sempre fazer o melhor que você puder.

Mesmo que não seja o melhor “absoluto”.

A sensação de que “eu podia ter feito melhor” é extremamente frustrante.

Eu sei disso, porque errei muito até aprender que ser rápido não adianta se você não for efetivo.

A Solução


Mais uma vez, a Internet ajuda muito.

O Google é seu amigo.

Portanto, sempre pesquise quando precisar resolver algo, mesmo que ache que “já sabe como fazer”.

Pesquise fontes confiáveis e você verá que os fóruns e portais de documentação dos fabricantes estão recheados de “melhores práticas” e recomendações sobre a melhor maneira de lidar com uma infinidade de situações e problemas.

Aliás, buscar a melhor maneira de fazer é algo que se aplica a qualquer situação, por isso não limite isto àquele momento em que você precisa resolver um problema sério.

Busque a melhor maneira de implantar um servidor novo, de virtualizar o ambiente da empresa, de iniciar uma carreira em Big Data, enfim…

Leve para o lado pessoal também…

Busque a melhor maneira de fritar um ovo, de arrumar uma mala de viagem, de economizar com o cartão de crédito.

Você vai descobrir como sua vida pessoal e profissional pode melhorar muito com pequenas mudanças.

5 – Você pensa mais em ganhar dinheiro que em aprender/melhorar

O Problema


É comum vermos pessoas em início de carreira se sentindo injustiçadas, porque ganham um salário mínimo, ou um salário que julgam inadequado para suas habilidades.

A questão aqui é que nossa visão sobre nós mesmos é deturpada.

Há uma tendência natural da maioria dos profissionais em se supervalorizar.

Infelizmente, esta é a verdade.

Quase sempre, somos profissionais menos qualificados do que achamos que somos.

Vale pra mim, pra você, pra todo mundo.

Quem nunca usou aquela velha frase “Esse cara se acha” ?

Da mesma maneira que tendemos a apontar os erros dos outros, também omitimos ou diminuímos a importância dos nossos (até porque os outros vão nos lembrar deles mesmo :).

A Solução


Em uma palavra…

Conhecimento.

Sobre você…

Sobre seu trabalho…

Sobre as pessoas ao seu redor…

Quanto mais você conhecer o mundo que o rodeia, melhor será sua avaliação da sua realidade.

Invista em conhecimento técnico, mas também em cultura, em lidar com pessoas, e verá como sua percepção do mundo se transforma.

Parece papo de livro de auto-ajuda, mas é a pura verdade.

Até porque, como vimos na série sobre os princípios cognitivos do aprendizado, o conhecimento novo, qualquer que seja a área, nos ajuda a aprender mais e melhor, através das conexões que passamos a fazer entre os conhecimentos adquiridos.

É por isso que é possível, por exemplo, fazer analogias entre Rock e ITIL, relacionando a realização de um show e a prestação de um serviço de TI.

Isto porque, no meu caso, gosto muito de música e de governança de TI, e assim consigo relacionar o que aprendo sobre as duas coisas.

A consequência disso é que passei a entender melhor tanto o funcionamento de uma banda de rock quanto a prestação de um serviço de TI, percebeu ?

Assim, hoje posso confiar um pouco mais no meu julgamento sobre estes dois assuntos.

Ainda assim, é necessário desconfiar sempre da nossa visão, pois isso ajuda a evitar sermos enganados, tanto pelos outros quanto por nós mesmos.

Portanto, priorize o aprendizado.
Sempre.
Na dúvida entre um emprego que paga razoável em que você vai aprender muito, e um emprego que paga muito melhor, mas onde você não vai aprender praticamente nada de novo, ficando preso a uma atividade muito específica, pense bem, tenha muito cuidado.
Não vou dizer pra escolher a primeira opção porque não é tão simples, mas posso te dizer que a minha experiência indica que escolher um trabalho onde há oportunidade de aprendizado contínuo de novas tecnologias faz muita diferença nas oportunidades a que você terá acesso no futuro.

Conclusão


Pois é, amigos.
Reclamar é fácil.
Difícil é agir pra mudar a realidade.

É claro que há exceções, mas é comum, infelizmente, esperarmos que os outros resolvam nossa vida, quando muita coisa depende mais de nós que dos outros.

Quero deixar claro que não sou o dono da verdade, muito pelo contrário.

Posso ter escrito um monte de besteiras aí acima, mas é minha visão (pelo menos por enquanto :).

A intenção, acima de tudo, é provocar reflexão e discussão sobre este tema tão importante que é o crescimento profissional.

E então ? Se identificou com alguma situação ? O que você pretende fazer a respeito ? Diz aí!

20 horas de trabalho por semana bastam ?

20 horas de trabalho por semana bastam ?
Estou há um bom tempo pra escrever sobre este assunto que me intriga faz um tempinho já.
Larry Page, um dos fundadores do Google, disse em entrevista com Vinod Khosla, fundador da Khosla Ventures, que controla, entre muitas empresas, a Indie Gogo (crowdfunding), Cinemagram (app pra fazer vídeos) e o encurtador de URLs Bitly, que as pessoas estão trabalhando demais.
Na visão dele, não há necessidade de se trabalhar tanto pra atender as necessidades básicas do ser humano, e se você perguntar às pessoas, elas vão querer mais tempo pra férias e pra ficar com a família.
Assim, ele sugeriu a redução da jornada de trabalho, apontando que a jornada atual de 8 horas não é mais necessária, e indicando alternativas como reduzir a carga horária para 4 horas ou separar um emprego “full time” em vários empregos “part time“.
Ele alegou (sem explicar como) que é possível reduzir a carga horária sem prejudicar o emprego.
A opinião dele foi reforçada pela declaração de Carlos Slim, presidente da America Movil, de que as pessoas deveriam trabalhar 3 dias por semana, 8 horas.

Conclusão

A questão é bastante controversa, há muitos interesses envolvidos e, principalmente, questões graves de produtividade, especialmente quando se trata de Brasil.
É muito fácil para donos de empresas que têm condições de recrutar talentos extraordinários fazer declarações como estas, pois o nível de produtividade dos seus funcionários chave é altíssimo, e dar mais liberdade pra eles representa um incentivo a serem ainda mais produtivos, e portanto compensa.
Por outro lado, é inegável que o mercado de trabalho passa por uma enorme transformação, e o questionamento da carga horária de trabalho é apenas uma das questões a serem tratadas, juntamente com a estrutura hierárquica das empresas, as carreiras Y e a mais recente carreira W, dentre outros aspectos que exigem uma reformulação das relações entre empregado e empregador.
Além disso, nem tudo são flores, como demonstra o caso do LinkedIn, obrigado a indenizar em 6 milhões de dólares funcionários e ex-funcionários, por problemas na contabilização de horas trabalhadas, o que certamente é um grande desafio numa empresa em que mobilidade e flexibilidade fazem parte da filosofia da empresa.
Por tudo isso, entendo que há uma oportunidade a ser aproveitada pelas empresas e profissionais que conseguirem repensar suas relações de trabalho e potencializar sua capacidade de entregar os resultados que empresas e clientes esperam, independentemente de quantos e quais dias precisem trabalhar e produzir para isso.
Aliás, vale lembrar que estar no trabalho não é sinônimo de estar trabalhando, produzindo, não é mesmo ?
Você pode conferir a entrevista de Larry Page aqui.
E então ? O que pensa a respeito dessas questões ? Tem uma experiência pra compartilhar ? Fala aí!

Especialistas respondem: Afinal, qual o problema com a TI na Bahia ?

Qual o problema com a TI na Bahia ?
Se você é da Bahia, este texto muito te interessa por razões óbvias.
Se você não é da Bahia, recomendo que continue lendo pois as informações compartilhadas a seguir mostram o retrato de um mercado de TI complicado, o que pode estar no seu passado ou (espero que não) futuro.
Muito se discute sobre o mercado de TI na Bahia, e as redes sociais estão infestadas de debates acalorados sobre a situação ruim que os profissionais de TI baianos vivenciam há anos.
Na tentativa de entender o problema, mas acima de tudo de apontar uma solução, resolvi consultar gente que considero com experiência, conhecimento e discernimento suficientes para responder clara e objetivamente dois questionamentos que embasam esta análise.
Pergunta 1 – Qual o maior problema do profissional de TI da Bahia ?
Pergunta 2 – Qual o maior problema do mercado de TI na Bahia ?
Certamente estas duas perguntas não abordam todos os aspectos envolvidos num cenário complexo como o do mercado de TI na Bahia, mas foi o melhor que consegui, buscando um equilíbrio entre facilitar a obtenção de respostas e fornecer informação relevante para os profissionais. E acredito que o resultado ficou bem interessante, como você pode ver abaixo.
Encaminhei estes questionamentos para profissionais de ensino em instituições reconhecidas na Bahia, donos de empresas de TI locais e profissionais do mercado em geral, todos com bastante “tempo de estrada” e alguns com experiência até no exterior.
Compartilho as respostas com vocês a seguir, mas sem revelar nomes, deixando a cargo de cada um dos entrevistados se identificar nos comentários se assim desejar.

Pergunta 1 – Qual o maior problema do profissional de TI da Bahia ?

Resposta 1: “Falta de comprometimento com metas e prazos, ou seja, com o empregador ou cliente.
Resposta 2: “Difícil de responder, pois não acho que exista um maior problema. Acho que existem vários. Acho que um grande problema é a falta de comprometimento profissional. Hoje em dia, o profissional recém formado procura muito mais salário do que ’emprego’. Mas acho também que esta questão apontada pode ser fruto de outras questões mais profundas que precisam ser analisadas. Com a venda das faculdades que eram conhecidas por sua excelência, o ensino de alunos da computação na Bahia também sofreu muito. Mesmo as universidades públicas na Bahia hoje possuem problemas estruturais para dar uma boa formação de maneira geral.
Resposta 3: “Falta de capacitação e formação técnica adequada, não conhecem idioma inglês.
Resposta 4: “O maior de todos acredito que seja encontrar um emprego que pague bem, pois o custo de vida de Salvador é muito alto.
Resposta 5: “Baixa qualificação, falta de iniciativa, quer ganhar como profissional experiente sem ter a experiência correspondente (acho que estes problemas são gerais da mão de obra na Bahia). Existe também a falta de regulamentação da área que acaba contribuindo para que profissionais sem formação e qualificação degradem o mercado.
Resposta 6: “Comodismo. O profissional daqui se contenta com pouco e não investe em autocapacitação. Os melhores vão para concurso público ou saem do estado. Muito poucos empreendem.
Resposta 7: “Acho que as perguntas 1 e 2 se misturam um pouco. Tipo causa e efeito.

A área de TI de um modo geral é uma área ‘meio’ e não uma área ‘fim’. Isso faz com que a maioria dos profissionais fiquem muito focados em aspectos estritamente técnicos da área. E na verdade os profissionais precisam desenvolver outras capacidades como a de comunicação, negociação, conhecer aspectos organizacionais da empresa e do mercado em que atuam. Claro que a base de tudo é o conhecimento técnico, mas percebo que a maioria tende a ficar estagnado. Não buscam novos horizontes e até mesmo o conhecimento técnico que já possuem corre o risco de ficar obsoleto com o tempo.

Em contra partida, os empresários e o mercado de um modo geral já assimilaram que o profissional de TI é ‘um técnico’, e não um profissional especializado, capaz de resolver conflitos, planejar e gerenciar projetos, gerir um negócio e etc. Lógico que isso não é uma regra geral, mas traz consequências. Muitos profissionais não têm o reconhecimento que merecem.

Atualização!
Resposta 8: “Não enxergar a área de computação como futuro estratégico. 


Infelizmente, por falta, talvez, de uma cultura empreendedora e ausência de competitividade no mercado, muitos se deixam atrair pelo canto da sereia em querer muito fazendo pouco. 


De toda a sorte, vejo que isto está mudando aos poucos.

Pergunta 2 – Qual o maior problema do mercado de TI na Bahia ?

Resposta 1: “Perspectivas imediatistas e limitadas por baixo, ou seja, miopia empresarial.
Resposta 2: “Também creio que não há um maior problema, mas sim vários que juntos formam um quadro desolador nesta área. Falta de cursos de excelência na área, falta de incentivo para trazer boas empresas, por outro lado empresas que não encontram mão-de-obra especializada, globalização dos serviços de TI e necessidade do uso do idioma Inglês, empresas que pagam salários baixos, etc.
Resposta 3: “Profissionais não se adequam à nova realidade, estudam pouco e não se atualizam.
Resposta 4: “A Bahia está defasada tecnologicamente comparada com outras cidades, estados, países. Não possuímos nem eventos e nem polos tecnológicos suficientes para criarmos sinergia para sermos bons e fazermos girar o conhecimento entre nós mesmos. Estamos geograficamente isolados e sem capital para investir e ir a outros lugares. Utilizamos apenas a Internet e mão na massa (auto ditada) para tentarmos sobreviver e nos atualizarmos no mundo da tecnologia.
Resposta 5: “Mercado pobre e com baixo investimento em TI. Embora tenha havido uma significativa valorização da profissão e o aumento da demanda.
Resposta 6: “Pensar pequeno. O mindset deles é de achatar custos, pagar mais barato, contratar profissionais medíocres, não inovar e não investir na ‘prata da casa’ (talvez pelo item 1). Vejo pagarem para levar gente daqui para treinamentos fora, mas não investem em treinamentos locais (nem patrocinando nem pagando pros funcionários).
Resposta 7: “Sobre o mercado de TI na Bahia, além dos aspectos que comentei acima, acredito que na Bahia existe um agravante. As grandes empresas que são referencias na área de TI já não estão sediadas na Bahia. Durante anos os melhores profissionais estiveram alocados nestas empresas. Hoje a maioria destes profissionais já não se encontra na Bahia, e acredito que as empresas de fora da Bahia buscam profissionais afim de mão de obra barata. Já as empresas locais precisam vencer 2 desafios. Como concorrer com empresas maiores com sede fora da Bahia que já têm os melhores profissionais e possuem um grande poder de negociação para alavancar novos projetos ? Como atrair bons profissionais com um plano de carreira, bons salários e etc ?

Atualização!
Resposta 8: “São vários, mas um dos principais problemas é estar na mão de um único grande pagador: O Estado da Bahia. 


São necessárias políticas de estímulo para atração de empresas que venham a desenvolver/prestar serviços em TIC para outros clientes espalhados no Brasil e mundo. Por outro lado, internamente, temos muitas possibilidades a explorar, visto que há um estado do tamanho da França com 417 municípios sedentos por conectividade, software e serviços.  A intervenção do governo é fundamental para criação de uma infraestrutura tecnológica que venha a promover um novo paradigma de público consumidor. Acredito que, paralelo às atrações de empresas, podem criar um novo cenário de consumo interno que nos sustente de forma mais consistente.

Sobre o Profissional de TI na Bahia 

Do ponto de vista do profissional, está claro que há um certo “consenso” que o profissional de TI da Bahia não tem comprometimento, o que acarreta em consequências graves para sua carreira.
Percebo que muitos estudantes, por exemplo, esquecem que seus professores podem ser a porta de entrada para indicações de vagas interessantes no mercado, ou até mesmo serem seus empregadores no futuro, e não se dedicam o suficiente nas aulas, passando uma imagem ruim e fechando as portas para muitas possibilidades no mercado.
Outro problema apontado por vários entrevistados é a falta de qualificação, e aqui há que se considerar dois aspectos: qualidade de ensino e postura do profissional.
Com relação à qualidade do ensino, há problemas sim, e acredito que professores podem trabalhar pra tentar reverter o quadro, repensando métodos de ensino e adotando abordagens mais próximas da realidade dos alunos.
Quanto à postura do profissional, tendo a concordar com o que um dos entrevistados disse sobre querer salário em vez de emprego, e o que outro disse sobre querer salário de profissional experiente. O profissional deve ser capaz de responder a seguinte pergunta: “O que eu tenho de diferencial que justifica um salário melhor ?“. Vejo muita gente fazendo trabalho “comum” e querendo salário “diferenciado”. Agora há os casos raros de profissionais que não têm o reconhecimento que merecem, e para estes, dou o seguinte conselho: pense global, esqueça o local. Se você é realmente diferenciado, há alguém, em algum lugar do mundo, que vai valorizar isto. Procure que você vai encontrar.
Outro ponto que merece destaque é a falta de conhecimento do inglês. Posso falar por experiência própria que o inglês pode mudar sua vida. Depois que passei a consumir mais informação em inglês que português, construí conhecimento, reputação e credibilidade que estão me permitindo aproveitar mais e melhores oportunidades no mercado local e nacional.
Foi abordada também a questão da regulamentação da profissão, mas não sei até que ponto isto poderia fazer uma grande diferença no mercado além de estabelecer um piso salarial.
Ser visto apenas como técnico é outro ponto interessante a ser discutido, e entendo que isto pode ser um problema realmente, embora seja possível reverter esta situação, e já vi casos assim, onde o profissional de TI foi lá e mostrou como a tecnologia poderia fazer a diferença no negócio, e assim conquistou uma posição melhor dentro da empresa.
Outro ponto relevante abordado foi o fato de se contentar com pouco, e acho que isso vale pra muitos profissionais e empresários na Bahia, que pensam pequeno, como disse um dos entrevistados.

Sobre o Empresário de TI na Bahia

Aqui também temos um consenso sobre mão de obra barata e pensamento limitado e imediatista. Basicamente, o empresário de TI da Bahia quer mão de obra barata pra fazer coisas simples, com as quais ele possa ganhar uma grana sem ter que inovar ou mesmo pensar muito.
Outro ponto que é praticamente consenso é a falta de investimento em TI, tanto da iniciativa privada (os grandes data centers que haviam aqui se foram todos) quanto da iniciativa pública (ainda são muito limitados os resultados do Polo Tecnológico, até onde consigo perceber). Eu confesso que “essa conta não bate” na minha cabeça. Como um local onde a mão de obra é barata não atrai mais empresas ? Por que aí a mão de obra deixaria de ser barata ? Lobby ? Sei não…
A falta de mão de obra qualificada foi outra questão apontada, mas penso que isso não é tão relevante na medida em que vejo muitas empresas em SP contratarem gente sem experiência pra treinar “do zero”, devido à escassez de mão de obra especializada. Por que as empresas daqui não fazem isso ? Ou fazem ?
Sobre a concorrência com grandes empresas, isto é um problema grave na disputa por contratos com o governo, por exemplo, onde um projeto pode gerar uma demanda para contratação de dezenas ou mesmo centenas de profissionais, e como é cada vez maior a possibilidade de execução remota do trabalho, concorrer com empresas de fora com melhores profissionais e maior produtividade realmente fica difícil.
Sobre estarmos geograficamente isolados, entendo que a realidade atual mostra que isso pode ser contornado pelo exposto no trecho acima, e conheço vários profissionais que trabalham aqui na Bahia para empresas de fora, remotamente.

Conclusão

Temos muitos desafios a superar se quisermos realmente construir um mercado de TI melhor em nosso estado. Mas acredito que seja plenamente possível, e temos exemplos de sucesso que podemos tentar reproduzir e multiplicar.
Entendo que para isso são necessárias algumas mudanças, que relaciono a seguir.
  1. Postura mais comprometida e dedicada do profissional de TI (se esforce “mesmo” pra cumprir metas, prazos e entregar resultados de qualidade, seja na faculdade ou na empresa);
  2. Postura mais empreendedora do profissional de TI (pense mais como prestador de serviço, e menos como empregado);
  3. Postura mais globalizada do profissional de TI (você pode viver aqui e trabalhar pra qualquer empresa do mundo!);
  4. Postura mais “educadora” das empresas de TI (estabeleçam acordos com seus funcionários trocando treinamentos “de ponta” por compromisso de não deixar a empresa num período determinado);
  5. Postura mais “empreendedora” das instituições de ensino, fomentando nos professores e alunos o interesse em empreender, criar, inovar.
Sei que esta é apenas uma pequena contribuição para o debate sobre nosso mercado de TI, e espero que as informações aqui compartilhadas possam ser úteis de alguma forma. Vamos continuar este debate nos comentários!
E você, o que acha que podemos fazer pra melhorar o mercado de TI na Bahia ? Diz aí!

5 dicas para Profissionais de TI que desejam turbinar sua carreira em 2015

Dicas sucesso carreira TI
O novo ano chegou, e com ele novas resoluções.
Queremos mais, queremos melhor, a cada ano.
Mas não é fácil, por isso resolvi tentar ajudar, indicando tendências, tecnologias e técnicas que você deve se dedicar em 2015 pra alavancar sua carreira.

1 – Acompanhe as tendências tecnológicas

Esta primeira dica pode parecer bem óbvia para profissionais de TI, em especial para os mais experientes, mas não a subestime. Vejo todos os dias profissionais se perguntando porque não cresceram na carreira, sem perceber que estão absolutamente estagnados em tecnologias (quase) obsoletas (Windows, alguém ? :).
Internet das Coisas (IoT para os íntimos), Computação em Nuvem (Cloud), Big Data, Mobilidade, Segurança da Informação são algumas áreas que já são realidade em muitas empresas e têm alta demanda de profissionais qualificados, por isso vale a pena ficar atento às novidades nessas áreas.
E o melhor de tudo é que acompanhar o que acontece pode ser muito fácil.

2 – Foque em algo específico

Na minha opinião, ser generalista ajuda mais quando você já tem bastante experiência, pois é a experiência que vai permitir que sua visão geral sobre tecnologia seja útil para a empresa, pois você saberá quais as peças necessárias, mesmo que não saiba todos os detalhes para a montagem do quebra-cabeça.
Por isso, escolha um dos temas que indiquei e identifique soluções relacionadas (como o Hadoop para Big Data), e investigue suas características, pois assim você obterá um conhecimento mais específico e terá algum diferencial para oferecer a seus clientes e/ou empregadores.
Vejo muita gente reclamando de salário, mas que não é capaz de desenvolver um app móvel ou montar uma infraestrutura na nuvem, só pra citar duas habilidades essenciais para desenvolvedores e profissionais de infra, respectivamente.
Descubra e invista na sua especialidade, aquilo que você tem motivação suficiente pra fazer melhor que ninguém, e o caminho do sucesso começará a se tornar viável.

3 – Documente seu aprendizado

Pode ser num blog, num ebook, num app tipo Evernote, num caderno, onde quiser.
Mas escreva sobre o que aprender, e seu aprendizado será maior, melhor e, se for documentado num espaço público, vai se tornar seu portfólio e servir de vitrine pra potenciais clientes e/ou empregadores através da Internet.
Sem falar que a documentação vai servir para consultas futuras, afinal nossa memória não é infalível.
Já perdi as contas de quantas vezes consultei o blog pra tirar alguma dúvida, confirmar uma informação, etc.

4 – Compartilhe o que aprender (ajudando pessoas)

Sabe uma coisa que as pessoas não costumam esquecer ?
Quem resolveu um problema pra elas.
Se alguém tem um problema e você ajuda a resolver, automagicamente você se torna referência pra ela.
Fica fácil entender, portanto, que quanto mais você fizer isso, mais pessoas lembrarão de você.
Em especial, as pessoas vão lembrar de você quando surgirem oportunidades.
Mas atenção!
Se meter a fazer o que não sabe pode ter o efeito contrário, ou seja, você vai criar a fama de que é o profissional que não resolve nada, e isso as pessoas também não esquecem.
Pior, lembranças negativas são mais fortes que positivas, então já viu, né ? Você pode acabar com mais gente contraindicando você quando surgirem oportunidades.

5 – Aprenda a fazer networking nas redes sociais

As redes sociais são um meio que oferece uma quantidade absurda de oportunidades, basta estar preparado para aproveitá-las.
Só pra dar um exemplo, outro dia vi num grupo do LinkedIn uma mensagem onde alguém prometia fornecer dicas e informações sobre vagas, e pedia o email das pessoas.
Milhares forneceram.
Isto significa que, se você tem a solução pra alguma necessidade das pessoas, faça esta solução chegar ao conhecimento delas.
Caso contrário é como querer ganhar na loteria sem jogar. Simplesmente não funciona.
Utilize seu perfil nas redes sociais como uma descrição do que você é capaz de fazer, assim fica mais fácil entrar em contato com as oportunidades do mercado.
Participe de grupos no LinkedIn, Google+ e Facebook, acompanhe especialistas no Twitter, sempre mantendo o foco na especialidade que quer transformar no seu diferencial no mercado.

Conclusão

Tentei apontar aqui alguns caminhos para quem quer aproveitar as oportunidades do mercado de TI, que, apesar do momento problemático do país, surgirão ao longo de 2015 pra quem estiver preparado.
Eu acredito muito em dedicação e persistência, por isso recomento que acredite, persista e se dedique para alcançar seus objetivos e os resultados virão.
E você ? Concorda comigo ? Tem mais alguma dica pra 2015 ? Compartilha aí!