#FISL 13: Mineração livre de dados

#FISL 13: Mineração livre de dados 1
O Mauríco e o Adewale são baianos, estudam na UFBA, e apresentaram o software WEKA – Waikato Environment for Knowledge Analysis, uma ferramenta muito interessante para mineração de dados. Vamos às observações sobre a palestra.
  • Os palestrantes apresentaram a OxenTI, a empresa deles, que fornece serviços em mineração de dados e áreas correlatas;
  • A “Lei de Moore” diz que o processamento dobra a cada 18 meses, mas a capacidade de armazenamento dobra a cada 10 meses, o que gera um descompasso entre a capacidade de produzir e tratar os dados;
  • Knowledge Data Discovery (KDD) é o processo de extração de informação de bases de dados e criação de relações de interesse não percebidas “a olho nú”;
  • Tarefas envolvidas no processo de KDD
    • Associação de dados – ex:clientes que compram pão também compram leite;
    • Padrões sequenciais – ex: alguém compra um carro, e 6 meses depois compra pneus;
    • Classificação e predição;
    • Análise de clusters – agrupar informações com base em comportamentos;
    • Análise de outliers – identificar informações fora do padrão.
  • Técnicas utilizadas
    • Árvore de decisão – árvore que estabelece um processo evolutivo que leva a uma decisão com base na relação entre as informações;
    • Redes neurais;
  • O WEKA
    • Desenvolvido em Java, pela Universidade Waikato, na Nova Zelândia;
    • É também conhecido como Pentaho Data Mining;
    • Oferece recursos de data mining e machine learning, permitindo realizar análises de dados de forma simples;
    • Possui diversos módulos, e uma interface intuitiva de fácil utilização (abaixo uma tela de exemplo);
    • Há extensa documentação da ferramenta e uma lista de distribuição.
Fiquei bem impressionado com o software, especialmente pela facilidade para importar dados a partir de arquivos CSV ou ARFF, bem como para realizar as análises, bastando selecionar os atributos de interesse e, claro, conhecer os algoritmos (são muitos!) que se aplicam ao conjunto de dados em questão. Pretendo aprofundar os estudos na ferramenta o quanto antes.
Agora você tem uma importante decisão a tomar.
Aprender mais sobre Big Data e Análise de Dados, e se diferenciar no mercado, ou simplesmente fechar esta janela e desperdiçar a oportunidade de crescimento profissional. 
A escolha é sua!
Seja sábio!

#FISL 13: Perícia digital com software livre


#FISL 13: Perícia digital com software livre 2
O Evandro Della Vecchia (evandro@poasec.org), perito criminal do governo do RS, apresentou conceitos, técnicas e ferrametnas usadas em perícia digital, também chamada de forense digital. Vamos aos detalhes:
  • Post mortem x live forensics
    • Máquina desligada – sem acesso a dados da memória, somente armazenamento não volátil;
    • Máquina ligada – pode acessar dados em memória e obter melhores resultados, especialmente em casos como de criptografia de disco;
  • De dados ou equipamentos
    • Dado é mais comum;
    • Citou um exemplo de equipamento, onde foram identificadas características que permitiam determinar data e hora de impressão de documentos e modelo de impressora utilizado, a partir da versão impressa;
  • Fases
    • Identificação – mostrou situações curiosas, onde pen drives “esquisitos” poderiam passar despercebidos (ursos de pelúcia, pregadores, canetas, etc);
    • Coleta – uso de ferramentas como dd, helix, dcfldd (mostra andamento) para obter informações de discos e partições e viabilizar a análise dos dados sem comprometer os dados originais. Uso de hash para garantia de integridade;
    • Exame e Análise – uso de ferramentas como mmls para obter informação de partições,  análise do setor de boot e extração de partição com dd, excluindo os 32 setores iniciais do disco para facilitar o uso posterior. Uso de fsstat para obter informações do sistema de arquivos, e istat para detalhes de inodes, além do foremost para recuperação de arquivos, no estudo de caso imagens;
    • Conclusão – laudo com o resultado do exame e análise.
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#FISL 13: SpagoBI

#FISL 13: SpagoBI 3
O Miguel Koren O’Brien, da Konsultex (miguelk@consultex.com.br), apresentou o SpagoBI, uma solução que tem ganhado espaço recentemente. Vamos às anotações da palestra:
  • Usos de BI – Reporting, OLAP (análise multidimensional), Indicadores (KPIs), Business Performance Management, Mineração de Dados, Location Intelligence;
  • A Konsultex está envolvida num projeto relacionado à extinção do mico-leão dourado, que envolve a integração de BI com GIS (Location Intelligence);
  • O Open Geospatial Consortium define padrões na área de GIS;
  • A área de BI não é muito padronizada;
  • Por que BI Open Source ?
    • A solução é mais importante que o produto, mas produtos custam mais que o projeto;
    • Produtos BI são geralmente sub-utilizados;
    • Soluções são restritas devido a falta de uso generalizado;
    • Open Source permite experimentar antes de comprometer;
    • O cliente não é refém do fornecedor do software;
    • Sem custo não significa sem valor !
  • Por que empresas selecionam Open Source (BeyeNetwork – 2009)
    • Custo, independência de fornecedor e confiabilidade são as principais razões;
  • SpagoBI
    • 100% livre;
    • Suite completa, robusta, segura e escalável;
    • Solução corporativa;
    • Altamente customizável;
    • Patrocinado pela Engineering Group e comunidade (consórcio OW2);
    • Suporte técnico no Brasil;
    • integrável com inúmeras soluções, como Business Objects, OLAP, Jasper, BIRT e muitos outros, embora haja algumas limitações;
    • Possibilidade de trabalhar com visão gráfica (fluxos de processos e atividades, por exemplo), cartográfica (mapas) ou geográfica (projeção de cores sobre mapas para destacar áreas com alguma característica, por exemplo);
    • Suporta ETL através de webservices (exemplo com informações do Banco Central de indicadores econômicos – emprego, inflação, etc);
    • O SpagoBI é uma plataforma de integração, o que dá mais liberdade para construir o BI;
    • Engines para geolocalização
      • GEO Engine: informação cartográfica e gráfica;
      • GIS Engine: informação geográfica em arquivos GEOjson ou servidor GIS;
  • Exemplo
    • Uso de arquivos GEOjson, embora BI Studio do SpagoBI permita desenhar documentos analíticos;
    • Dados obtidos por fontes JDBC;

#FISL 13: SpagoBI 4

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#FISL 13: IPv6: Isso é pra valer ?

#FISL 13: IPv6: Isso é pra valer ? 5
O Antônio Marcos, do NIC.BR, mostrou porque devemos nos preocupar com o IPv6 e detalhou uma série de questões importantes, especialmente as situações complicadas que provedores e usuários enfrentarão à medida que o IPv4 se esgota, algo que já começou a ocorrer. Vamos aos detalhes:
  • Os testes realizados, como o World IPv6 Day e a semana de testes no Brasil em fevereiro, foram importantes para mostrar que a ativação do IPv6 deve trazer pouco impacto para os serviços atualmente em funcionamento, e abriu caminho para o World IPv6 Launch, quando muitos sites grandes, provedores e outras empresas e serviços ativaram o suporte a IPv6 emdefinitivo, com pouquíssimos problemas reportados;
  • O IPv4 já acabou na Ásia, e deve acabar no Brasil entre meados de 2013 e 2014, o que significa que novos clientes terão apenas IPv6, ou IPv4 compartilhado mediante “gambiarras”;
  • O problema é que as gambiarras trazem efeitos colaterais graves, como no caso do NAT444, que é problemático para aplicações VoIP e ainda quebra a neutralidade da rede, na medida em que causa dupla tradução, e consequentemente aumenta a dificuldade no acesso a sites que utilizem esta técnica;
  • Como fica o suporte para os dispositivos do usuário: roteadores wifi, modens banda larga, etc ?
  • Smartphones: android suporta, iphone só nas versões com 4G (até o momento), alguns Nokia (N95), e só… muitos aparelhos sem suporte;
Não esperava muito da palestra do Antônio, pois já estava ciente de algumas das questões apresentadas, e tenho me informado sobre IPv6 hpa algum tempo. Mas tive a grata surpresa de ver que a palestra, apesar do tom positivo adotado pelo Antônio, dizendo que o suporte tem evoluído bem, apresentou também questões importantes e problemáticas que precisam ser tratadas o quanto antes. Apesar de o Brasil estar em 2º lugar no mundo em quantidade de provedores que já solicitaram endereços IPv6, o recado é claro: ainda há muito a fazer, e a bomba vai estourar (em plena copa do mundo!), se as medidas devidas não forem tomadas.
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#FISL 13: Tape's not dead

#FISL 13: Tape's not dead 6
O Lucas, da IBM, mostrou porque a fita não está morta. Vamos aos detalhes:
  • Cerca de 51% dos dados do mundo estão em fita;
  • Longevidade típica de 30 anos, enquanto HDs de 7 a 10 anos;
  • SATA vs LTO-4
    • Custo por terabyte ~23:1
    • Energia ~290:1,
    • Bit Error Rate (BER) uma ordem de magnitude maior;
  • Inconvenientes de LTO
    • Não há padrão para formato (TAR é comum, mas tem problemas);
    • Não são autocontidas (dependência de banco de dados no servidor de backup, etc);
  • LTO – Linear Tape Open
    • Consórcio com grandes empresas;
    • LTO-5: 1,5 TB sem compressão, 140 MB/s, particionamento dual – duas partições podem ser criadas;
  • LTFS – Linear Tape File System
    • LGPL
    • Funciona com FUSE;
    • API permite acessar informações como índice da fita de forma mais eficiente;
    • Permite usar fita como mídia removível;
    • Usa o particionamento do LTO-5, uma partição de índice – 2 wraps, 37,5 GB, partição de dados com o restante.
Eu achei a sacada da IBM genial! Criar um sistema de arquivos que facilite a utilização das fitas LTO, dando uma sobrevida ainda maior para os dispositivos e para o padrão, e agregando funcionaliades importantes para as inúmeras empresas que possuem legado e soluções de backup baseadas em fita.

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SAIBA MAIS…
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#FISL 13: Escalando sites com o NGINX

#FISL 13: Escalando sites com o NGINX 7
O Tiago Albineli, da Globo.com, mostrou como configurar o NGINX para alto desempenho e escalabilidade. Vamos aos detalhes:
  • Benchmarks mostram que o NGINX é muito mais rápido que o Apache para sites com alto volume de acessos, a partir de dezenas de milhares de acessos simultâneos;
  • Sites são divididosem trẽs tipos: conteúdo estático, dinâmico, e do usuário. Foco da apresentação foi em sites dinâmicos;
  • Por que não fazer estático (mais fácil de escalar) ?
    • Problema na atualização de informações, bugs, e outras dificuldades decorrentes da alteração dos dados e necessidade de regerar a página estática;
  • Sites dinâmicos: tempo de resposta maior, sobrecarga no servidor, enfileiramento e consultas desnecessárias são questões problemáticas que precisam ser tratadas;
  • Escalabilidade
    • Básico: cache. Opção proxy_ignore_headers permite ignorar cabeçalhos que evitam uso do cache, aumentando sua eficiência;
    • Acessos simultâneos podem fazer com que objetos não sejam obtidos do cache, e/ou sejam armazenados múltiplas vezes;
    • Problema do flood de timeouts, onde consultas para objetos que demoram a ser retornados causam efeito cumulativo que degrada muito o desempenho;
  • Simular acessos simultâneos: Apache Benchmark;
  • Solução de alta escalabilidade
    • Vários NGINX com balanceamento, e agrupados em conjuntos de 2 servidores “em série”, para resolver o problema do flood de timeouts.
A palestra do Tiago foi muito técnica, ele mostrou vários exemplos de configuração do NGINX e comentou os diversos problemas enfrentados para escalar sites muito acessados, indicando as soluções e propondo uma arquitetura para alto desempenho e escalabilidade. Tentarei atualizar aqui quando a palestra estiver disponível, pois muitas informações não tive condições de tomar nota.
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#FISL 13: Ferramentas de auditoria de redes sem fio

#FISL 13: Ferramentas de auditoria de redes sem fio 8

A palestra do Rafael Soares, da Clavis, foi muito interessante e informativa. Ele mostrou as ferramentas da suite Aircrack-NG, utilizada para análise e ataques a segurança de redes sem fio, e falou de algumas outras ferramentas que vale a pena mencionar.

  • A suite Aircrack-NG permite desde a detecção de redes, captura e injeção de pacotes, até quebra de chaves;
  • Kismet – ferramenta para detecção de redes e análise do ambiente, com localização geográfica através de GPS;
  • Karma – permite fazer ataques de FakeAP, identificando redes buscadas no ambiente e se identificando de acordo;
  • Karmetasploit – foi descontinuado, mas funcionava como FakeAP com o diferencial de enviar exploits automaticamente com base nas características dos dispositivos conectados. Nunca foi tão fácil atacar redes sem fio!
  • Beholder – desenvolvido por um brasileiro, funciona como WIDS e detecta o Karma enviando probes para redes exdrúxulas, inexistentes, se alguém responde é porque tem o Karma ativo.

A palestra do Rafael pode ser encontrada aqui. Recomendo conferir!

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#FISL 13: GPT: domine a nova geração de tabela de partições de disco

#FISL 13: GPT: domine a nova geração de tabela de partições de disco 9
O Eriberto Mota, do Exército, já é figurinha carimbada do FISL, e mais uma vez não decepcionou. Apresentou o GPT, novo mecanismo para particionamento de discos que substitui a antiga MBR, que mor-reu! Vamos aos detalhes:
  • É importante saber algumas coisas sobre geometria de discos:
    • Não se lê trilhas, mas cilindros, pois, como as cabelas têm que se movimentar juntas, são lidos todos os setores que estão naquela posição, em cada prato;
  • BIOS e MBR – o sistema antigo, começou a desaparecer em 2009;
  • O MS-DOS foi desenvolvido seguindo este padrão, que costuma ser chamado de padrão DOS;
  • O MBR ocupa um setor, o primeiro. É dividido em 3 partes: 446 bytes pro gestor de boot (LILO, GRUB, etc), 64 bytes (4×16) para controlar até 4 partições primárias, e a assinatura de 2 bytes.  Limitado a 2^32 setores, ~2,2 TB;
  • Partição lógica não “cabe” no MBR. A partição estendida então aponta para a primeira lógica, que tem uma “cópia” do MBR, e aponta para a próxima partição lógica, num processo recursivo. Por isso, deve-se evitar usar partições lógicas, pois se perder o “link”, perde tudo;
  • UEFI – substitui a BIOS, e é um firmware, flexível, que suporta x86, x86_64, ARM e IA64, e utiliza a tabela de particionamento GPT ao invés de MBR;
  • GPT – GUID Partition Table, usa GUIDs (128 bits) para identificar cada dispositivo unicamente, permite até 128 partições (equivalente a primárias do MBR), ocupa 32 setores e endereça 2^64 setores, ou seja, 9.4 ZB;
  • Partições GPT funcionam via LBA e não CHS, sem o limite de 8 GB, implementam o “protective MBR” contra erros de sistema, e possui estrutura redundante (no início e fim da partição);
  • Alguns sistemas utilizam MBR híbrido (OxEE), o que não é aconselhável, pois não há padrão. Ele se aproveita do fato de que o primeiro setor é deixado “livre” pelo GPT para evitar erros decorrentes de ferramentas e sistemas que não suportam GPT;
  • Somente Windows em versões 64 bits, a partir do XP e 2003, utilizam GPT;
  • As ferramentas baseadas em FDISK não suportam GPT, somente as ferramentas baseadas na libparted, incluindo o gnu-fdisk, gdisk (recomendado), parted e gparted.
A palestra completa pode ser baixada do site do Eriberto.
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#FISL 13: Agilidade e software livre na globo.com

#FISL 13: Agilidade e software livre na globo.com 10

Assim como no ano passado, o pessoal da Globo.com fez uma ótima palestra. O Demetrius Arraes Nunes mostrou como migraram das soluções proprietárias para livres, comentando ainda sobre o processo de adoção de métodos ágeis para a gestão das equipes e seus resultados. Vamos aos detalhes.

  • Até 2002, utilizavam software proprietário, desde o hardware de balanceamento de carga até o servidor web e de banco de dados;
    • Servidores Sun com Solaris, Oracle Weblogic, Vignette e Java (antes de ser open source);
  • Atualmente, a maior parte da estrutura é baseada em software livre, restando ainda o banco de dados, onde a Oracle ainda mantém “uma perninha”;
    • Linux nos servidores (HP, Dell e IBM), Apache e NGINX, MySQL, MongoDB, REDIS, Virtuozzo, Ruby, PHP, Python, Django, WordPress, GloboCMS, Varnish;
    • Destaque para o appliance com Varnish que eles montaram, que escalou melhor que soluções proprietárias, e rendeu um prêmio no Cisco Networkers de 2010;
  • É esta estrutura baseada em software livre que suporta  os 5 bilhões de pageviews/mês e 220 milhões de vídeos vistos;
  • O Demetrius fez questão de comentar que a Globo.com usa software livre porque é melhor;
  • Assim como no ano passado, fizeram questão de comentar sobre a transmissão da copa de 2010, que registrou pico de 302 mil transmissões simultâneas e chegou a ser responsável por 15% da banda no país;
  • São mais de 300 profissionais envolvidos;
  • O vídeo das empreguetes teve 7 milhões de visualizações somente na 1ª semana, e o BBB é o maior site da internet brasileira, com 380 milhões de visitas e 220 milhões de vídeos visualizados por mês (triste isso…);
  • Eles têm uma preocupação muito grande com a experiência do usuário (UX – User Experience);
  • São mais de 15 milhões de linhas de código, mais de 2000 servidores;
  • Utilizam métodos ágeis (SCRUM com ciclo de 2 semanas), o que permitiu desfazer a separação entre criação e tecnologia que havia antes, de forma que hoje as equipes trabalham com maior interação. Mostraram um time lapse de um dia de trabalho da equipe;
  • Buscam transparência nas equipes;
  • Todos têm notebooks (mobilidade);
  • O “Espaço Lounge” oferece jogos, integração, etc;
  • O RH promove atividades de integração, que incluem um dia para ser o que quiser na empresa, ocupar o cargo que desejar e fazer o trabalho “pra valer”, numa técnica chamada FedEx Day que visa promover inovação, e incentivam qualificação (MBA, Mestrado, participação em eventos, etc);
  • Agile e Software Livre: tudo a ver!
    • Princípios ágeis
      • Software funcionando;
      • Mudanças são bem vindas;
      • Releases frequentes;
      • Colaboração com cliente;
      • Auto-organização;
      • Auto-motivação;
      • Excelência técnica (aspecto destacado pelo Demetrius sobre os profissionais que trabalham com software livre);
  • 3 lições
    • Money Talks – 50% de redução nos custos;
    • Open Source é menos arriscado;
    • Open Source significa mais qualidade – péssima experiência com suporte da Oracle, ótima experiência com comunidades;
  • Retribuindo
    • Mais de 30 projetos ativos;
    • Thumbor – processamento de imagens para portais;
    • Splinter – testes de interface;
    • Stewie – monitoramento de anomalias;
    • Tsuru – computação em nuvem;
    • Bootstrap – front-end accelerator;
    • nginx-push-stream – HTTP streaming;
    • http://github.com/globocom

Sem querer chover no molhado, mas penso que podemos inferir pela experiência da Globo.com que não é necessário ser xiita ou lunático pra perceber as vantagens do software livre. Parabéns pra eles!

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#FISL 13: Modelos de Negócio em Open Source – Tendências do mercado e visão de futuro

#FISL 13: Modelos de Negócio em Open Source - Tendências do mercado e visão de futuro 11

Nesta mesa redonda estavam simplesmente Cezar Taurion e Roberto Cohen, além do diretor da PROCERGS e um jornalista da região, o Luiz Queiroz. As falas do Taurion e do Cohen, que pude assistir, trataram de questões importantes como a mudança de paradigma que a indústria de software vem passando nos últimos anos, e como empresas como IBM e 4HD estão lidando com isso. Muito interessante. Vamos aos detalhes.

  • Modelos de Negócio em Open Source – Tendências do mercado e visão de futuro – Cezar Taurion
    • IBM – SW proprietário + SW Livre – não são modelos antagônicos, mas complementares;
    • Open Source -> Inovação do processo de desenvolvimento -> novo modelo de negócios;
    • “O maior feito de Linus não foi a criação do Linux, mas a invenção do modelo de desenvolvimento do Linux”. A Catedral e o Bazar;
    • Modelos de Negócio Open Source
      • Android – gerar tráfego -> gerar receita com propaganda;
      • Red Hat – serviços, suporte, integração;
      • Mozilla – faturamento vinculado a uso do Google como site de busca;
      • Eclipse – IBM atua com aporte financeiro, ajudando a criar outros produtos, incluindo Rational;
      • MySQL – dual license (GPL e comercial), diz-se que o objetivo era ser vendida – funcionou!
    • Modelo tradicional de software
      • Investir para desenvolver o software, cobrar para remunerar acionistas;
    • Modelo do software livre
      • Impacto inicial: redução de receitas;
      • Resposta da indústria: redução de preços (mas há limites);
    • Competir com software livre não é interessante;
    • Valor percebido pelo mercado x Custo de P&D
      • Chega um momento em que há “excesso de funcionalidade”;
      • Investimento não recuperável;
    • O investimento da IBM de 1 bi no Linux em 2001 foi importante para a indústria do software livre
    • Amplitude de utilização -> interesse da comunidade;
    • Código aberto não é suficiente, é necessário ter padrões abertos;
    • IBM gasta ~100 milhões de dólares no Linux Technology Center;
    • Recebe de volta 3 bilhões (valor econômico do Linux), além de gerar economia com o uso em diversas áreas;
    • Disponibilizar um software com licença livre não é fácil
      • Aspectos legais (patentes, etc), tecnológicos (reescrever código, se necessário), regras para a comunidade, infraestrutura, etc;
  • Empurrando a vaquinha do penhasco – Roberto Cohen
    • Por que a 4HD abandonou sua “vaquinha” Fireman para criar um novo software de Helpdesk (Quaizer) ?
    • “É necessário aprender a abandonar produtos campeões” – Peter Drucker;
    • Paradoxo da escolha
      • 90% das iniciativas de seleção de software são abandonadas;
      • Angústia da necessidade de escolher (muitas opções, cada vez mais);
      • Depois, acha que fez má escolha;
    • Quaizer (Service Management Engine)
      • Baseado em Drupal;
      • Motor para gerenciamento de serviços;
      • Drupal suporta cerca de 150 idiomas;
      • Preencher o espaço deixado pelo OCOMON, que ficou órfão;
      • Expectativa de faturar 1 milhão no 1º ano;
      • Idéia é criar um ecossistema em torno do software;
      • http://quaizer.org.

Estas palestras deixaram algumas lições importantes, na minha opinião:

  • A mudança de paradigma é inevitável, e as empresas precisam se adequar;
  • Software Livre é rentável, mas é necessário escolher o modelo de negócio adequado;

É como sempre digo: quem acha que software livre é coisa de nerds malucos fanáticos está certo, mas também é mais que isso, é uma revolução na forma de pensar o desenvolvimento de software, revolução esta que já foi percebida e vem sendo aproveitada pelas empresas mais “antenadas”.E você, continua com “aquela velha opinião formada sobre tudo”, inclusive software livre ?

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